Após doze anos do seu primeiro papel na tevê, ao encarnar Felipa Gentil, na temporada de 2007, de Malhação, a atriz e apresentadora, Sophia Abrahão, retorna à novela adolescente da TV Globo, para interpretar, desta vez, ela mesma na trama de Emanuel Jacobina.

Emplacando papéis como Alice de Rebeldes, em 2011, Gaby de Alto Astral, em 2014, Vitória de A Lei do Amor, e conquistando o segundo lugar da temporada de 2016 do Dança dos Famosos, ela alcançou em 2017, o posto de apresentadora fixa do Vídeo Show nas tardes globais, e se destaca nesta nova fase como comunicadora.

Em conversa com o Observatório da Televisão, Sophia falou sobre sua volta para a novela onde sua trajetória como atriz começou, relembrou os momentos de sua carreira, conversou sobre seu feminismo, e teceu críticas ao machismo e ao racismo ainda presentes na nossa sociedade. A apresentadora também falou sobre o seu relacionamento com o também ator, Sérgio Malheiros.

De volta à Malhação pela terceira vez, qual a sensação de integrar novamente o elenco

Doze anos depois… Eu entrei aqui de quinze pra dezesseis anos, daí eu fiz uma temporada, depois eu fiz a segunda temporada meio que junto, então, essa é a segunda vez, com cara de terceira. Porque eu fiquei dois anos, e agora é a terceira vez. E agora voltando como eu mesma, isso é muito engraçado, porque as pessoas falam ‘É você mesma? Vai lá e faz’ e não é bem assim… Porque quando você tem um personagem, você tem onde brincar ali, onde mascarar, fazer uma voz, fazer um jeito. Eu voltei pra terapia, tô me achando uma louca, porque eu tô me analisando do tipo ‘Será que eu faria essa mão? Será que eu cruzaria essa perna?’ Então é esquisito fazer você mesma, não é tão simples quanto parece. Mas eu tô amando, tô adorando… Tá sendo uma super experiência. Fazia tempo que eu não atuava também… Eu tava desde o Dança dos Famosos, depois eu fiz A Lei do Amor, a primeira fase, entrei no Vídeo Show… Então fazia um tempo que eu não atuava. Então… Tá sendo tudo muito divertido.

Então seria por esse motivo que você vai interpretar você mesma na trama, como apresentadora, cantora, atriz…

Exatamente… Eu… Durante o Vídeo Show e depois do Vídeo Show, eu sempre sinalizei quando me perguntavam se eu tinha amado a experiência como apresentadora, e se possivelmente eu gostaria de continuar executando essa função. E aqui eu tô como atriz, mas fazendo uma apresentadora, então tem todo um lado… As cenas têm câmeras, as cenas eu falo no microfone, eu apresento as meninas no palco… Então, eu também estou exercendo meu ofício de apresentadora aqui, mesmo atuando.

Como será a sua parceria com Nelson Freitas em Malhação

Ele é completamente maluco. Gente, o Nelson… Ele é completamente maluco, né. (risos). A gente já chegou no primeiro dia gravando onze cenas e, você pegar o bonde andando, com uma pessoa que não é teu… Eu nunca fiz parceria com o Nelson, já apresentei Vídeo Show com ele, mas nunca tinha atuado, trocado essa bola. E de primeira, essa porrada de onze cenas, tinha que ser com o Nelson. Tinha que ser com ele. Ele é um super ator, ele é maravilhoso, ele se joga, ele não tem puder nenhum… E o personagem é um produtor completamente maluco, também. O Nelson é brilhante. A gente tá se divertindo muito. Eu tô feliz porque é com ele. Porque ele é sensacional!

