Eliane Giardini no Domingão do Faustão
Eliane Giardini no Domingão do Faustão (Reprodução)

Eliane Giardini foi uma das convidadas do quadro Ding Dong do Domingão do Faustão neste domingo (18). Em determinado momento, o apresentador Fausto Silva perguntou para a atriz suas opiniões políticas sobre a intervenção militar preparada para acontecer no Rio de Janeiro. “Vocês sempre deram a cara para bater como cidadãs (se referindo a Eliane Giardini e Zezé Motta). Que tipo de expectativa você Eliane tem para essa intervenção militar que vai acontecer no Rio de Janeiro?”

“A nossa situação é bem difícil, mas tenho procurado me informar. Leio bastante coisa e não sou favorável a essa intervenção. A criminalidade existe há anos e essas intervenções nunca resolveram nada. O nosso problema é a falta de recursos para uma política pública efetiva”, respondeu a atriz que interpreta a perua Nádia em O Outro Lado do Paraíso.

Leia também: Eliminado do The Voice Kids fala sobre bullying e comove a internet

Então, Faustão ressaltou que o país vive uma crise de violência que não se resume ao Rio de Janeiro:  “A polícia é muito mal paga e mal preparada. A única coisa organizada que se tem hoje no Brasil é o crime. Estamos nas mãos ou de corruptos ou de gente incompetente. Não é só Rio de Janeiro não. A violência é no Brasil inteiro. No Rio tem características diferentes, mas essa coisa de dizer que violência é só naquele estado, ou cidade, não é verdade”.

“Eu acredito que o investimento em educação vem antes da saúde, porque sem educação não vamos chegar a lugar nenhum. Vemos o exemplo do Japão que se reergueu de uma guerra em 20 anos porque jogou todas as fichas na educação”, disse Giardini que brincou que gostaria de passar o programa inteiro falando sobre política.

Faustão explicou o motivo de fazer tais perguntas: “Estou falando isso hoje porque estamos em ano de Copa do Mundo, e fica aquela palhaçada de homens se abraçando. O Brasil é unido e solidário só em época de Copa, mas temos que virar o jogo é na política do Brasil”, desabafou.