Profissão Repórter mostra as dificuldades no retorno de pessoas com câncer ao mercado trabalho

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Profissão Repórter (Divulgação)

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), cerca de 600 mil brasileiros enfrentaram o câncer só no ano passado. Além de todas as dificuldades do tratamento, outro desafio é retomar a vida após a melhora ou a cura. O Profissão Repórter desta quarta-feira, dia 8, acompanha histórias de pacientes que convivem com problemas no retorno ao mercado trabalho e com burocracias para conseguir o auxílio-doença.

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Dos 45 mil afastamentos por mês concedidos no Estado de São Paulo, somente 4% são por casos de câncer. A repórter Mayara Teixeira registra a história de pacientes que têm benefícios negados. É o caso do jardineiro Moysés, que tem um tipo raro da doença – dores causadas por lesões no pulmão impedem que ele consiga trabalhar. “Mostrar a história dessas pessoas é falar de uma enorme quantidade de cidadãos”, afirma Mayara.


No Rio Grande do Sul, estado com maior registro de casos de câncer no país, a repórter Nathalia Tavolieri conhece o agricultor Leonir. Há 16 anos ele trata um câncer de pele, resultado de mais de 40 anos lidando com a terra exposto ao sol. Mesmo alertado pelos médicos para se afastar da lavoura, Leonir diz que não tem como sobreviver sem aposentadoria ou auxílio social. “No dia da gravação, o seu Leonir fez um tratamento com nitrogênio e não podia pode pegar sol. Então ele decidiu fazer o trabalho à noite. Gravamos no escuro, no campo. Muitas pessoas não podem parar de trabalhar para viver a doença, e, às vezes, têm que lidar com isso por toda a vida”, conta Nathalia.

Já a repórter Eliane Scardovelli retrata a rotina da modelo Gislene Charaba. Ela chegou a fazer desfiles e fotos cinco dias por semana, porém há um ano teve câncer de mama. A doença também atingiu o osso do tórax e, por causa das mudanças físicas, ela viu sua renda cair 70%. Atualmente, batalha para convencer a sociedade que pode trabalhar como qualquer modelo. “Quero que as pessoas aceitem as suas cicatrizes. São batalhas que a gente trava na vida”, explica.