Klebber Toledo em Verão 90
Klebber Toledo em Verão 90 (Divulgação/TV Globo).

Klebber Toledo atualmente vive um dos maiores momentos de sua carreira. No ar como Patrick em Verão 90, o ator está bastante satisfeito com o seu personagem na trama das sete da TV Globo. A princípio, a trama está prestes a iniciar sua reta final e o personagem promete passar por algumas reviravoltas.

Em conversa com o Observatório da Televisão, Klebber falou sobre as novidades na trama de Patrick e também sobre sua carreira. Confira:

Como você se preparou para fazer o Patrick?

“Eu sou Paulista, moro no Rio. Mas eu já não tenho mais sotaque e eu falava mais cantado. Eu construí o Patrick dessa forma, coloquei um pouquinho do baiano, mas não deixei muito, até para não cair no caricato. Por ele ser um cara tímido eu trouxe uma voz mais de peito e eu acho que ajudou ele tanto no olhar, quanto na fala.”

Dança

E como está sendo essa coisa da dança?

“Tudo isso foi por amor, eu acho que o Patrick realmente é um brasileiro que muita gente fala mas não pratica. Ele é um cara muito honesto, de coração muito aberto e ao mesmo tempo que ele é tímido, não quer dizer que ele é triste. E quando ele encontra a Lidiane (Claudia Raia), ele se apaixona perdidamente e essa coisa da dança começou para impressionar ela. A gente tem um preparador que é o nosso coreografo, mas aqui é TV.”

O que você espera para o final do Patrick?

“Eu falo que nunca tenho torcida, eu gosto de deixar o personagem muito aberto. A gente rotula muito o jeito que tem que acabar, mas a gente tem que fazer a trama acontecer, os personagens tem que funcionar. A gente precisa de um cara mais guerreiro, precisa do amor, precisa que alguém veja que dá para se reconstruir, a gente constrói isso para que várias pessoas se identifiquem.”

Cláudia Raia

Como é atuar com a Claudia Raia?

“Eu acho que a Claudia Raia é um monumento, tanto da TV Globo, quanto brasileiro. Ela é um exemplo de mulher e começou muito nova, eu adoro parar para bater um papo com ela, porque eu aprendo muita coisa. Ela me conta tudo o que ela já fez e passou, ela sempre foi uma mulher muito bonita em um momento em que a mulher não era vista da mesma forma que é hoje.

E ela não é só uma mulher bonita, ela é uma chefe de família e uma mulher muito forte. Ela é um grande exemplo, eu acho que encontrei uma grande amiga.”

A Mercedes quer tomar as rédeas da família de novo e vai ter uma confusão envolvendo o Patrick, que separa ele da Gisela. Você acha que esse vai ser o momento decisivo dele?

“Eu acho que Patrick e Lidiane é um amor único, no lugar deles e da forma deles, eles vão se olhar e vão se entender. Mas do jeito que eu conheço o Patrick, ele vai lutar para mostrar que não foi mal caráter. Isso com certeza ele não deixaria passar, ele tem honra.”

Briga

Mas ele compra a briga?

“Compra, ele não está nem aí para ela. É até bom que ele avisa que não está nem aí para a mãe dela, ela só está ali. Teve uma cena que ele dá uma bronca na Gisela depois que a Mercedes briga com ela, porque ele é o cara que quer ver as coisas ficarem bem, ele não taca fogo na situação.”

Em seu papel em Morde e Assopra você foi muito criticado, como foi isso?

“Eu comecei em Malhação, super gostoso e não tenho o que falar. Mas realmente a gente vem para cá e não sabe o que é a TV Globo, a sua vida inteira se transforma. Logo depois disso, veio um personagem que desconstruiu demais e eu nem sabia que isso era possível, foi em Caras e Bocas. Eu entrei no meio da novela e seria só uma participação, mas acabei ficando até o final.

E aí de repente veio Morde Assopra e até então era um personagem tranquilo, mas não eramos protagonistas e acabamos ganhando tal proporção. Mas eu nunca tive um retorno de público tão legal como eu tive lá e era uma história que me fazia mal, porque agredir a minha mãe e falar o que eu tinha que falar da Cássia Kis… Você ganha a importância que é maior do que tudo.”

Recepção

Como foi receber o Patrick?

“Eu não tenho medo de desafios, eu quero trabalhar e seja o que vier eu vou estar de coração aberto. Hoje se eu olhar um personagem e ver que não é para o meu momento, hoje eu consigo chegar e pensar. Eu fiquei em dúvida quando me ofereceram o Patrick.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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