Danilo Mejias Bressan

Danilo Mejias Bressan, o técnico de aúdio demitido do Programa do Gugu, nesta sexta-feira (27), revela em primeira mão para o Observatório da Televisão, o motivo de sua demissão e como tudo aconteceu.

A demissão de Danilo tem gerado repercussão nas redes sociais e entre os profissionais de TV, porque ele não teria sido o culpado e teria sido demitido injustamente, já que o erro teria sido cometido pela equipe de edição do jornalismo da Record, que decidiu de última hora reeditar a entrevista com Suzane Richthofen.

Danilo relata que houve um erro grave na edição da entrevista com Suzane Von Richthofen, principal matéria da estreia do Programa do Gugu na Record, na quarta-feira (25).

Segundo ele, foi utilizado, pelo editores da Record, de maneira equivocada, o áudio guia (referência de uma das câmeras) como sendo o áudio principal.

“No dia da entrevista usamos duas câmeras, em uma delas (Grande Angular) foi plugada mesa de áudio com o áudio valendo, na outra câmera (tele objetiva) foi plugado apenas 2 receptores de áudio, para referência de áudio (guia para edição) e jamais poderia ser usado como áudio valendo, mesmo por que as câmeras estavam com time code “amarrados” ou seja mais uma “ferramenta” para auxiliar na edição, o editor desatento acabou utilizando o áudio da câmera que estava apenas com o receptor (áudio não válido) dai a deficiência em se ouvir a Suzane. Se tivessem usado o áudio correto (Grande Angular) jamais teria ocorrido isso.”

Danilo Mejias Bressan esclareceu ainda que era contratado pela New Vision, produtora que presta serviço pra GGP (produtora do Gugu) e para a TV Record, parceiros na produção do Programa do Gugu. Ele estava na empresa há 3 meses.

De acordo com Danilo, após o problema no áudio da entrevista no Programa do Gugu, falha esta que repercutiu negativamente nas redes sociais, uma reunião referente a “má qualidade” da matéria foi realizada com Vildomar Batista e Douglas Tavolaro. Ao final da reunião decidiram que Danilo foi culpado pelo áudio ruim e a New Vision se viu obrigada e pressionada pela Record a demitir o profissional.

Danilo se justificou para os responsáveis, mas segundo ele, os diretores da Record já haviam tomado a decisão de demití-lo do Programa do Gugu e não voltariam atrás.

Ele conta que ouviu de seus superiores a seguinte declaração: “Todo réu tem direito de defesa, mas a corda sempre estoura do lado mais fraco, estou de mãos amarradas”, isso deixou Danilo extremamente chateado.

Danilo trabalha em televisão desde 2005 e antes do Programa do Gugu teve experiências com passagens pelo SBT, onde ficou seis anos. Realizou trabalhos para o extinto programa Hebe, com quem foi por duas vezes para Las Vegas, Chaves em Cancun e várias externas do Domingo Legal no Brasil e em viagens Internacionais como Operador de Áudio. Ele também trabalhou como Câmera por um ano numa produtora que fazia o Pânico na TV

Danilo é um profissional capacitado e possui DRT (registro obrigatório para exercer a função) de auxiliar de Câmera, Operador de Áudio, Operador de Câmera e MTB de Fotógrafo Jornalístico.

“Nem quero meu emprego de volta, só desejo meu nome limpo dessa sujeira”, finaliza Danilo Mejias Bressan.

A assessoria de comunicação da Rede Record não quis se pronunciar sobre o assunto, já que Danilo não era funcionário da emissora e sim de uma produtora terceirizada, a New Vision.

Em contato com a New Vision, a produtora alega que a demissão de Danilo em nada teve a ver com o problema do áudio na entrevista de Suzane Richthofen, ao Programa do Gugu.

“Sobre a demissão do ex funcionário Danilo, não teve nenhuma ligação com a falha no áudio da entrevista com Suzane Richthofen, no Programa do Gugu. A edição da matéria não é de responsabilidade da New Vision. Sua dispensa ocorreu devido a problemas internos na Empresa, assim como má conduta, irresponsabilidades e descaso com equipamento. Para que fique claro, sua demissão inclusive já estava acertada antes da gravação. Se tratando do funcionário, vale lembrar que o mesmo no período de 1 ano, havia sido demitido de outras 3 produtoras. A New Vision se coloca no direito de dispensar funcionários que não se adequam a qualidade e responsabilidades exigidas na empresa.”

