Maria da Paz (Juliana Paes) chega na casa dos Matheus para pedir trégua em A Dona do Pedaço
Maria da Paz (Juliana Paes) chega na casa dos Matheus para pedir trégua em A Dona do Pedaço (Divulgação/ TV Globo)

A Dona do Pedaço, nova novela das 21h, trará de volta uma história que já se tornou familiar para os telespectadores brasileiros: a briga entre clãs rivais. Quem não se lembra dos Mezenga e Berdinazzi, famílias inimigas de Rei do Gado (1996)? A nova trama de Walcyr Carrasco mostrará justiceiros que disputam a hegemonia do negócio. São eles os Ramirez e os Matheus.

Ambas as famílias vivem em Rio Vermelho, cidade do interior do Espírito Santo na década de 90. Matriarca dos Ramirez, Dulce (Fernanda Montenegro) vive na mesma casa com seus filhos, noras, sobrinhos, netas e bisnetas. Seu filho Ademir (Genézio de Barros) é casado com Evelina (Nivea Maria) e tem duas filhas. São elas Maria da Paz (Mirella Sabarense/ Juliana Paes) e Zenaide (Manu Fernandes/ Maeve Jinkings).

Já Adão (César Ferrario), sobrinho de Ademir, é pai de Hélcio (Dionísio Neto) e casado com Berenice (Maria Sílvia Radonille). Eles adotam Junior (Bernardo Amil/ Guilherme Leicam) e ajudam a criar o agregado da família, Ricardo/ Chiclete (Luiz Felipe Mello/ Sergio Guizé). Também na casa vivem as filhas de Zenaide e Hélcio, Fabiana (Maria Clara Baldon/ Nathalia Dill) e Virgínia (Duda Batista/ Paolla Oliveira).

Dulce é respeitada por todos e dá sempre a última palavra, a que normalmente prevalece frente a todos os parentes. Os Ramirez criam as futuras gerações da família para assumirem o “ofício” dos mais velhos no ramo em que atuam. Maria, no entanto, desde muito pequena se destaca na cozinha ao lado da avó. Dulce percebe nela o dom de fazer bolos e a incentiva com afeto, dedicando todo o seu amor.

Família Matheus

A menina cresce apaixonada pelos doces e capricha nos sabores provocando os melhores prazeres em quem os consome. Na família Matheus, a matriarca é Nilda (Jussara Freire), uma mulher dura, forte, capaz de tudo para proteger os seus. Mora com o marido Miroel (Luiz Carlos Vasconcelos), os filhos Ticiana (Áurea Maranhão), Vicente (Álamo Facó) e Amadeu (Marcos Palmeira), além do neto Rael (Luiz Eduardo Toledo/ Rafael Queiroz), filho de Ticiana.

Amadeu se diferencia dos demais membros da família porque teve a oportunidade de passar um tempo em Vitória, onde estudou Direito. Lá, se formou como advogado para que a família tivesse um profissional de confiança capaz de defendê-la diante das mortes provocadas, mas, ao voltar ao convívio de seus familiares, quer mostrar que a violência não é o caminho, muito menos o sustento.

Maria da Paz e Amadeu combinam no fato de serem avessos aos ideais de seus familiares. Não veem como opção de vida serem justiceiros. Querem convencê-los de que o amor é necessário e apostam nessa transformação quando, depois de um encontro inesperado, se apaixonam perdidamente um pelo outro. 

Ao descobrirem suas origens nas primeiras conversas, pensam logo em fugir juntos por acreditarem que ali não será possível viver o amor que sentem, mas uma trégua ainda é possível arriscar.  Dispostos a enfrentar o ódio nutrido por suas famílias durante décadas, eles decidem contar tudo para seus respectivos parentes. Maria então pede uma reunião entre as duas famílias e sua avó Dulce (Fernanda Montenegro) a autoriza.

Tragédia no casamento

O casamento, enfim, é consentido. Maria (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira) se entregam ao amor e o pacto é selado. É decretado o fim da violência. No dia da cerimônia, a cidade comemora 100 dias sem mortes, mas o que parece ser a realização de um sonho se torna um pesadelo. Diante do altar e dos convidados, Amadeu é atingido por um tiro misterioso ao lado da noiva e o amor dos dois é interrompido.

Ameaçada de morte pela família do amado, Maria não consegue vê-lo no hospital e precisa fugir o quanto antes. Afinal, os Matheus querem vingar o atentado contra o herdeiro. Maria fica desolada, mas sabe que precisa ir embora. A jovem conta com o apoio da mãe Evelina (Nivea Maria) e do padre da cidade (Fernando Eiras) para viajar para São Paulo. Ele indica uma prima que pode acolhê-la por lá. Não há mais o que fazer ali, mas a certeza de que Amadeu vai sobreviver a fortalece.

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