Questionada sobre sua a função para auxiliar as personagens em Malhação

As personagens da Dora e da Gabriela, feitas pela Raissa e Nanda, elas são das meninas do colégio, elas cantam, elas são da baixada, elas mandam vídeo para o ‘Vai no Gás’ que é o nome do programa que eu apresento, que é um programa de calouros, como se fosse um The Voice, nesses padrões… E elas… Eu não sei muito bem, mas o Jacobina com certeza sabe, mas eu não sei muito bem como vai acabar essa disputa… Mas… Eu entro para dar esse gás literalmente na trama delas. Que elas são amigas, mas também tem esse lado bem competitivo da Nanda, que vai ficar bem claro agora no concurso.

Sua personagem vai entrar na vida delas e orientar as duas meninas, né?

Total… Ela vai até a lanchonete da mãe da Raíssa, que é a Carla, interpretada pela Mariana Santos, ela conversa… Ela tenta convencer, porque a mãe da Raíssa não quer que ela participe. Ela fica preocupada com os estudos da filha, não quer que ela entre nessa área mais artística. Então ela conhece um pouco da realidade das meninas, vai visitá-las no colégio, conhece os colegas da escola delas… Então não é só ali no palco, nos bastidores… É quase um reality da vida das personagens.

Seus seguidores da época de Malhação ainda te acompanham?

Tenho muitos seguidores da época de Malhação… Que me acompanham desde lá, da Felipa, que era a minha personagem. Eles estão muito felizes assim… A galera que me acompanha… Tá passando no Viva, a minha Malhação, também… Então vou ter dobradinha de Malhação no ar. Era um grupo muito bom, tinha a Sophie Charlotte, a Carol Figueiredo, o Caio Castro, a Mariana Rios, o Jonatas Faro, a Mariana Rocha, Johnny Massaro, a Nathalia Dhill… Foi assim… Uma super Malhação, que eu acho que todo mundo tá muito bem no mercado, muito bem posicionado hoje em dia. Então… Eu tô muito feliz de voltar pro lugar onde tudo começou. Onde minha vida mudou, e os fãs puderam me conhecer.

Você se assiste nessa Malhação antiga?

Não… Nossa Senhora… Pavoroso. Eu tinha acabado de fazer dezesseis anos, mudei pro Rio pra isso. Tinha feito um curso de TV em São Paulo, mas assim… Eu era modelo, tinha acabado de voltar da China. Então eu não tinha experiência nenhuma. Eu não sabia onde era uma câmera. Eu ficava de costas, eu não sabia como me posicionar… Tive sorte de pegar um diretor na época que era gênio, mestre, toda paciência do mundo… Mas eu não gostava de me assistir. Eu passei duas temporadas sem me ver. Mesmo agora… Eu tenho muito orgulho. Quando as pessoas falam que eu ‘Não me vejo’, eu fico muito feliz pela trajetória, pela história que eu criei ali… Mas eu tenho um pouco de vergonha.

A gente conhece um artista de verdade, quando desligam as câmeras. E quando você estava indo embora do trabalho, você parou para atender o público que estava te aguardando… Como é essa sua relação com os fãs?

Eu sempre costumo falar que tem a parte da minha dedicação, do meu esforço, e eu tenho plena ciência que me chamam pros trabalhos, me chamam para revistas, me chamam para entrevistas, por causa do meu público também. Então… Eu sei que eles são parte do meu processo todo. Não é à toa… Eles tão ali, eles tão na internet, eles são engajados, eles votam, e fora o amor que eles me dão. Não só a parte burocrática. Eles votam, eles fazem maratona, eles viram madrugadas… Não tem como. Eu quero estar mais perto possível deles. É raro o que acontece nesse fã clube.

Seus fã fazem loucuras por você, como tatuagem em sua homenagem. O que você acha disso?

Eu não incentivo… O que eu falo pra eles em relação à tatuagem… Quer muito fazer? Com a minha letra, ou o que seja? Mas não faz com meu nome… Faz uma letra de música, eu escrevo pra você o trecho da música, porque daí não é o meu nome… Porque muitos já fizeram o meu nome, eu agradeço, inclusive… Por que depois falam ‘Não era pra você?’, pelo amor de Deus… Tá tatuado, muito obrigada, eu me sinto muito honrada! Mas hoje em dia eu falo ‘vou escrever pra você algo’.

