Neste domingo, 1º de setembro, completam-se 50 anos do Jornal Nacional no ar. Na mesma data, em 1969, a Globo o lançava como o primeiro programa transmitido em rede nacional pela televisão brasileira. Isto é, transmitido em cadeia para todas as emissoras que compunham a Rede Globo na ocasião, com entradas das respectivas praças, inclusive. Cid Moreira e Hilton Gomes formaram a primeira dupla de apresentadores, e nessas cinco décadas diversos profissionais passaram períodos longos na bancada do telejornal. Vamos recordá-los hoje.

Cid Moreira: dos 50 anos do Jornal Nacional, ele foi apresentador em quase 30

Da estreia em 1969 até 1996, foram quase 27 anos à frente do Jornal Nacional parando apenas em folgas e períodos de férias. Cid Moreira conta que andava pelas ruas, nos anos 1970, e havia quem dissesse ao vê-lo coisas como “Ih, olha lá o Jornal Nacional!”. Sua voz marcante e sua figura séria, de cabelos grisalhos, se tornou um símbolo de notícia na TV brasileira, com toda a certeza. Suas locuções para o Fantástico, como as do quadro do ilusionista Mr. M, também fizeram história.

Hilton Gomes

Dercy Gonçalves e Hilton Gomes num dos programas comandados por ela na TV Globo (Divulgação/Memória Globo)
Dercy Gonçalves e Hilton Gomes num dos programas comandados por ela na TV Globo (Divulgação/Memória Globo)

Nos primeiros anos da TV Globo, Hilton Gomes foi uma das figuras mais frequentes no vídeo, sem dúvida. Não apenas em telejornais como também em programas da linha de shows. Logo que a emissora entrou no ar, Hilton foi um dos apresentadores do primeiro noticiário da casa, o Teleglobo, já em 1965, com Luiz Jatobá como parceiro. Papinha, como Hilton era chamado, era pai do diretor de novelas Rogério Gomes, que herdou o apelido. Apresentou o Jornal Nacional com Cid Moreira nos dois primeiros anos do projeto, e em 1971 foi substituído por Ronaldo Rosas. Faleceu em 1999.

Sérgio Chapelin

Sérgio Chapelin
Sérgio Chapelin (Reprodução/TV Globo)

Sérgio Chapelin ingressou na Globo em 1972 e apresentou o Jornal Nacional com Cid Moreira, em substituição a Ronaldo Rosas, dessa data até 1983. Foi quando ele decidiu investir numa carreira de apresentador de auditório, e trocou a Globo pelo SBT. Apresentou por um ano o Show Sem Limite e ao final de seu contrato com Silvio Santos retornou para a emissora de Roberto Marinho. Apenas em 1989 Chapelin voltou a formar com Cid Moreira a dupla do JN, e os dois permaneceram juntos na bancada até 1996. Desde então permaneceu à frente do Globo Repórter, que também apresenta com alguns hiatos desde a estreia em 1973. Recentemente, o apresentador anunciou sua aposentadoria. Por certo, nos 50 anos do Jornal Nacional, Chapelin e Cid seguem como símbolos do noticiário. Embora há mais de 20 anos não ocupem sua bancada.

Celso Freitas

Celso Freitas apresentou o Jornal Nacional com Cid Moreira entre 1983 e 1989, e saiu quando uma reformulação do noticiário trouxe de volta Sérgio Chapelin, no ano em que o JN completava 20 anos. Apresentou também o Globo Repórter, o Fantástico e programas da Globo News como Arquivo N, Via Brasil e Hipermídia, sobre informática, que criou. Foi também apresentador do interativo de dramaturgia Você Decide, no final dos anos 1990. Em 2004 trocou a Globo pela Record TV, onde está até hoje e apresenta o principal noticiário da casa, o Jornal da Record.

Lilian Witte Fibe

Lilian Witte Fibe iniciou sua carreira como jornalista de televisão nos anos 1980, tomando parte nos programas da Rede Bandeirantes produzidos em parceria com o jornal de economia Gazeta Mercantil, onde ela trabalhava na época. Posteriormente, passou para a TV Globo, onde foi repórter e comentarista de telejornais locais paulistas e de rede. Entre 1987 e 1989 apresentou o boletim de fim de noite Globo Economia. Em cerca de cinco minutos, Lilian tratava dos destaques do mercado no dia que terminava. Com efeito, ela foi uma das principais figuras do jornalismo da emissora na tarefa de explicar as frenéticas mudanças da economia brasileira de plano em plano, entre os anos 1980 e 1990.

Lilian teve uma passagem pelo SBT entre 1991 e 1993. Lá ela apresentou duas edições noturnas do Jornal do SBT e sendo sua editora-chefe. Logo após essa experiência, ela voltou para a Globo e assumiu o Jornal da Globo, do qual saiu entre 1996 e 1998. Foi nesse período que ela dividiu com William Bonner o comando do Jornal Nacional. Em 1998 voltou ao JG, que apresentou até 2000, quando em seu lugar entrou Ana Paula Padrão.

