O educador Mozart Neves Ramos (Silvia Constanti / Folhapress)
***ARQUIVO*** 29.01.2015: O ex-secretário de Educação de Pernambuco Mozart Neves Ramos, que deve ser indicado por Bolsonaro como novo ministro da Educação. (Foto: Silvia Costanti/Valor/Folhapress)

O professor e diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, abriu o jogo com o apresentador Pedro Bial sobre sua suposta indicação para ser ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro. Ele foi um dos convidados da edição de hoje (segunda-feira, 17) do programa Conversa com Bial, que recebeu também Jonathan Marcelino e Denise Pires de Carvalho para um debate sobre educação.

Mozart explicou que, ao contrário do que o próprio presidente havia legado, chegou, sim, a ser convidado por Bolsonaro para assumir o ministério. Por pressões políticas, porém, a proposta foi retirada. “Eu entendo perfeitamente porque houve uma pressão da chamada bancada evangélica. Pelo menos foi assim que eu li. Depois o Onyx [Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil] me confirmou”, relatou.

No entanto, ele confessou ter ficado chateado quando viu Bolsonaro negar perante à imprensa a existência do convite. “Quando eu vi o presidente dizendo que eu tinha sido uma fake news, me deu vontade de falar porque a minha vida não foi uma fake news”, desabafou Mozart.

“A minha vida foi uma trajetória de estudar, estudar e estudar. Eu não pedi e nem movi uma palha para essa indicação. E aquilo me magoou muito. Mas mesmo assim fiquei em silêncio [na época] porque tem horas que é melhor”, concluiu o educador.

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