Forma unilateral da Band terminar parceria chateou elenco e produção do Pânico

Emílio Surita é o apresentador do Pânico na Band
Emílio Surita é o apresentador do Pânico na Band (Divulgação/Band)

A parceira entre Band e Pânico está muito próxima de terminar realmente – o programa deve ficar no ar até dezembro. A notícia disparou na mídia na semana passada e não se fala em outra coisa desde então.

O porém é que existe, sim, chance da parceria entre o canal do Morumbi e Tutinha, dono na marca e da Rádio Jovem Pan, termine antes disso, por conta da forma como tudo aconteceu.

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Segundo apurou o Observatório da Televisão, tudo aconteceu de forma muito unilateral por parte da Band. De surpresa, o canal notificou no último dia 20 de outubro a Jovem Pan que não queria continuar com o humorístico.

A relação, pelo menos até ali com a Band, apesar dos problemas, era bem administrável. Pessoas diretamente envolvidas com a produção do programa afirmam tudo corria bem dentro do possível.

Logicamente, havia pedidos para melhorar os índices do programa, mas o sucesso dele nas plataformas digitais e a boa audiência para os padrões da casa sempre foram considerados.

Além disso, no fim de 2016, a Band renovou com o Pânico até 2019, algo que chama a atenção. Segundo o jornalista Flávio Ricco noticiou nesta quarta, Band e Jovem Pan se reuniram para definir como ficaria a relação daqui pra frente.

A decisão simplesmente foi de ruptura forte, pegando de surpresa até o próprio Tutinha. Alguns não deixam de ligar que o fim do Pânico foi decidido pouco depois do canal se acertar com a Globo para exibir a Copa do Mundo de 2018.

A Copa é uma grande chance de faturamento, e a Band a vê como prioridade porque pode ser um novo respiro. Para isso, cortou a sua melhor audiência nacional, dizem estas pessoas. O acordo foi selado no dia 18 de outubro. O Pânico foi notificado no dia 20, para fins de curiosidade.

Por fim, o argumento de que o Pânico teve queda de faturamento também chateou. De fato, o programa perdeu anunciantes, mas toda a emissora, inclusive programas de credibilidade, acabaram perdendo.

O exemplo mais citado foi o do Jornal da Band, apresentado por Ricardo Boechat e Paloma Tocci. O jornal perdeu dois de seus patrocinadores masters neste ano, por exemplo, em relação ao ano passado.

Para estas pessoas, faltou respeito não só com a história do Pânico na televisão, mas também na Band, já que o programa é um dos carros-chefes do canal e sempre rendeu números interessantes.

Mesmo com notícias bombando na imprensa, a produção trabalha intensamente e com garra para entregar o melhor programa possível. A ordem é honrar o nome e a trajetória do Pânico, como sempre se fez.

Procurada desde esta quarta-feira (1) pela reportagem, a assessoria da Band não respondeu aos contatos. Se uma posição sobre o Pânico quiser ser dada, a matéria será atualizada.