Acabaram as férias de TV Globo para Bruno Cabrerizo. Destaque na primeira fase de Órfãos da Terra, ele se uniu à reta final das gravações do folhetim das 18h novamente na pele do sofrido Hussein.

Embora já prevista na sinopse, a volta do personagem foi antecipada por exigência do público. “Voltei e fiquei muito feliz. O Hussein voltou com boas novas, né? Ajudando o primo [Fauze, de Kaysar Dadour] a se salvar das garras da Dalila (Alice Wegmann). Foi muito interessante essa volta pra mim, como ator, foi muito legal“, relatou o bonitão, que estreou no canal carioca como protagonista de Tempo de Amar (2017).

Outra novidade foi o novo par romântico que Hussein ganhou na história: a determinada Helena, vivida por Carol Castro – com quem Cabrerizo também está ‘ensaiando’ um romance na vida real. “A gente está se conhecendo. Eu tenho carinho enorme por ela, total respeito pela pessoa e pela atriz que ela é. Uma pessoa totalmente do bem“, despista ele.

Confira o bate papo completo com o galã das 6 da tarde.

OBSERVATÓRIO DA TELEVISÃO – Como foi para você voltar a gravar Órfãos da Terra após tantos meses? Você já sabia que o Hussein voltaria à história?

BRUNO CABRERIZO – Eu já sabia desde o início. A sinopse já previa a volta dele. O que não estava previsto era essa volta antecipada. Bem antecipada, aliás. Graças ao público que pediu, que reclamou nos grupos de discussão. Voltei e fiquei muito feliz. O Hussein voltou com boas novas, né? Ajudando o primo [Fauze, de Kaysar Dadour] a se salvar das garras da Dalila (Alice Wegmann). Foi muito interessante essa volta pra mim, como ator, foi muito legal.

Durante esse período em que estava afastado, você continuo assistindo à novela? O que você aprendeu com a novela Órfãos da Terra?

Eu assistia pelo GloboPlay, principalmente pra manter a minha prosódia treinada. Porque a gente fez uma preparação, aí eu fiz o início da novela… E tive medo que esse intervalo me complicasse depois, na hora de voltar. Parece simples, mas as palavras em árabe, misturadas com algumas coisas que a gente concordou desde o início – como a pronúncia dos ‘erres’ e dos ‘esses’, evitando o ‘carioquês’… Parece fácil, mas precisa praticar. Eu fiquei com medo de perder essa prática, durante esse meu período na Itália, mas deu tudo certo. Eu tenho um bom ouvido também. Assisti a alguns capítulos. Depois, na hora de voltar, eu passei a ver os colegas no núcleo árabe, pra poder ‘pegar’ pelo ouvido.

Essa parte da pronúncia em árabe é uma dificuldade?

É gostoso de ouvir, mas é difícil de falar que você não tem ideia! [risos] Eu fico ouvindo os áudios antes de entrar em cena que nem um louco, em loop. Nós temos o Mamede [Jarouche], que é consultor da Thelma [Guedes] e da Duca [Rachid, autoras da novela]. Coitado! Eu fico alugando ele, mando mensagem às vezes meia noite. Só que ele é um querido, responde sempre com um sorriso no rosto. Me manda os áudios com a pronúncia correta, e eu fico ali, ouvindo e ouvidno… É bem difícil.

Depois de ver o romance frustrado com a Soraya (Letícia Sabatella), o Hussein agora descobre um grande amor nos braços da Helena (Carol Castro). Como você enxerga essa nova história para o personagem?

Ele sofreu pra caramba com a morte da Soraya. Sofria antes porque era apaixonado por ela, mas não dizia nada, e via ela sofrendo nas mãos do Aziz (Herson Capri). Agora ele volta pra história e conhece a Helena, uma mulher muito forte, e que também sofreu muito. Eles se encontram e… Agora é aguardar o desenrolar da história. Melhor parar por aqui, senão vou dar spoiler… [risos]

Você e a Carol Castro já haviam atuado juntos no filme O Garoto. E agora se reencontraram pra formar um par na novela – e um par na vida real também. O que você acha disso? Foi coisa do destino mesmo?

Bom, um par na vida real… Eu sabia que você ia chegar nessa parte. [risos] ‘Formar um par’ talvez seja uma expressão um pouco à frente do que é agora, realmente. A gente está se conhecendo. Eu tenho carinho enorme por ela, total respeito pela pessoa e pela atriz que ela é. Uma pessoa totalmente do bem. Mas, voltando… A gente fez o filme juntos, em maio, um pouco antes de eu voltar pra Itália, quando já tinha terminado a primeira fase da novela. Quando soube que havia essa possibilidade [de formarem par romântico em Órfãos da Terra], a gente até trocou mensagem, porque foi engraçada mesmo, essa coincidência. Mas nossa parceria tem dado certo. Ela é uma excelente atriz, ótima colega de trabalho, e eu também sou muito tranquilo.

Você já tem outros projetos para depois que a novela terminar?

Eu tenho uma peça pra fazer, que deve estrear em janeiro. Depois eu tenho que aguardar o que a casa [Globo] vai ter pra mim. Eu sei que estou reservado ou pré-reservado pra alguma coisa, mas não sei o que é. Acho que não tem nada certo. O que tem de certo por enquanto é a peça.

Voltar a morar na Itália, a princípio, não mais?

Não, eu moro na Itália. Eu permaneço na Itália. A minha base é lá. Os meus filhos estão lá, né? Quando termino um trabalho aqui, eu volto pra lá. A gente termina de gravar a novela mais ou menos daqui a um mês, aí eu já compro a passagem e volto. Só fico aqui realmente enquanto estou trabalhando.

É difícil essa distância dos filhos? Você sofre muito?

Sofro. Mas não tem outro jeito, preciso trabalhar.

Eles entendem?

Ah, é criança, né? Entendem, mas não entendem. Se acostumam. Até com a minha ‘ausência’, apesar de eu ser muito presente. Inclusive, estava falando com eles agora, antes de vir [dar entrevista]. Mas tem que ser, tem que trabalhar, né? Graças a Deus eu trabalho com o que eu amo fazer. Não posso reclamar de nada. A distância é chato, mas fazer o quê? Tem coisas piores na vida.

A distância também atrapalha um relacionamento amoroso?

Não sei te dizer, né? Ainda não vivi.

Mas está vivendo. Daqui a um mês você vai pra Itália, a Carol fica…

Você já se respondeu: eu não estou vivendo ainda. Viverei. Daqui a dois meses, eu te respondo isso. [risos] Não sei, vamos ver… Não dá pra saber. Vou ficar um mês e pouquinho na Itália, depois volto pra cá pra ensaiar, depois vou de novo pra lá em dezembro, no período de festas. Depois volto pra cá outra vez pra estrear.

Você já pensou em trazer as crianças pra cá?

Então, no ano passado eles vieram. Um ano atrás, aliás, nesse mesmo período de agosto. Não consegui trazer esse ano ainda, por conta das férias lá. Eles terminam hoje as férias e voltam amanhã pra Milão, onde moram.

Eles gostam do Brasil?

Adoram! Adoram o Brasil. Porque vem pra cá de férias, né? Não vivem aqui. É diferente. Então só veem o lado bom do Brasil. A gente sabe que, infelizmente, tem muita coisa ruim por aqui. De repente ano que vem, talvez.

(entrevista realizada pelo jornalista André Romano)

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