Silvia Pfeifer interpreta Monica Brandão em Ouro Verde
Silvia Pfeifer interpreta Monica Brandão em Ouro Verde (Reprodução: Band)

Sílvia Pfeifer está com tudo e não está prosa. Após Alto Astral, de Daniel Ortiz, novela das 19h da Globo encerrada em maio de 2015, a atriz esteve fora do ar no Brasil até maio deste ano. Foi quando a Record TV estreou Topíssima, novela de Cristianne Fridman na qual Sílvia vive Mariinha, mãe do mocinho Antônio (Felipe Cunha). Em 15 de julho a Band lançou Ouro Verde, de Maria João Costa. Produção de Portugal, exibida no país europeu pela TVI, a novela a traz na pele de Mônica, médica casada com o vilão Miguel Ferreira da Fonseca (Luís Esparteiro). Vamos recordar outros casos de atores no ar ao mesmo tempo em duas produções inéditas.

Pedro Carvalho: mais um caso atual dos atores no ar ao mesmo tempo em duas produções inéditas

A atriz brasileira Sílvia Pfeifer e o português Pedro Carvalho, em Ouro Verde

A própria Ouro Verde tem outro exemplo além de Sílvia Pfeifer. Trata-se do ator Pedro Carvalho, que é Tomás, um dos filhos de Mônica e Miguel na novela portuguesa. E também o confeiteiro Abel em A Dona do Pedaço, de Walcyr Carrasco, na Globo. Seu romance com a jovem transexual Britney (Glamour Garcia) ainda reserva grandes emoções e momentos cômicos pela frente. Ainda mais agora que, na ânsia de ter com ela momentos mais íntimos, ao agarrá-la ele sentiu seu órgão sexual.

Bia Arantes

Brice (Bia Arantes) em Deus Salve o Rei
Brice (Bia Arantes) em Deus Salve o Rei (Divulgação/ TV Globo)

Na trama de Carinha de Anjo, novela de Leonor Corrêa baseada na obra de Abel Santa Cruz produzida pelo SBT, Bia Arantes viveu Cecília. Freira e professora do colégio onde estudava a pequena Dulce Maria (Lorena Queiroz), Cecília se apaixonou pelo pai da menina, Gustavo Lários (Carlo Porto). A novela terminou em junho de 2018, após mais de 400 capítulos. No entanto, as gravações já estavam encerradas havia algum tempo. O SBT grava suas novelas com bastante antecedência em relação ao que está sendo exibido, a saber. De modo que, enquanto ainda estava no ar como Cecília, Bia Arantes pôde ser vista como a feiticeira Brice de Deus Salve o Rei (2018), de Daniel Adjafre, novela das 19h da Globo. Só para ilustrar, a atriz está no ar em Órfãos da Terra, como Valéria.

Cynthia Falabella e Victor Pecoraro: atores no ar ao mesmo tempo em duas produções inéditas, na Globo e no SBT

O SBT gravou Corações Feridos, de Íris Abravanel, em 2010. No entanto, a apresentação da novela, baseada na obra de Caridad Bravo Adams, ocorreu apenas no início de 2012. Na ocasião, a novela das 19h da Globo, Aquele Beijo, de Miguel Falabella, trouxe dois atores de Corações Feridos em seu elenco. Cynthia Falabella vivia moças de mau caráter nas duas histórias: Estela na Globo e Aline no SBT, esta a antagonista principal da novela. Ao passo que Victor Pecoraro era na novela global o mauricinho Rubinho, filho da vilã Maruschka (Marília Pêra), e no SBT viveu Vitor, primo e par de Aline.

Raul Cortez e Renata Sorrah

Em 1989, os atores Raul Cortez e Renata Sorrah formaram par romântico na minissérie A, E, I, O… Urca, de Doc Comparato, Antonio Calmon e Carlos Manga. Ele era o agente nazista Jofre, ao passo que ela vivia sua amante Olga Luiza. Só que a minissérie foi exibida apenas em meados de 1990, quando tanto Raul quanto Renata estavam no ar em outro trabalho. Na novela das 20h, Rainha da Sucata, de Silvio de Abreu, seus personagens eram o mordomo Jonas e a frágil Mariana, que também formaram par no decorrer da trama.

Nathalia Timberg, Marcos Palmeira e Marcos Winter: de uma só tacada, três atores no ar ao mesmo tempo em duas produções inéditas

Claro que, com tantos trabalhos na televisão, Nathalia Timberg figuraria entre os atores no ar ao mesmo tempo em duas produções inéditas. Isso ocorreu em 1990, quando a atriz interpretava Mariana, mãe de Madeleine (Ítala Nandi/Ingra Liberato) e Irma (Elaine Cristina/Carolina Ferraz) em Pantanal, novela de Benedito Ruy Barbosa, da Rede Manchete. Na mesma época a Globo apresentou a minissérie Desejo, de Glória Perez. Gravada no ano anterior, a obra trouxe Nathalia no papel de Túlia, mãe de Ana (Vera Fischer), a mulher de Euclides da Cunha (Tarcísio Meira). Além disso, os atores Marcos Palmeira e Marcos Winter também participaram de ambos os trabalhos, a novela e a minissérie. E seus personagens em ambos cumpriram a função de irmãos. Mais ainda: Winter fez a dobradinha como neto de Nathalia na ficção.

