Júlio, de Éramos Seis
Júlio, de Éramos Seis (Reprodução)

Júlio (Antonio Calloni) surpreende a todos nos próximos capítulos, de Éramos Seis. O homem chega em casa e percebe que Alfredo (Pedro Sol) aprontou mais uma. Ele supostamente quebrou o vidro de um relógio. Na verdade, foi Julinho (Davi de Oliveira), mas ele assumiu a culpa para proteger o irmão.

Ao ver a cena, o comerciante chama Alfredo para conversa e pede para ficarem a sós. Todos já ficam com medo, imaginando que ele vai espancar o garoto. Lola (Gloria Pires) hesita, mas permite que eles conversem. Na verdade, só Júlio fala, passa um sermão no filho rebelde, que, no final, não apanha nadinha.

“Então você não quer tomar jeito… não quer… Pensa que tenho algum prazer em bater em você? Mas não é possível, quando não é a escola é confusão em casa… Onde isso vai parar? Você não é mais menino pequeno, Alfredo! Tem que tomar jeito”, começa ele. Alfredo vai ouvindo, calado, sem saber o que esperar ainda.

A infância dura

Na sequência, Júlio decide procurar empatia, consciência de Alfredo contando um pouco da sua dura infância. “Escuta, Alfredo, na sua idade eu já trabalhava, no armazém do meu pai, no interior, sem um divertimento e sabe por quê? Porque meus pais eram pobres. Eu via a luta deles todo dia pra me criar. A vida era dura, foi melhorando aos poucos… Mas demorou. Eu só pude estudar, me formar no ginásio, burro velho. Trabalhava de dia, estudava de noite”, revela.

O comerciante, então, menciona Lola para sensibilizar ainda mais o menino rebelde. “E tudo isso pra quê? Pra que eu me esforçava? Pra retribuir, pra dar orgulho pros meus pais, honrar o que fizeram por mim. E você não. Vive na malandragem, dando preocupação. O que quer, hein? Por que não aprende a levar a vida mais a sério, como eu, que não tinha nada? Nada, mas tinha respeito pelo meu pai, consideração pela minha mãe”.

Na sequência, todos aparecem curiosos em outro cômodo da casa para saber o que está acontecendo e cogitam que Júlio conseguiu se controlar. Lá na sala, o homem continua o sermão. “Todo dia chego cansado e ouço queixa de você. Sua mãe dá um duro danado pra cuidar de quatro filhos, e você só apronta. Acha que fico satisfeito? Que isso me dá alegria, ouvir só queixa?”, diz.

O incentivo de Júlio

 E continua, com Alfredo calado: “Se ainda visse algum sinal de melhora… Mas não, só piora… Onde isso vai parar, Alfredo, não pensa no seu futuro? Não é filho do rei da Inglaterra pra viver de brisa, tem que aproveitar o que tem, se dedicar aos estudos, estudos que eu não pude fazer, porque tinha que ajudar em casa, compreendeu? Não tive sopa na vida”.

O garoto, finalmente, pede para falar e diz que não teve intenção de quebrar o relógio e pede desculpa. Júlio, então, se irrita: “Mas será possível! Não estou falando só de relógio! Estou falando do seu futuro! O que vai ser de você assim, todo errado, menino? Não é mais criança. Acorda, Alfredo. Deixa de ser tonto”.

No final, Júlio se controla e se arrepende de ter explodido assim. “Ah, chega… às vezes eu penso em largar de mão… mas não posso, sou pai. Toma jeito… eu espero que tome jeito por si só… está bem? Agora vai lá pra fora, me deixa, vai tomar um pouco de um ar, refletir. Não tem mais castigo”. Alfredo fica orgulhoso de ter protegido o irmão.

As cenas estão previstas para irem ao ar no capítulo 14, que será exibido na terça-feira (15).

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