William Bonner

William Bonner no Jornal Nacional
William Bonner no Jornal Nacional

William Bonner apresenta o Jornal Nacional desde 1996, além de ser seu editor-chefe desde 1999. Na Globo ele passou por diversos programas jornalísticos e noticiários: Fantástico, Jornal da Globo, Jornal Hoje e SP TV foram alguns. Anteriormente, Bonner trabalhou na Rede Bandeirantes, onde apresentou o Jornal de Amanhã. Sua voz marcante, com características dos locutores veteranos, a competência à frente de coberturas importantes e delicadas e a busca pela conexão com as tendências mais modernas na comunicação fazem de William Bonner um dos profissionais mais destacados do campo, com toda a certeza. Com habilidade e muito trabalho, ele conseguiu se firmar numa posição difícil e de grande responsabilidade. Por consequência, já se firmou há algum tempo como um dos mais importantes nomes da televisão brasileira.

Fátima Bernardes

Fátima Bernardes
Fátima Bernardes (Reprodução/Instagram)

Fátima Bernardes trabalha na Globo desde meados dos anos 1980. Primeiro como estagiária, depois como repórter, a saber, até chegar a apresentadora em diversos telejornais e também no Fantástico. Foi apresentadora do RJ TV, do Jornal da Globo e do Jornal Hoje. Isso até assumir em 1998 o Jornal Nacional, ao lado de seu então marido William Bonner. Visto que sua popularidade era muito alta, Fátima foi a preferida dos espectadores na ocasião. Os dois foram casados por 26 anos e se separaram em 2016. Em 2011, Fátima deixou o JN e em seu lugar entrou Patrícia Poeta. Ela passou a se dedicar na ocasião ao projeto de seu programa de variedades, o Encontro Com Fátima Bernardes. A atração está no ar desde 2012 nas manhãs da casa.

Patrícia Poeta

Patricia Poeta no Jornal Nacional
Patricia Poeta no Jornal Nacional (Divulgação/TV Globo)

No final dos anos 1990, Patrícia Poeta estreou na TV, na Bandeirantes. Em 2000 ingressou na Globo, como responsável pela previsão do tempo no Bom Dia Brasil. Apresentou o SP TV ao lado de Chico Pinheiro e depois foi ser correspondente da emissora em Nova York. Em 2007, assumiu a apresentação do Fantástico, tendo Zeca Camargo como parceiro, até 2011. Foi quando substituiu Fátima Bernardes no comando do Jornal Nacional. Ficou na bancada do JN com William Bonner até 2014, quando Renata Vasconcellos entrou em seu lugar. Patrícia Poeta passou a dedicar-se ao projeto do semanal É de Casa, que estreou em 2015 aos sábados.

Renata Vasconcellos

Renata Vasconcellos no Jornal Nacional
Renata Vasconcellos no Jornal Nacional (Reprodução/TV Globo)

Renata Vasconcellos trabalhou na Globo News e apresentou o Bom Dia Brasil e o Fantástico. Até ser convidada a assumir o Jornal Nacional com William Bonner em 2014. Desde então, forma com o editor-chefe do JN a dupla que leva a mais de 30 milhões de brasileiros as notícias do Brasil e do mundo todos os dias.

O rodízio dos sábados: nos 50 anos do Jornal Nacional, diversos outros profissionais do jornalismo global ocuparam a bancada

Nessas cinco décadas de JN, além dos nomes citados acima vários outros profissionais estiveram na bancada. Um dos primeiros a substituir a dupla oficial aos sábados foi Heron Domingues, conhecido por seu trabalho no Repórter Esso. Marcos Hummel, Berto Filho, Carlos Campbell e Sérgio Roberto também foram apresentadores eventuais dos primeiros tempos do jornal.

A partir dos anos 1980, Eliakim Araújo e Valéria Monteiro também foram integrados ao rodízio do JN. Outro que comandou o jornal falando de temas para além do esporte, a saber, foi o veterano Léo Batista. Bem como Fernando Vannucci (“Alô, você!”). Só para exemplificar, também passaram a compor o esquema de rodízio no decorrer dos anos Alexandre Garcia, Carlos Nascimento, Carla Vilhena e Carlos Tramontina. Também foi o caso de Renato Machado, Sandra Annenberg, Chico Pinheiro, Márcio Gomes e Heraldo Pereira.

Só para ilustrar, entre os integrantes recentes estão Rodrigo Bocardi, Monalisa Perrone, Ana Paula Araújo e César Tralli. Além de Maria Júlia Coutinho, Giuliana Morrone e Dony De Nuccio. Para a celebração dos 50 anos do Jornal Nacional, de 31 de agosto até o final de 2019 aos sábados o telejornal será apresentado por representantes do jornalismo da Globo em todas as capitais brasileiras, mais o Distrito Federal. Na estreia, Cristina Ranzolin (Rio Grande do Sul) e Márcio Bonfim (Pernambuco).

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