Casemiro Neto, da TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia: réu por crimes tributários (Reprodução/TV Aratu)

Apresentador líder de audiência em Salvador desde 2016, o jornalista Casemiro Neto, da TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, virou réu após a Justiça do estado baiano acatar uma denúncia do Ministério Público da Bahia que acusa Casemiro e três membros de sua família de crimes tributários.

A denúncia é um desdobramento da Operação Alcatéia, que ocorre desde 2015. Nela, a Polícia Federal investiga uma série de fraudes fiscais em empresas e sonegação fiscal. Naquele ano, o filho de Casemiro Neto, Rafael Prado Cardoso, foi preso como um dos principais envolvidos no esquema que envolvia até o Governo da Bahia.

Tal denúncia aceita nesta segunda-feira (12) aponta como réus, além de Casemiro Neto, o filho dele e mais dois nomes. São elas: Ana Maria de Macedo Prado Cardoso, esposa de Casemiro com quem tem três filhos; além de Ariana Nasi Anes Cardoso, que é nora do apresentador.

Entre os crimes apontados pelo Ministério Público baiano, três são os principais. Casemiro e outros três membros da sua filha serão julgados por formação de quadrilha; dissimular a natureza de propriedade dos seus bens; e obstrução de Justiça, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito do caso.

Casemiro Neto era sócio de uma das empresas investigavas na Operação e que deixaram de declarar seus bens fiscais de forma correta. No entanto, na época, a Polícia Federal disse que não havia nenhum tipo de indício de sua participação no tal esquema criminoso.

Entretanto, vale ressaltar que Casemiro Neto comentou a prisão do filho e da nora em seu programa, o Que Venha o Povo. Na ocasião, ele disse acreditar na Justiça e que se seu filho errou, deseja que ele pague como qualquer outro cidadão que venha a cometer um crime.

Casemiro Neto apoiou que filho fosse investigado após ser preso em 2015

“Como pai, eu vou dar todo apoio neste momento difícil para toda a família. Como jornalista a minha postura é a mesma de sempre, que vocês conhecem muito bem. Eu confio na Justiça e vou acompanhar o resultado das investigações . A lei é para todos, o direito à ampla defesa também e quem erra deve ser punido. Não faço pré-julgamentos e espero que tudo seja esclarecido o mais rápido possível”, disse ele.

Procurado pela reportagem do Observatório da Televisão na noite desta segunda-feira (12), Casemiro Neto não respondeu aos contatos. Caso o faça, a reportagem será atualizada.

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