TV no Mundo | Confira como emissoras estrangeiras cobrem eleições

O assunto desta semana, do TV no Mundo, é bem interessante: a cobertura das eleições, na TV aberta, aqui, no Brasil e, claro, mundo afora. Para ficar mais legal, vamos manter o foco nas eleições presidenciais. A gente tem cinco redes grandes e elas, claro, têm o dever de informar seus telespectadores sobre a corrida pelo Planalto. Mas será que elas fazem isso bem?

Bom, mais ou menos, todas cobrem as eleições. E possuem estratégias diferentes para informar o seu público. No último pleito, por exemplo, a Redetv e a Band ficaram no feijão com arroz, de sempre. Colocaram no ar programas especiais em que puderam avaliar os resultados.

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Já Record e SBT optaram por estratégias bem distintas. A rede da Barra Funda focou sua cobertura no horário nobre, dentro do Domingo Espetacular. O SBT, incrivelmente, jogou a maior parte da cobertura madrugada e se limitou a flashes na programação.

A maior emissora do Brasil, supostamente, a segunda do mundo, apresentou boletins informativos durante o dia e os resultados foram apresentados no Fantástico, que abriu um segmento para as eleições. Então, dá para a gente dizer que os canais brasileiros são bem conservadores, com uma estrutura razoável para a cobertura de segundo turno de uma eleição presidencial.

Lá fora

Em países como França, Reino Unido ou Estados Unidos, a coisa fica um tanto diferente. O interesse do telespectador é outro, também. Ao invés de manter a programação normal, como o SBT faz com o programa Silvio Santos, por exemplo, os canais estrangeiros costumam derrubar a grade regular e realizar uma ampla cobertura.

Nos Estados Unidos, por exemplo, as redes abertas ABC, NBC, CBS e FOX dedicam todo o horário nobre para análises e reportagens. Tudo isso com esses gráficos modernos e estúdios exclusivos. Há uma competição equilibrada pela melhor cobertura. O mesmo acontece com os canais de notícia: Fox News, CNN e MSNBC. Eles têm uma audiência na casa de milhões de telespectadores e realizam um trabalho caríssimo.

Você deve estar pensando que seria injusto comparar o maior mercado de TV do mundo com o brasileiro. Então, vamos para um mercado mais ou menos similar. A França. Os canais TF1, France 2 ou M6 também costumam realizar amplas coberturas, com muitas análises e tudo com uma qualidade plástica muito interessante. A luz, a fotografia e o jogo de câmeras são mais modernos do que os que se usam, aqui, no Brasil.

E mesmo no Reino Unido, com a BBC, ITV, Channel 4 e 5, que tem programações diferentes e rígidas, no dia de uma votação importante, não há espaço para a programação regular, nada é mais importante do que a eleição.

Mais exemplos

Vamos ao Chile. Os canais lá mudam sua programação dominical a partir das seis da manhã e passam o dia cobrindo a eleição. Tudo isso com estúdios e gráficos mais modernos. Já no México, as redes todas, inclusive, o Las Estrellas, da Televisa, também dedicam o horário nobre do seu domingo para cobrir a eleição. Sem a interrupção de reportagens sobre outros temas.

Apesar da ampla cobertura realizada pelos canais brasileiros, editorialmente, eles se dizem isentos e limitados aos fatos. O trabalho realizado no Brasil, nas emissoras abertas não envolve um aprofundamento maior nas problemáticas do país. E, muito menos, há espaço para o contraditório. Diferentemente do que se vê no exemplo maior do telejornalismo por aqui, a CNN.

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