Irene Ravache
Éramos Seis (Divulgação/ SBT)

Inicialmente previsto para 2020, o remake de Éramos Seis foi antecipado pela Rede Globo para 2019. A estreia está prevista para meados do segundo semestre, às 18h, em substituição a Órfãos da Terra. Esta, por sua vez, estreia no próximo dia 2 de abril, no lugar de Espelho da Vida. Vale lembrar que será a quinta adaptação do romance de Maria José Dupré para a televisão. A saber, as anteriores foram produzidas pela Record (1958), Tupi (1967 e 1977) e SBT (1994). Posto que as sugestões serão de histórias produzidas originalmente pela própria Globo, vamos a elas.

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Clássicos das 20h que poderiam ser lembrados para um remake

Roda de Fogo

Tarcísio Meira, Eva Wilma e Felipe Camargo em Roda de Fogo (Divulgação/TV Globo)
Tarcísio Meira, Eva Wilma e Felipe Camargo em Roda de Fogo (Divulgação/TV Globo)

Renato Villar (Tarcísio Meira) é um poderoso empresário, que não mede esforços para conseguir o que deseja. Seu casamento com Carolina (Renata Sorrah) não passa de mera formalidade há anos. Não se entende com a filha Helena (Mayara Magri) nem com Pedro (Felipe Camargo), fruto de um relacionamento da juventude com a revolucionária Maura (Eva Wilma). Até que ele recebe uma notícia que muda sua vida – ou o pouco dela que resta: um tumor num local inoperável do cérebro o matará dentro de alguns meses. Em virtude dessa descoberta, Renato decide se transformar noutro homem. É aí que entra a juíza Lúcia (Bruna Lombardi), por quem ele se apaixona e que tem em suas mãos o destino desse homem poderoso. Escrita por Lauro César Muniz e Marcílio Moraes em 1986/87, esteve recentemente cotada para reprise no Viva. E renderia uma boa novela ou minissérie hoje, com as devidas adaptações.

Louco Amor

Tereza Rachel como Renata em Louco Amor
Tereza Rachel como Renata em Louco Amor (Reprodução)

Gilberto Braga não gosta dessa novela, que escreveu em 1983, por mais que ela tenha feito sucesso. Luís Carlos (Fábio Jr.), o filho da empregada, e Patrícia (Bruna Lombardi), filha dos patrões, se apaixonam, mas evidentemente sofrem todo tipo de oposição. Especialmente de Renata Dumont (Tereza Rachel), a madrasta da jovem. O casal de fato acaba não vingando, por uma série de razões. Todavia, as maldades de Renata não deixam de ter Luís Carlos e Cláudia (Glória Pires), jovem jornalista, como alvo. Com efeito, José Lewgoy e Lady Francisco, como Edgar e Gisela, roubaram a cena e dominaram-na junto de Tereza Rachel. Um remake no horário das 18h poderia fazer sucesso hoje.

Corpo a Corpo

Marcos Paulo e Zezé Motta em Corpo a Corpo
Marcos Paulo e Zezé Motta em Corpo a Corpo (Divulgação/ TV Brasil)

Já que o Viva não a reprisa, um remake de Corpo a Corpo seria uma ótima pedida. Exibida entre novembro de 1984 e junho de 1985, essa novela de Gilberto Braga tinha como temas o desejo de vingança e a ascensão social. Eloá (Débora Duarte) faz um pacto com o diabo (Flávio Galvão) para galgar postos na empresa de Alfredo Fraga Dantas (Hugo Carvana), onde trabalha. Ao passo que sobe na vida, seu casamento com Osmar (Antonio Fagundes) desce a ladeira. Tudo não passa de uma tramoia armada por Tereza (Glória Menezes), que nunca se conformou por ter sido trocada por Eloá. O racismo foi abordado com veemência pela novela, principalmente através de Lúcia (Joana Fomm). Ela detestava a paisagista Sônia (Zezé Motta), já que ela desejava que Cláudio (Marcos Paulo), herdeiro de Alfredo, se casasse com sua filha Alice (Luiza Tomé).

