Antes dominada por homens, bancada do Jornal Nacional dá espaço às mulheres‏

Ana Paula Araujo e Giuliana Morrone Jornal Nacional

O telejornal mais tradicional da TV brasileira vem passando por sucessivas transformações desde a sua estreia, 46 anos atrás. Algumas pontuais, outras mais evidentes, mas o fato é que as mudanças tem acontecido no Jornal Nacional.

Desde as formulações editoriais, coberturas históricas, troca de âncoras e repórteres, mudança de cenário até chegar naquela que seja talvez a mais notável mudança: a ascensão das mulheres à bancada do Jornal Nacional.

Antes, dominada apenas por homens, a bancada do JN se tornou mais democrática e acessível, com a participação de mulheres no comando do jornalístico mais assistido da televisão brasileira.


Primeira mulher a estrear na bancada do telejornal, Lilian Wite Fibe dividiu com William Bonner o comando do JN na década de 90. Depois dela, outras jornalistas passaram pela bancada, sejam como apresentadoras fixas ou eventuais: Sandra Annemberg, Mônica Waldvogel, Mylena Ciribelli, Ana Paula Padrão, Fátima Bernardes, Patrícia Poeta, Ana Paula Araújo, Carla Vilhena, Christiane Pelajo, Giuliana Morrone e Renata Vasconcellos.

Porém, a grande ‘conquista’ feminina dentro do principal telejornal da maior emissora do país, foi a oportunidade de duas mulheres ancorarem juntas o JN, sem a presença de um homem. Em todas as quase cinco décadas do Jornal Nacional, por três vezes elas foram as protagonistas na missão de levar a notícia aos brasileiros: Em 8 de março de 2014, com Sandra Annenberg e Patrícia Poeta, e 8 de março deste ano, com Renata Vasconcellos e Sandra Annenberg, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher); e no último sábado (7), com Ana Paula Araujo e Giuliana Morrone.