Globo
Globo (Divulgação)

Fã que é fã quer saber as novidades antes, quer ter acesso em primeira mão. Para presentear os fãs de suas histórias, a Globo escolheu a Comic Con Experience para contar algumas das novidades que estão sendo preparadas para sua programação. Na sexta-feira, dia 2, talentos da empresa estiveram na feira para apresentar as tramas e conversar com os participantes em painéis sobre as séries ‘Dois Irmãos’, ‘Vade Retro’, ‘Carcereiros’, ‘Filhos da Pátria’ e ‘Zózimo’, além das novas temporadas de ‘Zorra’ e ‘Tá no Ar’.

‘Dois Irmãos’ foi a primeira história apresentada. Baseada no romance homônimo do escritor amazonense Milton Hatoum, a série foi escrita por Maria Camargo e tem, entre seus protagonistas, o ator Cauã Reymond. Foram os três os responsáveis por contar a história na Comic Con. Maria e Cauã se revelaram apaixonados por ela antes mesmo de saber que a levariam para a TV. “A leitura de Dois Irmãos foi um marco na minha vida. Nunca tinha acontecido de ler um livro e ser transportada para um universo como aconteceu”, contou Maria Camarho. “Minha mãe me deu o livro há dez anos e quando li tive uma intuição de que poderia fazer os dois irmãos”, revelou Cauã, que aproveitou a presença do autor para pedir um autógrafo. Já para Milton, o segredo do sucesso da história está em sua densidade emocional. “Dois Irmãos é um grande drama, fala de um desequilíbrio emocional de uma mãe que ama demais um dos seus filhos”, definiu o autor, que acredita que a adaptação pode incentivar mais pessoas a buscarem a literatura. “A série pode ser vista por um público que normalmente não leria esse tipo de romance. Quem sabe essa aproximação com a história não pode levar esse espectador para a literatura?”, torce Milton, especialmente após ver seus personagens ganharem vida no clipe de apresentação da série.

Na parte da tarde, um grande painel, comandado por Marcelo Adnet reuniu outras novidades. A interferência de seu personagem militante e um rap bem humorado, com brincadeiras sobre a Comic Con e os produtos que seriam apresentados nos painéis seguintes, surpreenderam os participantes. Após uma salva de palmas, o ator e humorista chamou ao palco Tony Ramos, Monica Iozzi e Alexandre Machado, protagonistas e roteirista de ‘Vade Retro’. “Por trás do meu personagem, está o diabo que pode estar dentro de cada ser humano. Se tivermos atitudes ruins na vida, prejudicando terceiros, é o “diabo” operando. Esse diabo não é aquela figura clássica, mas sim o diabo que está em cada ser humano e pode ou não se manifestar. É uma história realmente surpreendente”, adiantou Tony, antes da exibição das primeiras imagens da série. Para falar sobre a experiência de ser protagonista, Monica fez piada: “Uma coisa é fazer o ‘Video Show’ com o Otaviano Costa, outra é trabalhar com o Tony Ramos. Agora, sobre a estreia do trabalho, dá medo, dá pânico… Estou ansiosa”.

Após a apresentação, os três deixaram o palco e cederam lugar para Fernando Bonassi e José Eduardo Belmonte, roteirista e diretor de ‘Carcereiros’, respectivamente, série baseada em um livro de Dráuzio Varela e que conta a história de um carcereiro – muito mais por falta de opção do que por vocação – de um presídio e que vive as agruras de vidas encarceradas: a dele e a dos presos. “O livro tem uma originalidade incrível, que é o ponto de vista de uma personagem que passou a vida inteira ‘preso’, mesmo sem ter feito nada. É uma história que tem tensão e aventura”, definiu Bonassi. “Ele não é um policial, é um agente da lei. Acredito que esse é um tema muito original e tem um certo approach, uma abordagem original. Talvez;seja a primeira vez que está sendo levada, para a TV, uma obra assim, com o olhar do carcereiro”, contou Belmonte.

Na sequência, Vladimir Brichta subiu ao palco ao lado de Aílton Graça e do autor Mauro Wilson para falar sobre ‘Zózimo’. “Essa série é ambientada na década de 50 e é muito bacana porque falamos de um tempo em que não existiam os elementos tecnológicos. O grande barato de fazer um trabalho de época é retratar um período respeitando os arquétipos e costumes particulares daquele tempo. Tem situações muito particulares e que são realmente divertidas de retratar”, contou Vladimir. “‘Essa é uma história de quatro amigos que se reúnem para contar histórias e resolver casos policiais juntos. E o Zózimo, personagem principal, vê o mundo nos detalhes, o que é uma coisa charmosa da série. Ele tem uma percepção diferenciada, é um perfume, um cheiro”, adicionou Aílton Graça. “Ele é um detetive de casos conjugais e acaba sempre se envolvendo com a mulher. Afinal, ele não é um detetive investigador, ele vigia a pessoa, vai atrás da pessoa e, fatalmente, acaba se apaixonando por ela. Essa não é uma série caricata, uma paródia. Ela é mais sombria, mais obscura. É uma leitura do Rio de Janeiro nos anos 50”, completou Mauro Wilson.

Depois de anunciar a próxima atração, Marcelo Adnet divertiu a plateia com uma imitação de como teria sido a independência do Brasil caso fosse narrada por Galvão Bueno. Isso tudo para entrar no clima de ‘Filhos da Pátria’, crônica cotidiana sobre o Brasil do século XIX e que foi apresentada pelo ator Bruno Mazzeo. “A ideia da série surgiu da tentativa de entender porque nós, brasileiros, somos assim. Entender um pouco da nossa identidade, desse jeitinho que culmina com tudo que vivemos hoje. A série se passa a partir do ponto de vista de uma família comum: pessoas anônimas, situações que os livros de história não contam, que acompanham a formação da nossa essência e refletem o que somos hoje. As figuras históricas são citadas, mas não aparece muito”, disse o ator, antes da exibição do clipe da série, que arrancou gargalhadas dos participantes.

O diretor geral Mauro Farias, o diretor Maurício Farias e o ator e roteirista Marcius Melhem se uniram para falar de ‘Zorra’. “Nós achamos que o legal é provocar, tocar em algumas feridas”, começou Marcius, enquanto o grande telão exibia imagens do programa. “O grande desafio era ganhar um público novo e, ao mesmo tempo, trabalhar na retenção do público antigo, que consumia o humor na Globo. E vejo que conseguimos atingir esse objetivo quando acompanho as redes sociais”, comemorou o roteirista. Para finalizar, Marcelo Adnet, Maurício Farias e Marcius Melhem contaram novidades da próxima temporada de ‘Tá no Ar’. “É um programa delicioso de fazer, realmente foi uma surpresa, tanto para o público quanto pra gente, por poder tocar em uma série de questões”, disse Farias. De acordo com Marcius, o processo criativo das redações de ‘Zorra’ e do ‘Tá no Ar’ é continuo. “Com a tecnologia, é muito fácil trocarmos ideias. A gente trabalha num esquema de disciplina e organização fortes e com muita antecedência. No ‘Tá no Ar’, por exemplo, são nove pessoas na redação e no ‘Zorra’ temos uma equipe de 21 pessoas”, encerra Marcius.

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