O diretor Jorge Fernando e Priscila na Coletiva de Verão 90
O diretor Jorge Fernando e Priscila na Coletiva de Verão 90 (Divulgação/ TV Globo)

Verão 90, a nova novela da Globo irá mexer com a nostalgia do público. Com foco na década de 1990, a história mostrará as transformações culturais, políticas e comportamentais da época. O início da internet, a música, a vitória do Brasil na Copa do Mundo. Tudo isso estará presente na trama que tem autoria de Izabel de Oliveira, Paula Amaral. E direção artística de Jorge Fernando.

No folhetim, Manuzita (Isabelle Drummond) será uma jovem atriz com pouco talento, que no passado foi uma criança prodígio. Considerada “a criança mais amada do Brasil”, ela tinha inclusive seu próprio programa de TV, o infantil Patotinha Mágica. O programa transformou-se num grupo musical com a presença de João e Jerônimo. Adultos, eles serão interpretados por Rafael Vitti e Jesuíta Barbosa. Para embarcar junto com a novela nos anos 90, o Observatório da Televisão, preparou uma lista para relembrar os principais programas infantis daquela década. Confira:

Leia também: Raio Negro | Série da DC mata importante personagem em novo episódio

TV Colosso

Priscila da TV Colosso
Priscila da TV Colosso (Divulgação/ TV Globo)

Em Abril de 1993 entrava no ar a primeira transmissão da TV Colosso. O programa dirigido por Boninho e idealizado por Luiz Ferré e Roberto Dornelles, mostrava o dia a dia de uma emissora de televisão feita por cachorros. A ideia da atração era mostrar como funcionava um canal de televisão. Incluindo a rotina de seus funcionários, desde o office-boy até o presidente. Todos os personagens eram fantoches controlados manualmente, ou bonecos que se moviam de forma eletrônica. Entre uma esquete e outra, a TV Colosso exibia desenhos. Até 1996, ficava no ar de 8:30 até 12:00. A partir de Janeiro de 1997, passou a dividir horário com o Angel Mix, e Caça Talentos nas manhãs. E teve apenas melhores momentos exibidos até março. Entre os personagens mais lembrados estão, Gilmar, Capachão, Borges, e Priscila, que inclusive participou da ação de lançamento de Verão 90.

Xuxa Park

Xuxa no comando do Xuxa Park
Xuxa no comando do Xuxa Park (divulgação)

Em 1992, Xuxa Meneghel encerrou seu programa diário da TV Globo, o Xou da Xuxa que estava no ar desde 1986. Mas os fãs da Rainha dos Baixinhos não ficaram muito tempo sem vê-la. Após estrelar o programa semanal Paradão da Xuxa em 1993, a loira voltou às telas no Xuxa Park, atração exibida nas manhãs de sábado. A intenção do programa era mostrar um parque de diversões, onde as crianças pudessem brincar e interagir com a apresentadora.

Eram exibidos desenhos e competições entre os pequenos, geralmente no formato meninos versus meninas. O programa contava ainda com um quadro que visava mostrar os talentos infantis para canto, dança, entre outros. E apresentações musicais com cantores que estavam bombando nas paradas. Este quadro, Xuxa Hits, em 1995 se transformou num programa próprio exibido nas tardes de sábado. Xuxa Park chegou ao fim no início de 2001, após um acidente em um dos brinquedos da atração.

Mundo da Lua

Elenco de Mundo da Lua
Elenco de Mundo da Lua (divulgação)

Mundo da Lua foi uma série produzida e exibida pela TV Cultura em 1991. Também exibida na Globo em 1993, mostrava a vida do garoto Lucas Silva e Silva (Luciano Amaral), que vive numa típica família paulistana e ganha de presente do avó, um antigo gravador. Através do gravador, ele conta as histórias a partir de seu ponto de vista infantil, enquanto finge comunicar-se com seres de outros planetas. A série teve no elenco nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Antonio Fagundes e Mira Haar, e contou com 52 episódios. Atualmente é exibida no canal por assinatura TV Rá-Tim-Bum.