17 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite. Mais uma repetição! Relato abaixo o meu caso com a Record. Quando trabalhei na emissora, ao publicar uma nota sobre um reality show, fui obrigado a ouvir que uma cotovelada clara era algo subjetivo, como se não tivessem vídeos espalhados pelo YouTube provando que era realmente uma agressão qie levaria à expulsão da participante agressora. No caso, minha cabeça foi pedida pela direção do programa… E atendida pela minha chefia.
    Então, cada entrevista que publicava no portal e gerava cerca de 2 milhões de views (e isso realmente é bastante para uma nota/entrevista) foi deixada de lado, com a consequência do péssimo trabalho que fizeram após minha retirada, com entrevista sem foto (um exemplo) e textos que davam até um refluxo, visto que estas entrevistas era uma proposta minha e que outros da equipe não souberam conduzir.
    O detalhe é que aconteceu dez dias antes de terminarem o reality em questão…
    Quem trabalha com qualquer ligação com esta emissora está, INFELIZMENTE, sujeito a este tipoO PIC Revenda foi um sucesso, deu tudo certo e encerramos o evento em uma tarde linda de domingo…de situação medíocre, insensata, além de antiética!

  2. Já fui operador de câmera editor. É impossível que a falha de som não tivesse sido percebida pelos editores. Simplesmente impossível. Uma coisa é ouvir o som “valendo” e outro é o som guia. Ai, existe no minimo, algum tipo de conspiração, contra o que ou quem não sei, mas sobrou para o operador de áudio. Nas produtoras e emissoras existem verdadeiros ninhos de cobra, fogueira de egos. Eles adoram decapitar alguém, Fazem lembrar o ISIS!

    • Como foi mencionado acima, a tv é um lago de vários níveis. Em cima habita os piores vermes. Mais abaixo, às bactérias em mutação. No fundo o resultado depositado. Assim, o pior disto tudo é o fato de não saberem assumir os erros e, logo em seguida procurar um para servir de boi-de.piranha. Não temos uma academia de arte, nem escolas devidamente estruturadas para a formação de bons profissionais. Muitos são os que adquirem experiência ao longo de suas vidas. Cheio de acidentes de percurso, etc. E, não o bastante destilam a reputação. A isto chamo de antropofagia cultural.

  3. Ridículo o áudio do programa do Gugu!
    Não da pra assistir nos silêncio com alguém dormindo próximo a você, tem que aumentar o volume pra ouvir a voz dele e das reportagens e do nada a platéia grita e tem que abaixar o volume! Credo isso deveria ser uma vergonha!

  4. Nada contra ninguém, porém, vale lembrar que uma empresa contratante é “solidária” à contratada, ou seja, tão responsável quanto pelos seus atos.
    Minha sugestão é que baixemos os nossos julgamentos e sejemos aptos a praticar o bem e o perdão.
    Parabéns Gugu! Parabéns Record pelo acerto da escolha e parabéns ao técnico Danilo pela coragem!

  5. Da Record só poderia se esperar isso ela é uma mistura de Globo e SBT só que piorado a décima potência.

  6. A record(no minúsculo mesmo.) é mestra em desenterrar múmias.Gugu, Suzane assassina,Brito Bial, e por aí vai.Não será surpresa se um “milagre” acontecer e teremos de novo os mamonas assassinas, “otário” mesquita, tom cavalcante,amauri júnior, etc…etc…
    Ainda bem que podemos contar com os canais pagos, pois os comerciais estão um lixo só.

  7. eu escutei a um tempo atraz um apresentador dizer que a televisao é uma máquina de moer gente , agora que eu entendi !

  8. Fizeram a mesma coisa comigo….quando não vao com tua cara te mandam embora…Eu fui demitido por causa daquele maldito 25 hora do bispo

  9. O problema é maior. No Brasil todo trabalhador tem medo de ser demitido pois há uma aura de incompetência que automaticamente recai sobre o demitido. E quando alguém tenta simplesmente sair com dignidade apontando a eventual injustiça, o empregador se apressa em tornar ainda mais humilhante esse processo já desconfortável. Caberia até um processo obrigando a empresa a provar a tal incompetência tão propalada e que se verificou em tão pouco tempo (3 meses), mas então os pobres coitados que ficaram com seus empregos serão de alguma forma obrigados a gerar provas contra o demitido. É um ciclo vicioso.

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