Ao longo de seus 53 anos de história, a Rede Globo já passou por alguns imprevistos em seu setor de teledramaturgia. Alguns dos maiores, com toda a certeza, foram os que motivaram a escalação de reprises para tapar buracos na grade. Seja pela ação da Censura, seja por motivos que fugiram ao controle da emissora, alguns horários tiveram que ser ocupados provisoriamente por obras já exibidas anteriormente. Nesta semana, o #TBTdaTelevisão do Observatório da Televisão relembrará as vezes em que isso se deu.

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O #TBTdaTelevisão resgata ocasiões nas quais a Censura atrapalhou os planos da Rede Globo além do normal

Nos anos 1970, não foram poucos os percalços vividos pela teledramaturgia da Rede Globo com raiz na ação da Censura. No entanto, alguns casos ficaram marcados pelos grandes problemas de ordem financeira e artística que causaram. Tornaram-se históricas duas proibições de exibição de novelas em qualquer horário, mesmo que fossem efetuadas todas as adequações solicitadas pelo órgão governamental. Em 1975, Roque Santeiro, de Dias Gomes, foi proibida no dia da estreia. Dois anos depois foi a vez de Despedida de Casado, de Walter George Durst. Posteriormente, Roque Santeiro seria resgatada, produzida novamente e se tornaria o maior sucesso do gênero na televisão brasileira, em 1985. Já Despedida de Casado não foi retomada até hoje.

Com a censura a Roque Santeiro, o horário das 20h da Rede Globo foi ocupado por três meses por uma reprise do sucesso Selva de Pedra (1972). A novela de Janete Clair teve audiência semelhante à da primeira exibição. Em parte pelo grande aumento no número de aparelhos de TV no decorrer dos anos. Em 1977 coube a outra obra de Dias Gomes, O Bem-amado (1973), ocupar a posição inversa. Foi uma reprise dela que cobriu a vaga deixada por Despedida de Casado.

O Bem Amado (Divulgação/ TV Globo)

#TBTdaTelevisão: Relembre as novelas de Aguinaldo Silva

O Sétimo Guardião pode render à Rede Globo problemas como os relembrados esta semana no #TBTdaTelevisão?

Há meses, desde antes mesmo que O Sétimo Guardião estreasse no horário das 21h da Rede Globo, as especulações já eram muitas. Volta e meia surgem notícias dando conta de uma eventual saída da novela do ar. Os motivos envolveriam questões relativas à autoria da história. Caso se visse numa situação como esta, o que faria hoje a Rede Globo? Reprisaria um sucesso seu, como Avenida Brasil (2012) ou Verdades Secretas (2015), por exemplo? Ou se valeria de produções feitas para a plataforma Globo Play, a exemplo de Ilha de Ferro e Assédio? Tudo não passa de conjecturas, suposições. Todavia, não deixa de ser interessante supor.