Casa da Angélica

Angélica apresentava o infantil Casa da Angélica (reprodução)

Depois de fazer sucesso com o Clube da Criança, na TV Manchete, Angélica foi contratada pelo SBT em 1993. Aos 19 anos de idade, ela começou a apresentar o Casa da Angélica, programa vespertino que contava com platéia, exibição de desenhos e diversos quadros de humor. Neles, a loira satirizava diversas personalidades da mídia. Elas elas Jô Soares. E ainda tirava sarros das novelas mexicanas, programas de mesa redonda de futebol, programas culinários, e até VJ’s da MTV. Sucesso na época, Casa da Angélica conquistou bons índices para a emissora de Silvio Santos chegando a 11 pontos de média. Como a apresentadora estava no ar em outros dois projetos (TV Animal e Passa ou Repassa), o Casa da Angélica foi remanejado para o período da manhã, e ficou neste horário até seu encerramento.

Bom Dia e Cia

Eliana foi a primeira apresentadora do Bom Dia & Cia
Eliana foi a primeira apresentadora do Bom Dia & Cia (reprodução)

Idealizado e formatado pelo diretor Nilton Travesso, o Bom Dia e Cia entrou no ar em agosto de 1993. Apresentado por Eliana, ele se diferenciava dos programas infantis da época por ter um formato mais educativo, e voltado para as crianças mais novas. Além de não contar com platéia. Eliana dava dicas de leitura, além de ciências, nutrição e fazia experiências divertidas, sempre com uma “tesoura sem ponta”, frase que ficou marcada entre os telespectadores. Com exibição de desenhos entre um quadro e outro, a loirinha acabou ditando moda com seu estilo de se vestir. Ela tinha a ajuda de alguns personagens fantoches. Eram eles Flitz, um computador, Melocoton, um monstro que gosta de abraços, Recicléia, boneca feita de materiais recicláveis, e Bizuca, uma minhoca.

Castelo Rá-Tim-Bum

Pedro (Luciano Amaral), Biba (Cinthia Raquel), e Celeste no Castelo Rá Tim Bum
Pedro (Luciano Amaral), Biba (Cynthia Rachel), e Celeste no Castelo Rá Tim Bum (Divulgação)

Considerada uma obra-prima audiovisual brasileira, o Castelo Rá-Tim-Bum teve seu primeiro episódio exibido em maio de 1994. Idealizado por Cao Hamburguer e Flavio de Souza, a série com foco educativo, contava a história de Nino (Cássio Scapin). Um “jovem” de feiticeiro de 300 anos. O garoto vive recluso em um castelo no meio da cidade de São Paulo com seus tios, a feiticeira Morgana (Rosi Campos) e Victor (Sérgio Mamberti). Até que um dia, Nino conhece três crianças que se tornam seus amigos, Pedro (Luciano Amaral), Biba (Cynthia Rachel), e Zeca (Freddy Allan). Com quadros voltados para o conhecimento, o programa ganhou um filme homônimo, além de vários prêmios como Melhor programa infancil pela APCA, Festival de Nova Iorque, e Troféu Imprensa.

Caça Talentos

Bela (Angélica), Artur (Eduardo Galvão) e Karina (Claudia Rodrigues) em Caça Talentos
Bela (Angélica), Artur (Eduardo Galvão) e Karina (Claudia Rodrigues) em Caça Talentos (Cedoc/Globo)

Quando Angélica foi contratada pela Globo 1996, ela logo estreou dois diferentes programas. Eram eles, Angel Mix, um programa jovem de competição e atrações musicais, e Caça Talentos, uma novela exibida de segunda à sexta às 11:30. Caça Talentos contou a história de Bela (Angélica), uma órfã humana foi criada por fadas. Ela viaja até o mundo dos homens para conhecer os humanos e fazer sua escolha entre continuar sendo fada, ou tornar-se completamente humana.

A jovem, começa então a trabalhar na Caça Talentos, uma produtora de comerciais e programas de TV, que está sempre envolta em problemas financeiros. Na trama, Bela começa a desenvolver uma paixão por Arthur (Eduardo Galvão), dono da empresa, mas evita-a. Caso ela beije na boca, faria sua escolha e permaneceria humana para sempre. Entre os funcionários da agência estão Karina (Claudia Rodrigues), Avalanche (Tony Tornado), Tremedeira (Antônio Pedro). E as vilãs, Silvana (Helena Fernandes) e Drica (Ana Furtado). Chegando a alcançar 33 pontos de audiência, a história chegou ao fim em 1998, após três temporadas, e sem final feliz.

Últimos vídeos do Canal no YouTube