Líder religioso manda apresentadora se calar e ela interrompe entrevista


Al-Jadeed

No início do mês de março de 2015, Rima Karaki, professora universitária e apresentadora da emissora libanesa Al-Jadeed, entrevistou o xeque egípcio Hani Al-Siba’i, que vive em Londres. Eles falavam sobre a adesão de cristãos ao Estado Islâmico, quando se desentenderam.

Al-Siba’i iniciou a explicação dizendo que a questão era antiga e citando diversos grupos de esquerda em países europeus dos anos 1970. A apresentadora percebeu que o líder estava se alongando demais e pediu para que ele fosse mais breve e contextualizasse o tema para os dias atuais. Ele não gostou de ser interrompido.


“Escute, não me corte. Vou responder como eu quiser. Não responderei como você quer, porque estou aqui para representar uma ideia que eu acredito.”

Karaki disse que respeitava o entrevistado e que gostaria que ele desse uma resposta completa, explicando que o problema da emissora era o tempo limitado.

Mas ele não aceitou a explicação e ainda questionou: “Você se acha grande e poderosa?”

Ela voltou a explicar os limites do tempo “se começarmos a discutir história, não temos tempo suficiente para seu argumento” e fez um alerta: “eu comando o programa”. “Vamos voltar ao tema em vez de perder tempo discutindo”, concluiu.

Irritado, Al-Siba’i mandou a apresentadora se calar para que pudesse falar, o que gerou uma nova interpelação de Karaki: “como um xeque respeitado como você pode dizer a uma apresentadora de televisão que cale a boca?”

Em suas últimas palavras, o xeque disse que ser entrevistado por ela estava abaixo de seu padrão. “Você é uma mulher que…”, disse Al-Siba’i, no momento em que foi interrompido.

A apresentadora explicou depois o motivo da interrupção. “Ou há respeito mútuo ou essa conversa acaba”, disse Karaki.

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