O deputado federal Kim Kataguiri (Michel Jesus / Câmara dos Deputados)
O deputado federal Kim Kataguiri (Michel Jesus / Câmara dos Deputados)

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP) saiu vitorioso na ação que movia contra o Grupo Bandeirantes. O processo se baseia nas críticas dirigidas a Kataguiri pelo jornalista Ricardo Boechat (1952-2019) durante uma edição ao vivo do jornal BandNews FM, em agosto de 2017.

A sentença, em primeira instância, do caso leva a assinatura da juíza Cláudia Thome Toni. Ela condena a empresa de Johnny Saad ao pagamento de R$ 10 mil em indenização ao deputado, líder do Movimento Brasil Livre (MBL). A Band já decorreu da decisão, levando a questão à segunda instância.

“Além de seu nome ter sido objeto de trocadilhos em tom jocoso [por Boechat], o autor [Kataguiri] foi chamado de ‘idiota e bobalhão’. O que nos mostra que houve efetiva ofensa à sua imagem e honra, ao contrário do que entende a ré [Band]”, conclui a magistrada, no texto da sentença.

As críticas de Boechat a Kataguiri se deram no contexto do cancelamento da exposição Queermuseu. O evento perdeu apoio financeiro e cultural do banco Santander após uma série de críticas, endossadas por Kitaguiri, ao teor “ofensivo à fé da maioria do povo brasileiro” da mostra em questão.

“Então esses idiotas do MBL, que eu nem sei o que é isso, tem um cara lá, como é que chama? O Kim-Jong-Un… É parente do Kim-Jong-Un? ou não?… Como é o nome dele? Kim kakaguiri?… A Kim-Jong-Un Araquiri, esse bobalhão, diz que eles ficaram lá ofendendo as pessoas que estavam visitando a exposição”, disparou Boechat na ocasião. O jornalista, como se sabe, faleceu em fevereiro deste ano.

Com informações do jornalista Vinícius Segalla.

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