Você já se assustou com esses tipos de homenagens de fãs?

Já me assustou mais… Porque isso vem com muita responsabilidade, do tipo, a pessoa tatuou o seu nome na pele. Eu não posso decepcionar uma pessoa que fez uma coisa pra sempre. Ao mesmo tempo hoje, eu consigo enxergar e ter a dimensão que, de repente, a pessoa daqui cinco anos, não vai até a porta do Projac me ver, mas aquilo, o meu nome, marcou uma época da vida dela… E eu acho que essa lembrança é uma coisa legal, é uma coisa positiva. Entendeu?! Então, me assusta essa coisa de não poder decepcionar, porque é o maior gesto de amor que a pessoa pode fazer naquele momento… Mas sou humana, com milhões de falhas, inclusive. Então isso é um pouco assustador… Mas hoje em dia eu encaro do tipo… Como se eu tivesse feito uma tatuagem, sei lá… Não eram os meus ídolos, mas eu gostava muito dos Backstreet Boys. Eu vou olhar e vou lembrar ‘cara aquela fase que eu ia nos shows, que não sei o que’, então vale essa lembrança da emoção que as pessoas viveram naqueles momentos.

Você se vê nessa galera que tá começando? Quais conselhos você daria?

Muito… Gente isso é muito engraçado. Minha maior insegurança quando eu fazia Malhação, era meu próximo emprego. Será que vai acabar aqui? Será que vou ter um salário? Será que vou ter que voltar pra São Paulo? Poxa… Eu conquistei, eu vim pra TV Globo, eu tô fazendo um papel, eu tô amando… Me descobrindo como atriz… Será que isso vai acabar daqui seis meses? Porque acaba… Pra muita gente acaba. Eu tenho ciência que eu fui muito privilegiada na minha carreira, por ter tido oportunidades como Rebeldes, por exemplo, como as outras novelas que eu fiz. Então eu diria ‘Calma’, porque assim… Esse tipo de preocupação não adianta… É contraproducente, entendeu. A preocupação que te leva, que te faz desempenhar, que te faz estudar, isso sim… Isso é producente. Agora a outra, que só te paralisa, que é a que eu sentia, que eu travava, que chegava a noite e eu chorava… Que eu não queria… Eu queria que aquele sonho acabasse, isso não ajudou em nada. Só colaborou para minha ansiedade. Nada mais.

Quem te preparou para viver nesse mundo machista. Foi a sua mãe?

Minha mãe. Minha mãe sempre trabalhou, sempre foi uma mulher muito independente. E… Minha mãe falava ‘Eu te dou toda a liberdade do mundo, porque eu sei que você vai saber usá-la’. E de fato isso aconteceu. Eu fui pra China com quinze anos. Eu sai de casa aos quinze. Eu fui morar no outro lado do mundo, trabalhar de modelo. Mas a gente nunca está preparado para esse machismo estrutural que a gente vive. Por mais que você receba esse encorajamento dentro de casa, que eu sempre recebi, situações do cotidiano são completamente diferentes… Então eu acho que isso, você aprende meio que vivendo. Eu com dezesseis anos, não tinha respostas como eu tenho pra hoje. Nunca passei por uma situação mais grave de assédio, mas são aqueles assédios assim… Que se a mulher disser que não passou, é porque eu acho que ela não entendeu que passou. Porque é o tempo… Ambiente de trabalho é machista, a gente já ouviu piada, a gente ouve piada dos nossos amigos, a gente ouve piada dentro de casa, às vezes, de primo, de tio… Então, hoje em dia, eu consigo me posicionar mais. Mas na boa… Eu consigo falar sobre isso na boa. Eu não sou agressiva. Eu acho mais efetivo você conversar do tipo ‘Será que você não tá exagerando falando isso?’ ou, por exemplo, roupa curta… Já aconteceu dentro do trabalho ‘Nossa, que vestido curto, hein?’, ‘Pois é eu tô trabalhando. Que bom que tá todo mundo aqui… Me respeitando no meu ambiente do trabalho. Por que se eu não me sentir segura aqui, eu vou me sentir na onde?’. Você constrange e você não é agressiva. Entendeu?! Ainda, infelizmente, a gente tem que lidar ainda meio que na ironia, porque isso rola…

Mas o mundo tá mudando…

Muito. Tá longe ainda. Tá bem longe… Mas assim… A gente tá conseguindo ter mais voz.

