Globo Repórter embarca numa viagem ao arquipélago de Madagascar

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Globo Repórter faz uma viagem ao arquipélago de Madagascar (Divulgação/ TV Globo)

O arquipélago de Madagascar fica no meio do Oceano Índico, distante mais de 400 km da costa africana. A ilha principal é a quarta maior do mundo e reúne espécies de plantas e de animais que não são encontrados em outro lugar do planeta. O Globo Repórter desta sexta-feira, dia 3, desembarca nesse paraíso para conhecer baobás gigantes, camaleões de todas as cores, lêmures, uma floresta petrificada e o paraíso da baunilha, uma das especiarias mais caras do mundo. O programa é uma produção em parceria com a RPC, afiliada paranaense da Globo.

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No país que, apesar da pobreza extrema, tem um povo alegre e acolhedor, a repórter Dulcinéia Novaes mergulha pela primeira vez. A equipe percorre 200km em uma estrada não asfaltada e cruza um rio cheio de crocodilos. O destino da viagem de mais de 11 horas é Bekopaka, onde fica o Parque Nacional de Tsingy de Bemaraha. É onde fica a floresta petrificada, região que há 200 milhões de anos já foi fundo do mar – as água das chuvas abriram fissuras na rocha e desenharam uma paisagem impressionante.


O programa revela, ainda, as curiosidades dos baobás, árvores típicas de Madagascar e ameaçadas de extinção. O país tem seis das nove espécies encontradas do mundo. A alameda dos baobás é, inclusive, um dos pontos turísticos mais visitados do arquipélago. No sul da ilha, a equipe viaja em busca dos lêmures, um parente distante dos macacos, que também corre risco de desaparecer. A lenda local diz que os lêmures carregam o espírito dos seus antepassados, por isso caçar esses animais é considerado sacrilégio. “Não temos uma Torre Eiffel, uma estátua da Liberdade ou grandes monumentos para atrair os turistas. Mas temos os lêmures e uma floresta de milhões de anos. Temos que salvá-los antes que seja tarde demais”, diz o professor Jonah Ratsimbazafy, da Universidade de Antananarivo, em Madagascar.

A baunilha também é motivo de orgulho para o arquipélago. Madagascar é o maior produtor mundial da especiaria, originada de uma planta trazida do México há quase dois séculos. Todos os anos, 40 toneladas são colhidas no país, onde o produto é usado em pratos doces e salgados.