O ator e dramaturgo Miguel Falabella (Divulgação)
O ator e dramaturgo Miguel Falabella (Divulgação)

A série de tweets de Eduardo Hanzo sobre a desavença ao longo de décadas entre sua avó e uma vizinha não foram a única fonte de inspiração para Miguel Falabella criar Eu, a Vó e a Boi, série de comédia que integra desde sexta (29) o catálogo do GloboPlay. De acordo com o autor, a atração dialoga perfeitamente com o momento político vivido pela sociedade brasileira de hoje.

Essa história chegou para mim exatamente no momento em que o país estava mais polarizado e com o ódio muito cultivado. Então eu liguei as duas coisas e fiz uma série que tem muito ódio e o rancor. Para essa narrativa, parti de uma notícia que li de que 75% dos jovens de hoje não tem qualquer esperança no país“, revelou, em entrevista ao Observatório da Televisão.

Embora seja uma série de humor, com personagens muito contemporâneos e inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que as duas senhoras, a avó e a Boi, fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas“, conclui.

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