Globo Repórter conta a história de brasileiros que se dedicam a construir um país melhor

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Globo Repórter (Divulgação)

Um país honesto. Onde não há desemprego. Um lugar onde você pode sair tranquilo na rua. Onde não existe corrupção. Com saúde, educação e segurança para todos. Parece um sonho, mas existem brasileiros que fazem de tudo para viabilizá-lo. O ‘Globo Repórter’ desta sexta-feira, dia 15, conta as histórias de alguns deles. Um exemplo é o corretor de imóveis Sérgio, que há 11 anos sai de casa todos os dias, quando ainda está escuro, para levar crianças e adolescentes em tratamento de câncer de casa até o hospital. São 21 quilômetros diários de Simões Filho, uma das cidades mais violentas da Bahia, até Salvador. Atualmente, 28 crianças aproveitam essa carona. Médicos do hospital Martagão Gesteira valorizam o trabalho de Sérgio e dizem que, se não fosse por sua ajuda, muitos pacientes não se tratariam por falta de recursos para pagar pelo transporte. A ajuda de Sérgio ajudar não se limita à carona: graças às doações que recebe da vizinhança, ele e a mulher transformaram a casa em um abrigo onde os ‘caroneiros’ podem comer, brincar ou apenas descansar.

Em Pilares, na zona norte do Rio de Janeiro, o professor Artur Ricardo realizou, há seis anos, o sonho de ter um projeto social para que as crianças tenham acesso ao tênis, um esporte considerado de elite. Sem auxílio de verba pública, 40 crianças treinam na quadra localizada embaixo de um viaduto, e a lista de espera já tem mais de 120 nomes. O sonho só foi possível graças a ajuda de uma empresa do bairro, que doou a rede e fornece lanches e uniformes, e de um comerciante, que doou 300 raquetes. O primeiro objetivo do professor é a inclusão social, mas ele também procura dar uma estrutura aos atletas que se destacam. Como o menino Cauã, melhor aluno do grupo. Duas vezes por semana, ele treina no Fluminense, em uma parceria do projeto com o clube das Laranjeiras, e ainda ganhou uma semana em uma academia de tênis nos Estados Unidos. Será a primeira viagem internacional do pequeno atleta e do monitor João Gabriel.

Na periferia de Fortaleza, Joelma transformou a tragédia de perder um irmão em solidariedade e amor ao próximo. Uma vez por semana, voluntários preparam uma sopa, feita com ingredientes doados, para centenas de famílias. Além da sopa, todos os que vão até a “Casa do João” ganham um saco com legumes e verduras. O local nasceu da dor de Joelma quando seu irmão, João, morreu no dia em que completou 28 anos, ao reagir a um assalto. Foram os sorrisos e agradecimentos que deram ânimo ao pai do jovem para seguir a vida. Em uma parceria com a Prefeitura, uma creche também funciona no terreno da “Casa do João”. A construção ainda não está pronta, mas 72 crianças já estudam e brincam no local diariamente.


O programa mostra, ainda, a iniciativa do administrador Godofredo, que criou um curso preparatório para concursos públicos em Brasília, onde cerca de três mil alunos já estudaram gratuitamente. E a dos doutores João Paulo Ribeiro e Rubem Ariano, criadores do Instituto Horas da Vida, onde profissionais da saúde doam horas de seu dia a pacientes que não podem pagar pelas consultas. Cerca de 1.800 profissionais, de 38 especialidades, conciliam o trabalho com a ação voluntária. “Não estamos aqui para competir com o SUS, nem pra ser um plano de saúde, mas para diminuir as lacunas”, explica o Dr. João. No Rio de Janeiro, Andrei e Mausy, pais do jovem estudante Alex Shomaker Bastos, morto aos 23 anos em um assalto enquanto esperava transporte na saída da faculdade, transformaram o local da morte do filho. Além de pintarem o ponto de ônibus de branco, montaram uma estante com livros, para provar que violência se combate com educação. “A dor indescritível da perda de um filho fez com que eu reagisse de uma maneira construtiva, procurando forçar a transformação da nossa realidade”, conta o pai do jovem.

O ‘Globo Repórter’ vai ao ar na noite de sexta-feira, dia 15, depois da novela ‘A Força do Querer’.