Clara (Bianca Bin) e Duda (Gloria Pires) de O Outro Lado do Paraiso
Clara (Bianca Bin) e Duda (Gloria Pires) de O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/TV Globo)

Depois de liberada pelo médico, Duda (Gloria Pires), que sofre um AVC ao reconhecer a filha, volta ao tribunal para continuar o julgamento em O Outro Lado do Paraíso. Como a essa altura o corpo de Vanessa (Fernanda Nizatto) já terá sido descoberto, Adriana (Julia Dalávia) terá argumentos para dizer que a mesma pessoa que matou Laerte (Raphael Vianna) também assassinou a prostituta. A ex-dona do bordel será inocentada desse crime, mas outra questão será levantada pelo promotor. “Minha questão é simples. A senhora confessou que houve outro acidente, talvez outro assassinato, não explicado. Um homem que sofreu uma queda durante uma briga”, diz o promotor, que pergunta o nome do homem. “Renan Márquez (Marcello Novaes)”, confessa Duda.

Na mesma hora, Adriana pedirá o adiamento do julgamento. Como conhece o tal homem, a jovem o levará até Palmas para que Duda seja inocentada mais uma vez. A presença de Renan vai livrar a costureira da prisão. “A ré é considerada inocente”, diz Gustavo (Luís Mello), que ainda avisa à Duda sobre outro processo que ela responderá. “Entretanto, ainda responderá pelo crime de uso de falsa identidade. Crime que não pressupõe prisão até o julgamento. A corte exige que a ré permaneça em Palmas, em endereço onde possa ser localizada”, diz o juiz. A mãe de Adriana diz que não tem mais endereço, mas Clara (Bianca Bin) diz que ela vai ficar na sua casa. “Nesse caso, está resolvido. A senhora Maria Elizabeth Montserrat está livre”, declara Gustavo.

Duda fica encantada com a atitude de Clara e aceita a proposta. E agora ela não terá mais como fugir de contar a verdade para a sua protetora. Já em casa, a mocinha vai querer saber. “Agora quero conversar com você, Elizabeth. Posso falar na frente de Patrick. Entrei no local do crime antes de você. Por que assumiu a culpa em meu nome?”, quer saber. “Foi por… amizade”, disfarça a mulher. “Sim, e eu também gosto muito de você. Mas tem alguma coisa mais. Por quê? A pergunta rodou na minha cabeça durante todo o julgamento. Por quê?”, continua a mocinha. “Eu não sei como vou te dizer”, diz Duda. “Estou ansiosa por ouvir o que tem a dizer”, insiste a mocinha. “Não vou usar meias palavras…Você é minha filha”, diz Duda, deixando a moça surpresa. “Você é minha filha, Clara. Eu descobri naquele dia, na igreja em ruínas”, continua a costureira, lembrando quando viu a mocinha com o rosário que deu de presente para sua primogênita ao nascer.

As duas ficam emocionadas e Duda continua. “Talvez eu pudesse ter descoberto antes, porque o destino nos uniu várias vezes. Em momentos cruciais da sua vida, eu estava lá”, diz. “Sim, sempre esteve. Como uma mãe deve estar”, concorda Clara. “Eu sabia que tínhamos um laço. Mas foi ao ver o rosário que eu soube. Era você, a minha filha”, diz. Clara pega o rosário e mostra. “Veja como é diferente, feito à mão. Eu mesma fiz. Sempre gostei de criar vestidos, costurar… e também fiz, eventualmente artesanato. Para me distrair e vender na cidade onde morava. Esse rosário era meu. Quando você nasceu, seu pai a levou, ainda bebê. Tive que deixar, não tinha condições de criar uma menina. No último momento, entreguei o rosário”, ressalta a costureira.

O Outro Lado do Paraíso: Duda tem AVC ao ser reconhecida por Adriana no julgamento

Clara ainda fica em dúvida e quer ouvir da boca da mulher o nome do seu pai. “Jonas. Foi o caminhoneiro com quem tive um caso e que me sustentou durante a gravidez. Ele mandou buscar o bebê. Jonas”, explica. “Jonas. O nome do meu pai. Ah, meu Deus, eu não consigo acreditar. Mãe”, diz a mocinha emocionada. As duas se abraçam. “Adriana é minha irmã”, diz Clara. “Sim, é. Mas todos os fatos que você ouviu no tribunal me levaram a fugir. Na fuga, eu passei de mão em mão, tive muitos homens. Bebi. Quando eu vi você com o rosário, quando eu soube, tive…medo… Você hoje é rica. Quando fui para Pedra Santa, esperava encontrar uma pista da minha primeira filha. No bordel, queria conhecer os caminhoneiros, saber se alguém conhecia um Jonas”. Clara então conta que o pai morreu procurando esmeraldas e diz que jamais pensaria que ela fosse uma interesseira. “Nunca! Já foi tão generosa comigo. Mas eu preciso entender tudo. Vamos procurar meu avô”, comemora a mocinha.

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