“Ele optou por um caminho que não concordei”, diz Percival de Souza sobre câncer de Marcelo Rezende

Programa do Porchat
Percival de Souza, Renato Lombardi e Gerson de Souza no Programa do Porchat (Divulgação/ RecordTV)

Um dos principais nomes do jornalismo da RecordTV, Percival de Souza sentou no sofá de Fábio Porchat na noite desta quarta-feira (8), juntamente com Gérson de Souza e Renato Lombardi, também colegas de emissora.

Entre outros assuntos, os jornalistas falaram sobre coberturas que marcaram e ameaças que sofreram ao atuarem como repórteres policiais e de investigação. Percival disse que, por conta de uma ameaça, chegou a esconder a mulher na casa de um amigo.

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“A que mais me marcou é que, por questões de ameaça, minha esposa estava grávida de nossa primeira filha, e tive que esconder ela na casa de um amigo meu no último mês de gestação dela”, disse.

Perci, como é conhecido pelo público, também comentou o caso que mais lhe marcou: foi o de Isabella Nardoni, falecida em 2008, ao ser jogada de um prédio alto pelo próprio pai, Fernando Nardoni.

“O caso que mais me marcou foi a Isabella Nardoni. Eu tinha uma neta com 5 anos. Quando chegou as fotos do caso, eu te digo: é duro olhar aquilo. É duro. E o delegado me fala no início das investigações que chamaram um pai para tentar pegar alguma informação”, explicou.

“O delegado chorou na frente dele por causa do caso, e o pai da Isabella perguntou: ‘Delegado, eu quero ir pra casa tomar uma ducha. Precisa de algo?’. São esses detalhes que ajudam. Mas dói muito”, comentou.

Percival, claro, falou sobre o seu companheiro, Marcelo Rezende, que faleceu no último mês de setembro vítima de um câncer. Percival comentou que Marcelo fez o roteiro das últimas férias e que o diagnóstico da doença foi um choque.

“Foi um impacto. Eu tirei férias em abril, voltei em maio, e o roteiro da viagem em Portugal foi ele que fez. Uma semana depois que eu voltei, ele começou a sentir dores e teve o diagnóstico. Ele me reclamava. Quando teve o câncer, o Marcelo se isolou”, contou.

Percival também comentou que não concordou, como a maioria das pessoas, pelo tratamento alternativo que Marcelo Rezende decidiu seguir.

“Ele fugiu da quimioterapia. Todo mundo ficou bravo. Ele optou por um caminho que não concordei. Eu falava com ele por mensagem uma dia sim e um dia não. Eu não falei diretamente que não concordava, mas eu não concordei”, concluiu.