Liberberdade, Liberdade quer despertar o patriotismo com história fictícia de Tiradentes

Liberdade, Liberdade
Liberdade, Liberdade

A Globo apresentou nesta quinta-feira (17) sua próxima novela das 23 horas, Liberdade, Liberdade. A trama dirigida por Vinícius Coimbra conta a história fictícia de Joaquina (Andréia Horta), filha de Tiradentes (Tiago Lacerda) e promete despertar o patriotismo nos brasileiros, garante o diretor.

“Estava desgostoso, não só com os governantes mas com a população. Outro dia li com a equipe a cena em que a Joaquina chega à casa do pai, queimada e salgada, com a inscrição de ‘traidor’. Nessa hora, ela cita um trecho da declaração de morte dele. Eu me emocionei profundamente. Percebi que o Vinícius que queria sair daqui também era um brasileiro apaixonado pelo próprio país. Se conseguirmos despertar esse sentimento de amor à pátria nós brasileiros vamos cumprir nosso objetivo”, disse.

Liberdade, Liberdade estreia em abril e para Vinícius a obra chega em um momento oportuno. “Ela vem a calhar, porque agora estamos questionando nosso patriotismo, nosso orgulho. Acho a novela perfeita para esse momento porque vai trazer uma heroína que luta por um país melhor. O público vai se identificar com essa personagem”, aposta.


O diretor faz questão de frisar que muitas coisas na trama, escrita por Mário Teixeira e inspirada no livro “Joaquina, filha do Tiradentes”, de Maria José de Queiroz, são inventadas. Mas a base da novela é feita em cima de muita pesquisa. E em muitos aspectos o Brasil de 1808, período da vinda da corte real portuguesa para o país que é retratado a ficção, continua muito parecido com o de hoje.

“Você começa a estudar esse período do Brasil e vê semelhanças com a época atual. A taxa de analfabetismo era alta, a corrupção era endêmica, avassaladora. Mais ou menos a gênese do que vivemos hoje”, compara.