O machismo está em todos os lugares?

Não só no ambiente profissional, na vida… Amigos… Eu reproduzia muita coisa machista até três anos atrás. Eu sempre falava uma coisa que era bizarra, do tipo… Eu sai de casa com quinze anos. Comecei a trabalhar, comecei a ganhar o meu dinheiro, meus pais me ajudavam quando eu vim pro Rio, mas assim… Eu me sustentava. E eu sempre repetia a frase de que homem tinha que pagar o jantar, por exemplo. Como uma pessoa que trabalha desde os quinze anos, repetia essa frase? Sendo que eu não precisava. Eu tinha o dinheiro pra pagar o jantar que eu quisesse, e eu repetia esse padrão. Eu comecei a entender mais sobre o tema, pesquisar mais… Há uns três anos, que eu venho tentando buscar essa desconstrução. E eu olho pra trás, de julgar mulheres… Eu olho pra trás e falo gente, que coisa absurda. Eu tava falando pra minha amiga ontem, sobre amamentação em público. Era uma coisa que eu achava estranho, ‘Nossa, mas tem que por uma fraldinha’, hoje eu falo ‘Gente, que absurdo. É só uma mãe dando de mamar’… Como eu pude ter um pensamento tão limitado… De achar que aquilo era errado. Então eu acho que isso é uma busca. Uma evolução. Porque tem muita gente que não quer.

Você e o Sérgio conversam sobre esses temas?

Muito. O Sérgio é um cara extremamente sensível. Extremamente aberto. A recíproca é muito verdadeira. Ele me acha atenção pra determinadas atitudes, às vezes equivocadas que eu tomo. Por exemplo… A questão do racismo. Eu não fazia ideia. Por ignorância, não é nem maldade. ‘Será que existe mesmo, gente?’ porque não é a minha pele… E agora eu consigo ver o quão sério é. E ele consegue através da minha ótica, perceber o quanto as nossas questões femininas são válidas, urgentes e necessárias.

O Sérgio te defende muito… Em uma entrevista ele foi questionado se você sofria preconceito por estar com um negro, e ele respondeu que não é por causa de você e sim que ele sempre sofreu esse preconceito. Você já ouviu algo assim?

Verbalmente não. Mas entrar no restaurante… Como se aquele local não pertencesse ao Sérgio também. Como se aquele local não fosse dele. E aí, às vezes, eu noto eu entrando atrás e as pessoas ‘Ah tá… Entendi. É um casal!’. Como se ele sozinho fosse esquisito estar ali. É muito triste. O Sérgio é muito blindado. Eu sempre falo isso porque ele é famoso. Dentro da luta dele, ele tem privilégios. Pela fama dele. Então quando as pessoas reconhecem que ele é um ator, isso é quebrado. Mas, às vezes, eu vejo um estranhamento. E isso é muito triste… Eu tava com o sobrinho do Sérgio, esses dias, na frente de um bar lá perto de casa. E o segurança começou… Eram dois sobrinhos, eles são negros. Dez e onze anos, crianças… E o segurança começou a enxotar essas crianças do lugar. ‘O que vocês tão fazendo aqui?’ e eu conhecia o cara. Eu achei que ele tava brincando. Eu ria e falava ‘ah para’, e os meninos começaram a ficar assustados. E eu falava pros meninos ‘Gente, ele tá brincando. É uma brincadeira, calma… Tá tudo bem…’, ‘Para de brincar que você vai assustar os meninos’ e começou a ficar sério. Até o ponto que eu virei pro gerente e falei ‘Eles tão comigo. Você não tá vendo?’, ‘Ah eles tão com você? Então fica aí’, então tipo… Se fossem dois meninos, negros, na rua, sozinhos, eles seriam chutados pra fora do bar. Daí quando o gerente entendeu que eles estavam comigo, foi quase do tipo ‘Porque você não falou antes?’, sabe… Eu voltei pra casa chorando. Os meninos não se deram conta do quão grave o que foi o que aconteceu ali. Ainda bem. Mas foi uma coisa muito chocante pra mim. Coisa que eu nunca teria passado eu criança, ou um menino branco ali… Não teria acontecido, sabe.

