Marcelo Arnal
Marcelo Arnal (Divulgação)

Na novela Topíssima, atual folhetim inédito da Record TV, Marcelo Arnal dá vida a Gustavo, um estudante de artes cênicas que vive o orgulho e os dissabores da profissão. Nas telas, o ator já viveu um forte personagem em O Rico e Lázaro, e em Malhação: Viva a Diferença, papéis que faz com ele seja lembrado pelo público, no Brasil e fora dele.

O Observatório da Televisão bateu um papo com Marcelo, que falou ainda sobre o descaso do governo para com a arte e classe artística, e sobre sua preparação para participar do filme Nada a Perder. Confira:

Como está sendo o retorno do público em relação ao Gustavo, seu personagem em Topíssima?

Olha, é claro que a gente sempre faz um trabalho para o público gostar, ou odiar, mas que seja falado e acompanhado, não esquecido. O Gustavo, graças a Deus tem sido um exemplo de personagem muito bem falado, o retorno entusiasmado do público tem arrancado sorrisos e instigado o spoilerr (risos). Mas o público vai ter que segurar a ansiedade e continuar acompanhando. 

Como surgiu o convite para a trama?

Não foi um convite, eu fui chamado para um teste de VT normal, aonde acreditavam ter o meu perfil, fiz o teste e depois de algumas semanas fui aprovado. 

Gustavo (Marcelo Arnal) e Isadora (Amanda Ritcher) em Topíssima
Gustavo (Marcelo Arnal) e Isadora (Amanda Ritcher) em Topíssima (Blad Meneghel/Record TV).

O Gustavo é um estudante de artes cênicas. O Brasil atualmente vive um momento delicado de descaso com as artes. Você acha que a dificuldade da profissão, pode fazer com que as pessoas desistam do sonho de atuar?

E vamos botar descaso nisso, realmente um momento delicado, ou melhor, a indelicadeza para com a arte, a ausência de respeito e consideração. Não só acho como infelizmente me incluo nessa fatia considerável de atores que pensam em desistir, que sofrem por cansarem de insistir. O limite uma hora chega. 

Na sua vida, tendo escolhido essa profissão,  você já passou por algo semelhante ao que seu personagem passa?

Já sim, a angústia da espera de um teste, a relação entre os atores do mesmo núcleo, a competitividade, dias e dias estudando e passando cenas, enfim, situações da vida de um artista. 

O Rico e o Lázaro
Belsazar (Marcelo Arnal) assume o trono e condena Joana (Milena Toscano) à morte em O Rico e o Lázaro


Na Record TV, você já havia feito a novela O Rico e Lázaro. O público ainda se lembra muito de você como o rei Belsazar?

Lembram sim, inclusive recentemente, eu e a minha namorada, também atriz, Karen Marinho, estávamos na fila de um brinquedo em um dos parques da Disney e uma família venezuelana nos reconheceu, até porque a Karen interpretou a escrava Naomi na mesma novela. Ficaram extasiados quando me viram, começaram a falar “Belsazar, Belsazar”, então realmente podemos ver que o público não só brasileiro, mas de outros países onde a novela passa ou passou, ainda se lembra. 

Você teve uma breve participação em Malhação: Viva a Diferença. Qual é a sensação de saber que um produto do qual você fez parte ganhou um Emmy?

Nossa, por menor que tenha sido a participação, eu vibrei e me orgulho como se tivesse sido um protagonista. Eu bato no peito e me orgulho mesmo, porque não foi fácil, não foi uma brincadeira, eu consegui despertar o sentimento de raiva do público, de indignação das pessoas que me reconheciam na rua e do público fiel de Malhação, então eu não consigo enxergar como uma pequena participação, eu vejo como uma grande oportunidade e um sucesso absoluto, no Brasil e fora dele. 

Rafa (Marcelo Arnal) ameaça Gabriel (Luis Galves) em Malhação Viva a Diferença (1)
Rafa (Marcelo Arnal) ameaça Gabriel (Luis Galves) em Malhação Viva a Diferença (Reprodução)


No filme Nada a Perder, você interpreta o Julio, genro do bispo Edir Macedo, protagonista da história. Como foi a sua preparação?

Tivemos um processo de preparação bem intenso, apesar de aparecer pouco eu acho que eles realmente quiseram nos colocar num lugar de absorção de informações de igual pra igual com os protagonistas, independe do tamanho do personagem. Eu gostei desse método até pelo fato de que todos devem estar na mesma intensidade cronológica dentro de uma produção. 


Quais são suas inspirações no meio artístico?

Tenho varias inspirações, acho que cada ator com a sua marca consegue colaborar de uma maneira diferente, mas acredito que nomes como o norte irlandês Liam Neeson não podem ficar de fora, esse realmente dá um show. 

Marcelo Arnal
Marcelo Arnal (Divulgação)

Se um dia você pudesse escolher um parceiro de cena para atuar junto, alguém que você admira muito profissionalmente, quem seria?

Vamos falar brasileiro vai. Mateus Solano acredito que seja um ator muito bom de contracenar. 


Você é de uma geração de atores muito jovens, que acabam medindo sua popularidade com base nos números de suas redes sociais. Você acredita que os atores estão mais preocupados com sua imagem enquanto parte publicitária, do que com a arte?

A grande maioria. Sim, acredito que o próprio desenvolvimento tecnológico misturado com propostas praticamente irrecusáveis nos dias de hoje fazem com que os artistas em geral tenham preocupações maiores com os números do que com a arte, mas claro que existe uma grande fatia que bate no peito e segura a bronca, não se deixa vender por um Publipost. 

Quais são seus planos após o fim de Topíssima?

Os Meus planos são continuar trabalhando, apaixonado, feliz, de bem com a vida, porém nem sempre é como a gente  quer, continuar trabalhando depende de muita coisa, então me resta esperar a próxima oportunidade de poder mostrar o meu trabalho.

Últimos vídeos do Canal no YouTube