Robôs sexuais foram pauta no Conversa com Bial (Divulgação / Globo)
Robôs sexuais foram pauta no Conversa com Bial (Divulgação / Globo)

O romantismo próprio do Dia dos Namorados se estendeu para o universo prático e racional da tecnologia na edição desta quarta (12) do Conversa com Bial. O apresentador Pedro Bial recebeu o programador Yuri Machado, a designer Rita Wu e o professor Luli Radfahrer para um debate sobre sexo e tecnologia.

Durante o bate papo, Radfahrer comentou o advento dos robôs sexuais. Ele afirmou enxergar com preocupação esse tipo de interação homem-máquina. “Uma geração que passa a acreditar nisso [sexo com robôs] como normal não é capaz de identificar a diferença de um lado para o outro. E aí nós temos um problema muito sério porque o que está do seu lado não é um objeto. É um escravo”, filosofou.

“Como um objeto, não tem nenhum problema você riscar, quebrar, esquecer em um canto. Porque você não está estabelecendo uma relação com ele. A hora que isso se tornar o novo normal, eu passo a transferir isso para os outros”, concluiu o especialista, acrescentando, porém, que o desejo de se relacionar – sexual, afetiva ou até verbalmente – com objetos está longe de ser algo recente.

“O nome é animismo e existe desde que o mundo é mundo. A religião xinto japonesa já estava baseada nessa ideia, de que as coisas têm alma e que a gente pode projetar nelas. Quem nunca conversou com um carro? Com um objeto? Quem nunca ficou com uma ligação sentimental com uma roupa?”, explicou Radfahrer.

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