“Continua melhor do que nunca” afirma Dedé Santana sobre amizade com Renato Aragão

Dedé Santana no SuperPop

Dedé Santana participou na noite de ontem (18) do programa SuperPop, na RedeTV!, comandado por Luciana Gimenez. O humorista, que por muito tempo alegrou o país integrando o elenco de Os Trapalhões, revelou que atualmente realiza sessões de hipnoterapia para vencer a síndrome do estresse, decorrente do excesso de trabalho. “Estou no começo do tratamento, mas já melhorei muito. Estou me sentindo outra pessoa. Tinham algumas coisas que me aborreciam e me irritavam. (…) Por exemplo, eu chegar ao aeroporto atrasado para pegar um avião e as pessoas pedirem para tirar uma foto comigo”, contou ele, afirmando que até situações comuns do dia a dia estavam aborrecendo-o em consequência da doença.

Em meio à trajetória de sucesso, as perdas também marcaram a vida de Dedé Santana. No palco, ele recordou dolorosas partidas como a do filho Maurício, do irmão Dino e do pai Oscar, e contou o drama de ter que enfrentar o picadeiro enquanto o pai era velado no fundo do circo. “Foi terrível, mas eu precisava trabalhar senão eu não tinha dinheiro nem para enterrar o meu pai. Essa parte ficou no meu inconsciente. Ficou um trauma muito grande. A gente fazia o povo rir e quando virava para trás estávamos chorando. Foi terrível, mas eu precisava disso, porque o circo estava lotado”.

O humorista foi enfático ao desmentir os rumores de que a amizade com Renato Aragão estaria abalada e anunciou projetos ao lado do parceiro: “Continua melhor do que nunca. Nós terminamos esse ano de fazer um filme e estamos fazendo uma peça musical que chama Os Saltimbancos Trapalhões, que foi o maior sucesso no Rio de Janeiro, com 1.200 lugares lotados todos os dias e, em breve, vocês vão poder acompanhar o espetáculo em São Paulo”, adiantou.


Já sobre o episódio em que teria se recusado a interpretar um personagem proposto por Chico Anysio na Escolinha do Professor Raimundo, o convidado sepultou a polêmica que envolvia os dois. “Eu estava fazendo um caipira na Escolinha e veio o ‘Nerso da Capitinga’. Eu acho o ‘Nerso’ muito melhor do que eu para fazer um caipira, porque ele é autêntico. O Chico quis me arrumar um outro personagem e quando eu li, falei para o Chico que não tinha capacidade para fazer o personagem. Ele falou: ‘Eu escrevi , você vai fazer o personagem’. Eu falei que nem todo mundo é o Chico Anysio”, disse ele, elogiando a versatilidade do humorista.