Sobre a representatividade da televisão e do cinema hoje em dia que as crianças negras cada vez mais podem se ver representadas…

Me emociona muito. Olha, o Sérgio… O número de pessoas que param o Sérgio na rua para falar ‘Você foi o primeiro negro da minha idade que eu vi na TV’, porque Da Cor do Pecado, ele foi protagonista absoluto da novela, e as pessoas falam ‘Caramba, foi tão mágico quando eu te vi na TV’, isso já é uma luta muito grande, sabe… Já é muito forte, o que ele pode proporcionar como os atores do Pantera Negra, entendeu?!

Sobre a situação do racismo no bar. Você chegou a voltar lá?

Não… Eu só tirei os meninos e fui embora. Eu não voltaria a frequentar mais. O que eu fiz, foi proteger os meninos… Mas o que eu quero fazer daqui pra frente, é dialogar com aquela pessoa. Isso eu não tive força para fazer na hora. De repente, se fosse com uma mulher, talvez eu tivesse tido mais… Tivesse tido mais por estar estudando sobre isso. Eu acho que não basta não ser racista, você tem que lutar contra o racismo. E naquele momento eu fiquei tão desnorteada, que a única coisa que eu consegui fazer foi proteger os meninos demais, de uma situação pior. Só que eu não confrontei. Hoje eu poderia ter visto que eu poderia ter falado qualquer coisa… Dialogado.

Você se baseia em alguma coisa para estudar sobre o feminismo?

A Mariana Molina, que é uma das minhas melhores amigas, me deu um livro de um coletivo feminista que se chama Não Me Calo, um coletivo de Facebook, onde as mulheres mandam relatos… E eu comecei ler meio que ‘Feminismo… Aquela coisa… Que saco! Todo mundo falando sobre isso’, e fichas foram caindo do tipo… ‘Pera aí, onde eu tava? Como Assim?’, outra coisa que eu não entendia era o feminismo negro, porque pra mim, era tudo mulher… Sabe… É muito maluco… Dói você sentir culpa, você sentir vergonha das coisas que você já falou, dos comportamentos que você já teve… E eu não consigo mais fechar o olho pra isso.

Você já foi elogiada pelo Faustão… Qual a importância da televisão ao vivo, como funciona isso?

Cara, o ao vivo… Eu comecei mesmo no Faustão. Porque foi no Dança dos Famosos. Eu já tinha participado de programas como entrevistada ali… Mas ao vivo, tendo que executar uma função, no caso a dança, tendo que dançar… O Faustão é aquilo, né?! Ela vai falando e você tem que tá muito ligada, muito esperta, pra responder o que ele propõe ali na hora. E eu falo pra ele o que o Dança dos Famosos mais mudou em minha vida, primeiro: a disciplina, a lidar com a minha ansiedade, mas não foi só a dança… Foi a minha experiência para o ao vivo. O Faustão me preparou para o Vídeo Show, e eu sou muito grata a ele por isso. E eu sinto que a galera me abraçou muito aqui dentro, sabe? Eu sou uma pessoa ansiosa, eu sou uma pessoa que fica com medo, o medo da falha… E o abraço que a galera aqui dentro me deu, me deu uma autoestima boa pra continuar no ao vivo e acreditar que eu estava no caminho certo.

*Entrevista feita por André Romano

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