Brilhante

Fernanda Montenegro como Chica Newman em Brilhante (Divulgação/TV Globo)
Fernanda Montenegro como Chica Newman em Brilhante (Divulgação/TV Globo)

Outra de Gilberto Braga, essa novela o próprio autor disse que gostaria de refazer. Ademais, não é demais lembrar que a Censura da época atrapalhou muito os planos do autor em 1981/82. Chica Newman (Fernanda Montenegro) deseja casar seu filho Inácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. A escolhida por ela para nora é Luiza (Vera Fischer), designer da joalheria da família. No entanto, Luiza se envolve justamente com Paulo César (Tarcísio Meira), genro de Chica, marido de Maria Isabel (Renée de Vielmond). E se nega a participar do plano. Desse modo, conquista com isso a ira de Chica, é claro. Só para ilustrar, mudanças feitas na novela em seu decorrer criaram um romance que teve torcida do público: a matriarca se apaixonou pelo motorista Carlos (Cláudio Marzo). Sem os problemas da versão original, um remake poderia atingir bons resultados.

Novelas das 19h que não fariam feio caso ganhassem remake

Elas por Elas

Luis Gustavo
Luis Gustavo como Mario Fofoca em Elas por Elas (Divulgação/ TV Globo)

Sete amigas dos tempos de colégio se reencontram 20 anos depois da formatura e suas vidas voltam a se entrelaçar. Além disso, um atrapalhado detetive particular investiga a identidade da amante do marido da amiga que reúne as outras. Escrita por Cassiano Gabus Mendes em 1982, Elas por Elas foi reprisada uma única vez, a saber, em 1985. Se bem que o detetive Mário Fofoca (Luís Gustavo) foi resgatado no remake de Ti-ti-ti (2010/11). Mas a história de Márcia (Eva Wilma), Natália (Joana Fomm), Helena (Aracy Balabanian), Adriana (Esther Góes), Carmem (Maria Helena Dias), Marlene (Mila Moreira) e Wanda (Sandra Bréa), se bem adaptada e adequada aos dias de hoje, provavelmente teria êxito.

Que Rei Sou Eu?

Antonio Abujamra em Que Rei Sou Eu? (Reprodução/Canal Viva)
Antonio Abujamra em Que Rei Sou Eu? (Reprodução/Canal Viva)

O mesmo Cassiano Gabus Mendes escreveu em 1989 uma novela que se tornou cult e fez grande sucesso na época. Que Rei Sou Eu? fazia uma sátira do País através do reino de Avilan. E a história passada em 1786 aludia ao Brasil de José Sarney. O bruxo Ravengar (Antonio Abujamra) era a eminência parda de um governo corrupto e imoral. Com toda a certeza, num eventual remake, Avilan teria muito material para criticar com humor, nesse Brasil de tantos tons de laranja e das fake news com mais força do que a verdade. Por conseguinte, se bem adaptada, faria sucesso.

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Algumas novelas das 18h com potencial de remake

Amor Com Amor se Paga

Berta Loran e Ary Fontoura em Amor com Amor se Paga
Berta Loran e Ary Fontoura em Amor com Amor se Paga (Cedoc/Globo)

Este já seria o remake de um remake, como Éramos Seis. Ivani Ribeiro escreveu a história originalmente para a Rede Tupi em 1972/73, com o título Camomila e Bem-me-quer. Baseada em O Avarento, de Molière, a novela se passa numa cidade do interior chamada Monte Santo. Nela todos conhecem o notório pão-duro Nonô Correia (Ary Fontoura). Para que uma dívida do médico Vinícius (Adriano Reys) seja quitada, Nonô pede a mão da jovem Mariana (Cláudia Ohana), filha de Vinícius e Helena (Beatriz Lyra), em casamento. Todavia, ele tem que disputar a moça com o próprio filho, Tomás (Edson Celulari). É provável que uma nova versão da história, e no mesmo horário, agradasse aos espectadores.

Direito de Amar

Glória Pires como Rosália em Direito de Amar (Reprodução/TV Globo)
Glória Pires como Rosália em Direito de Amar (Reprodução/TV Globo)

Baseada numa radionovela de Janete Clair chamada Noiva das Trevas, a saber, Direito de Amar foi exibida em 1987. A adaptação coube a Walther Negrão, que trabalhou com Alcides Nogueira, Ana Maria Moretzsohn e Marilu Saldanha. Em 1900, Rosália (Glória Pires) e Adriano (Lauro Corona) se apaixonam. No entanto, ela é obrigada a se casar com o pai do rapaz, o Senhor de Monserrat (Carlos Vereza). O motivo é uma dívida de seu pai, Augusto Medeiros (Edney Giovenazzi). Monserrat é cruel e impiedoso. Numa torre em sua propriedade ele mantém presa Bárbara (Ítala Nandi). Ou Joana, como ela é conhecida por todos. A verdadeira Joana vive em Paris como cortesã, sob a identidade de Nanette. Acima de tudo, uma mostra de bom folhetim.

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