Comandado por Patrícia Poeta, o É De Casa estreou o reality Minha Mãe Cozinha Melhor que a Sua, que contou com Latino e Paula Fernandes, acompanhados por suas mães Regina e Dirce. O Chef Ravioli é quem avalia os pratos na atração e na ocasião deu a vitória para Latino.

Em conversa com o Observatório da Televisão, a apresentadora Patrícia Poeta falou sobre a estreia do reality e também comemorou os quatro anos de programa. Confira:

Você cozinha bem?

“Cozinho, mas o meu forte são os doces. Eu tento dar uma segurada, de vez em quando, mas gosto mesmo é de fazer bolo, doce, biscoito, brigadeiro e tudo o que envolve açúcar. Desde pequena esta sempre foi minha grande paixão e minha tentação. Quando comecei a fazer uma reeducação alimentar, tive de me segurar, mas volta e meia eu como. É uma das coisas que mais gosto de fazer. Um dos maiores prazeres da vida é comer, vamos combinar? [risos]”

Prova

Eu vi você provando a comida ali em cada episódio…

“O chef prova, dá a nota e eu como o prato inteiro depois [risos]. Ele sempre diz que eu realmente como!” 

Você é rigorosa em sua avaliação?

“Quem dá a nota é o Raviolli e eu provo a comida porque participei de todo o processo e tenho a curiosidade para saber se ficou bom ou não. Tem a questão da aparência e do sabor. Já aconteceram várias vezes do visual não estar muito bonito, mas estar gostoso! A gente conversa, comenta, mas quem decide é o Raviolli. Vale um troféu, uma delas sai do É de Casa com o prêmio.” 

O que você mais aprendeu nos quatro anos do É de Casa?

“É um programa que simboliza minha transição do jornalismo para o entretenimento. Comecei aqui no É de Casa, agora terei este reality dentro do programa que tem mais de 30 minutos, já fiz outro no GNT. É uma forma das pessoas me verem diferente do que já me viam, algo mais séria. A Patrícia, em sua essência, é mais alegre, que gosta de levar leveza, sabe o momento seriedade, mas sabe brincar com as pessoas. O É de Casa é um pouco de tudo isso.” 

Experiência

Como é esta experiência de fazer um programa sozinha, já que este reality é um programa dentro de outro?

“Já tive o caixa de costura, no GNT, e neste período de quatro anos já fiz outras coisas sozinhas e este é mais um. Tenho vontade sim de ter um programa solo, seria hipocrisia dizer que não e estou trilhando um caminho para isso. Por enquanto, estou muito feliz no É de Casa, um programa que ajudei a criar desde que coloquei os pés nos Estúdios Globo.

Tenho vontade e, em um momento certo, vamos ficar sabendo. Enquanto isso, faço o programa, trabalho direto e cada hora fazendo uma coisa. Quando entrei no entretenimento, queria justamente me envolver com projetos novos. É algo que o entretenimento me proporciona.

Acho que é um pouco isso, você vai praticando e se desafiando. Mais importante do que ter um programa solo, o legal é praticar e se desafiar o tempo todo. Tenho feito isso nos últimos quatro anos e isso é o mais importante.”

Encontro

As pessoas têm elogiado muito você a frente do Encontro e dizem que você tem sido você mesma. Acha que amadureceu mais nestes quatro anos?

“No jornalismo, você trabalha e responde ao perfil que o programa te pede. Eu terminei minha fase jornalística no hard News, no Jornal Nacional. Antes disso, eu fiz o Fantástico, que é uma mistura de jornalismo, entretenimento e informação, algo que a gente faz muito no É de Casa. É um bom mix.

O jornalismo te pede algo, precisa de um perfil e o entretenimento te possibilita usar um pouco mais meu lado comunicadora, de falar o que eu penso, a Patrícia na essência: rir quando puder, ficar triste com o que precisar, dar a notícia quando há necessidade, me comunicar com as pessoas. Esta sou eu fora do vídeo. Sou uma pessoa de essência e não de aparência.

Meus amigos me olham e já sabem se estou triste ou feliz. Hoje faço algo que gosto. Esta é minha identidade. Não crio uma personagem, sou aquilo que as pessoas veem e tenho mais espaço para falar o que penso além da notícia. Este lado do entretenimento me proporcional.”

Programa ideal

Qual seria um tipo de programa ideal, mais a sua cara?

“Eu tenho um projeto, que já desenvolvi aqui dentro, mas o que eu amo é falar sobre relacionamento. Gosto de estar perto das pessoas, segurar, às vezes me policio para não ficar segurando demais alguém ou abraçando. Este é o meu jeito.

Sou muito ligada a me relacionar com as pessoas, é algo que me agrada muito, além de contar a história. Fiz jornalismo para contar histórias, o que faço no É de Casa. Falar sobre relacionamentos humanos é algo que falta. Nos comunicamos cada mais pela internet e sinto falta disso.”

Você já apresentou isso à emissora?

“Eu sou o tipo de pessoa que curte demais viver o momento. Agora estou curtindo demais fazer este reality, tenho me divertido e lamento ter gravado tudo. Realmente foi uma fase corrida, mas muito divertida. Ainda não sabemos se terá uma nova temporada, mas o que posso dizer é que sou de viver o presente e realista. O jornalismo me trouxe isso. Vivo o que tenho hoje e as oportunidades que me dão.”

Receita de mãe

Você lembra de alguma receita que aprendeu com sua mãe e que curte fazer para o seu filho?

“Minha mãe adorava fazer churrasco e meu filho é quem faz hoje. A gente gosta muito! Mas se tem um prato que me remete demais à infância, que amo comer e bate uma saudade do sul, da minha mãe e daquela época é o carreteiro. É um que minha mãe criou um dia, ficou e é um que sei comer. Não é nem com charque. Quando chego em casa, quero comer aquele carreteiro!”

Como é a estrutura do reality? Terá um grande vencedor?

“Não, são 6 episódios, com dois participantes cada. Todos os sábados sempre tem uma mãe campeã. O primeiro serão as mães do Latino e da Paula Fernandes.” 

Qual é a importância do ao vivo para você? 

“Eu adoro vivo, sempre trabalhei com isso. Os únicos que não foram são os dois realities. Aquela senhora que falou que queria ver a Fátima, quando a substituí, foi uma situação incrível. Eu já tinha conversado com ela antes de começar o programa e ela disse que agora queria assistir com a Fátima também. Achei fofa demais! Foi divertido, engraçado e temos de improvisar o tempo todo quando estamos ao vivo. É uma adrenalina e esta é a minha! Adoro ter de pensar rápido.” 

É de Casa

Tem um momento inesquecível do É de Casa nestes quatro anos?

“Vou eleger um engraçado: estávamos na cozinha, em um dos primeiros programas, uma entrevistada nossa foi lavar um frango, que estava todo higienizado e ela foi tentar lavar em uma pia que não tinha água. Quando abriu a torneira não saía nada e brinquei que aqui era como na casa de todos que falta água. Programa ao vivo acontece de tudo. Sábado passado, uma moça foi colocar um bolo lindo para assar e ele caiu inteiro no forno. A gente brinca!”

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