Record já demitiu mais de 400 profissionais em 2015


Os cortes de funcionários da Record não param, segundo um levantamento realizado pela Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert), 433 profissionais já foram demitidos somente em 2015.

Segundo o site Comunique-se, no RecNov, centro de produção de novelas e complexo de estúdios da emissora no Rio de Janeiro, 239 funcionários foram dispensados e em São Paulo, 47 pessoas foram demitidas. No Espírito Santo 46 profissionais perderam o emprego.

A situação é tão grave que o sindicato do setor denuncia a precarização das condições de trabalho na Record. A emissora estaria investindo em terceirizações e em contratações de pessoa jurídica.


“Falar em crise é conversa fiada, pois é nesse período que mais faturaram. Um exemplo disso é a Record Goiás, que aumentou seu faturamento em 26% nesse semestre. O problema é que os patrões só querem lucrar”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás e Tocantis (Sindicom), Miguel Novaes.

“As empresas solicitam que as pessoas, ouvintes e telespectadores encaminhem para as redações mensagens de WhatsApp em vídeo e transmitem esse material. Os radialistas e jornalistas estão sendo preteridos. E isso é reproduzido para a sociedade como material jornalístico”, diz o presidente do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal (Sinrad-DF), Marco Clemente, sobre o uso da tecnologia em detrimento do profissional.

“O caso da Record nos despertou preocupação para brecar modelo que certamente seria aplicado por outros grupos da radiodifusão. Por isso remetemos o caso ao MPT, a fim de enquadrar os que enxugam suas folhas com demissões em massa, mesmo com a garantia de seu faturamento e principalmente com os altos investimentos em verbas publicitárias públicas para o setor”, comenta o coordenador do Sindicato dos Radialistas da Bahia, Everaldo Santos Monteiro, sobre os cortes.

Os casos da Record já estao no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que sejam avaliados. A emissora não vai comentar o assunto.