Tina e Anderson
Tina (Ana Hikari) e Anderson (Juan Paiva) em Malhação Viva a Diferença (Divulgação/ TV Globo)

Nesta segunda-feira (03), é comemorado o Dia de combate a discriminação racial, um problema que enfrentamos desde os tempos do Brasil Colônia. Nosso país é composto por pessoas altamente miscigenadas, e de tamanha pluralidade étnica, não havendo motivos para apontar o dedo para o outro devido a sua etnia, afinal somos todos uma bela mistura.

A telenovela brasileira é vista como reflexo da nossa cultura, nossos costumes e hábitos e o preconceito seja velado ou aberto, infelizmente ainda está inserido nela.

Listamos abaixo personagens que foram vítimas de discriminação racial na ficção:

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Marcello Melo Jr.
Ivan (Marcello Melo Jr.) em Babilônia (Divulgação/ TV Globo)

Ivan

Em Babilônia, Ivan (Marcello Melo Jr.) chegou a ser levado por policiais pelo simples fato de ser negro. O professor de Slackline foi confundido com um assaltante, e ficou revoltado pela situação degradante de ser colocado com outros homens para o julgo alheio. Sérgio (Claudio Lins) que acompanhou a situação de longe, foi até a delegacia e sabendo da inocência do rapaz mentiu, afirmando que estava a seu lado o tempo todo, e quando se afastou para comprar suco, a polícia o abordou.

Reynaldo Gianecchini e Taís Araújo
Paco (Reynaldo Giannecchini) e Preta (Taís Araújo) em Da Cor do Pecado (Divulgação/ TV Globo)

Preta

Em Da Cor do Pecado, Preta (Taís Araújo) tinha força e garra para lutar contra quem se opusesse ao seu amor por Paco (Reynaldo Gianecchini), devido à cor de sua pele. Chamada de “negrinha” por Bárbara (Giovanna Antonelli) como forma de menosprezo, ela não se deixava abater e tinha orgulho da própria pele mesmo diante da discriminação aberta. O enorme sucesso de Preta levantou questões acerca da personagem: ela representava a mulher negra, inteligente porém desvalorizada, que tinha um filho com um homem branco, e nem sempre é aceita por sua família, fazendo contraponto com Bárbara que também tinha um filho com o mesmo homem, porém recebia uma educação com maiores privilégios.

Evilásio (Lázaro Ramos) e Júlia (Debora Falabella) em Duas Caras (Divulgação/ TV Globo)
Evilásio (Lázaro Ramos) e Júlia (Debora Falabella) em Duas Caras (Divulgação/ TV Globo)

Evilásio

Outro momento de discriminação racial ocorreu na novela Duas Caras. A personagem Júlia (Debora Falabella), uma jovem cineasta pertencente à alta sociedade se apaixonava por Evilásio (Lázaro Ramos), negro morador da favela da Portelinha, o que gerou revolta em sua família, principalmente em seu pai

Fabrício Boliveira
Péricles (Fabrício Boliveira) em Nada Será Como Antes (Divulgação/ TV Globo)

Péricles

Nada Será Como Antes foi ao ar no final de 2016, e tentava retratar os bastidores da televisão em seu início de operações no Brasil. A série mostrou o drama vivido por Péricles (Fabrício Boliveira), que fazia enorme sucesso no rádio, mas baixa aceitação na TV devido a cor de sua pele. Quando finalmente Péricles foi aceito como protagonista de uma telenovela, o patrocinador exigiu que não houvesse beijo inter-racial entre ele e Verônica (Debora Falabella), gerando revolta na moça.

Ana Hikari e Juan Paiva
Tina (Ana Hikari) e Anderson (Juan Paiva) em Malhação Viva a Diferença (Reprodução)

Anderson

Anderson (Juan Paiva) é negro, e motoboy. O paulistano se apaixonou por Tina (Ana Hikari) em Malhação Viva a Diferença, sendo alvo constante do preconceito da mãe da moça, que não aceita que a filha se aproxime de um homem que não seja japonês, sobretudo, negro. Nas redes sociais, o casal ganhou torcida, inclusive o ship “Tinderson”, mas uma cena exibida no dia 30 de maio chamou a atenção inclusive da polícia militar de São Paulo, que enviou à Globo nota de repúdio. Na história Anderson e Tina foram parados numa blitz, onde o policial que os abordou chamava Anderson o tempo todo de “negão”, desacreditando que Tina fosse realmente sua namorada. Quando Tina repreendeu o policial alertando que o que ele estava fazendo era considerado racismo, o policial ameaçou levar Anderson detido por desacato, caso a moça não se mantivesse calada. 

Esperamos que o Brasil evolua como nação, valorize a história dos negros, ao invés de acreditar na mentira de que é um país majoritariamente branco, afinal, para a teledramaturgia mudar, a vida real precisa caminhar no mesmo compasso.

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