Fox Sports Rádio, principal programa do Fox Sports: Disney não consegue vender emissora e negócio será revisado pelo Cade (Divulgação/Fox Sports)

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Fox Sports admite fusão com ESPN internamente e diz que só falta aval do Cade

Em um não tão longo discurso no fim de tarde desta quarta-feira (13), o vice-presidente sênior e chefe de conteúdo oficial dos canais FOX, Eduardo Zebini, admitiu para os funcionários do Fox Sports que a emissora deverá se fundir com a ESPN Brasil por conta da venda da Fox para a Disney. Tudo apenas vai depender de uma aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que vai rever o negócio no Brasil.

Segundo apurou o Observatório da Televisão, na fala para os seus funcionários, Zebini foi claro ao afirmar que a empresa agora é da Disney. Ele citou que houve esforços para que o canal fosse vendido para uma outra companhia, mas que não foi possível pela situação do mercado. Zebini também informou que a Disney e a Fox esperam ter uma resposta em 45 dias do Cade sobre a situação. Mas que é fato que a fusão irá ocorrer.

Zebini também comentou que espera que os funcionários mantenham o comprometimento que possuem com a emissora até o final. Ele citou os ótimos resultados de audiência da Fox para motivar os funcionários. Os contratados do Fox Sports ficaram assustados. O clima é ruim, porque mesmo com a provável fusão e não fechamento, demissões irão ocorrer de qualquer forma.

A Disney comprovou, segundo relatório ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) assinado nesta quarta-feira (13), que não conseguiu efetuar no tempo pedido pelo Conselho a venda do Fox Sports, condição dada para que a fusão entre Disney e Fox fosse aprovada no Brasil. Com isso, o Cade aplicará a revisão da operação. 

Funcionários do Fox Sports escutam discurso de Eduardo Zebini nesta quarta-feira (Reprodução)

O fato consta no relatório de uma reunião ocorrida nesta quarta-feira (13) entre representantes da Disney e o Cade. No parecer onde pede a revisão da operação, o procurador-chefe do Cade, Walter de Agra Júnior, diz que houve “boa-fé” da Disney e da Fox para tentar concluir o negócios, mas que os dois potenciais interessados não entregaram planos consistentes.

Agora, caberá ao Conselho do Cade aprovar o relatório de seu procurador-chefe, o que só não acontecerá em uma hecatombe, e revisará todo o modelo da operação da fusão das empresas no Brasil. Isso deverá ficar apenas para o ano que vem, já que o Conselho está sem quórum para votações e discussões. Atualmente, o Conselho está com quatro cadeiras vagas, esperando indicação do atual Presidente, Jair Bolsonaro. 

Três nomes já foram indicados. Mas eles precisam passar por entrevistas no Senado e ter seus nomes aprovados pelos senadores. Caso sejam aprovados, precisam estar a par da questão entre Disney e Fox, o que deve estender ainda mais a novela da fusão no Brasil.

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