Carlos Augusto Strazzer

Em 1988, Manoel Carlos adaptou com seu filho Ricardo de Almeida o romance O Ídolo de Cedro, de Dirceu Borges. A história do jovem Miguel (Luiz Carlos Tourinho), que vai embora de casa para fugir à atração que sente pela madrasta Isabel (Lúcia Veríssimo) e se junta ao caixeiro-viajante turco Habib (Carlos Augusto Strazzer) ganhou o nome de O Cometa. O novo título foi dado em alusão a outra denominação que os profissionais como Habib ganhavam Brasil adentro. Produzida pela Rede Bandeirantes, a minissérie demorou um ano para ir ao ar. Sua exibição coincidiu com as últimas semanas de Que Rei Sou Eu?, novela de Cassiano Gabus Mendes exibida às 19h pela Rede Globo. Nela, Strazzer interpretava o corrupto Crespy Aubriet, conselheiro do Trabalho do reino de Avilan.

Odilon Wagner

Em 1988, o diretor Walter Avancini foi o responsável na Globo pelo projeto de duas minisséries que celebrariam momentos importantes da História do Brasil. Abolição e República foram escritas por Wilson Aguiar Filho, com roteiro final de Avancini. A primeira foi exibida em novembro de 1988, ano do centenário da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel (Tereza Rachel). A segunda foi ao ar no ano seguinte, na celebração do centenário da Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889. O ator Odilon Wagner interpretou em ambas as minisséries o Conde D’Eu, marido da Princesa Isabel. Todavia, quando República foi exibida pela Globo, o SBT já apresentava havia algumas semanas a novela Cortina de Vidro. Foi a estreia de Walcyr Carrasco no gênero, e nela Odilon vivia o personagem Ulisses Filho, um diretor de teatro.

José de Abreu e Pedro Paulo Rangel

Sob a direção de Daniel Filho, as gravações da minissérie O Primo Basílio ocorreram no começo de 1988. O romance de Eça de Queiroz foi adaptado para a televisão por Gilberto Braga e Leonor Bassères, a saber. Os amigos do engenheiro Jorge (Tony Ramos), Julião e Sebastião, foram interpretados respectivamente por José de Abreu e Pedro Paulo Rangel. No entanto, quando a minissérie foi exibida ambos os atores estavam já envolvidos com outros projetos na emissora. José de Abreu já era o Tonhão de Bebê a Bordo, a novela das 19h, de Carlos Lombardi. Ao passo que Pedro Paulo Rangel dava vida ao Poliana de Vale Tudo, dos mesmos Gilberto e Leonor, mais Aguinaldo Silva.

José Mayer e Denise Milfont

A minissérie O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, foi gravada em 1987, mas exibida pela Globo apenas em abril de 1988. Na ocasião, José Mayer, que viveu o protagonista Zé do Burro, já estava no ar num novo trabalho: a novela das 18h, Fera Radical, de Walther Negrão. Nela, o ator viveu Fernando Flores, par romântico da vingativa Cláudia (Malu Mader). Já Denise Milfont estreou ainda em 1987 a novela Sassaricando, de Silvio de Abreu. Seu papel era o de Juana, uma das filhas da feirante Aldonza (Lolita Rodrigues). Na minissérie Denise foi Rosa, a mulher de Zé do Burro.

Tânia Alves e Yara Cortes

As duas atrizes participaram da minissérie Tenda dos Milagres, de Aguinaldo Silva e Regina Braga, baseada no romance de Jorge Amado. Yara Cortes foi Zabela, mulher de ideias arejadas apesar da idade, prima do racista Nilo Argolo (Oswaldo Loureiro). Tânia Alves viveu a jornalista Ana Mercedes, uma das paixões de Pedro Archanjo (Nelson Xavier). Exibida em 1985, a minissérie coincidiu quase durante seu período inteiro no ar com a novela das 19h de Cassiano Gabus Mendes Ti-ti-ti. Nela, Yara foi Júlia Spina, tia que criou o sobrinho André (Reginaldo Faria) como filho. Já Tânia foi Clotilde, companheira de trabalho e amante do mesmo André.

Eloísa Mafalda

Entre 1984 e 1985, a saudosa Eloísa Mafalda, uma de nossas melhores atrizes, viveu uma grande jornada. Foi a Guiomar de Corpo a Corpo (1984/85), novela das 20h de Gilberto Braga. Com a novela no ar, Eloísa pôde ser vista como Arminda em O Tempo e o Vento, minissérie de Doc Comparato baseada na obra de Erico Verissimo. As gravações da minissérie dirigida por Paulo José ocorreram em 1984. Antes mesmo que a atriz iniciasse os trabalhos em Corpo a Corpo. Só para ilustrar, Gilberto foi sucedido no horário por Dias Gomes e Aguinaldo Silva com Roque Santeiro. Com efeito, nessa novela Eloísa Mafalda interpretou um de seus papéis mais memoráveis, a beata Dona Pombinha.

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