Maria da Paz (Juliana Paes) acusa o boxeador Rock de roubo, após armação de Josiane
Maria da Paz (Juliana Paes) acusa o boxeador Rock de roubo, após armação de Josiane (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Em A Dona do Pedaço, Caio Castro está interpretando o boxeador Rock, que sonha em atingir o topo do sucesso através do esporte que tanto ama. Vindo de uma família que não tem nenhuma condição financeira, o rapaz vive através de patrocinadores e trocando serviços por divulgações nas redes sociais.

Focado no seu maior objetivo, Rock toma decisões duvidosas, que não condizem com sua verdadeira personalidade. Pelo menos é o garante o seu intérprete. Caio acredita que o personagem é um homem de bom coração, que acaba sendo manipulado pelas pessoas – como a perigosa Josiane (Agatha Moreira), que prometeu ajuda-lo a conseguir o patrocínio de Maria da Paz (Juliana Paes), mas armou para ele.

Em conversa com o Observatório da Televisão, Caio falou sobre muitas características do Rock: índole, sotaque, visual. Além disso, o ator ainda comentou sobre as gravações das cenas onde Agno (Malvino Salvador) começa a demonstrar interesse amoroso nele.

O início de sua carreira, sucesso nas redes sociais e análise da novela também não ficaram de fora do bate-papo. “Cada cena, cada dia é uma surpresa. Eu estou muito feliz mesmo, confessou Caio Castro.

Confira a seguir a entrevista:

Como está sendo a novela para você?

Sendo bem honesto, eu sou muito suspeito para dizer qualquer coisa. Acho que todo mundo aqui é muito suspeito porque vivemos a paixão diariamente. Construímos todo esse amor antes, de começar a rotina de trabalho, e com o dia a dia vai criando intimidade e relacionamento. A convivência deixa cada um muito envolvido com a história. O primeiro capítulo foi muito especial para mim porque mostrou o que a novela se propôs a fazer. Um acerto genial na trilha sonora. Eu me amarro em Chitãozinho (e Xororó). Eu achei muito maneiro, ousado e diferente. Não esperava que tocasse todas músicas que tocaram. Fiquei muito, muito, muito comovido. Acho que a música casou com a situação.”

A música é importante para o processo de construção de uma trama?

“A música, na verdade, é um completo fortíssimo. Senão, metade do trabalho, parte da composição. Acho que parte dos atores trabalham com música na parte de criação e desenvolvimento do personagem pré-gravação e pós também. Eu também tenho essa ligação também. Então, quando eu comecei a escutar a trilha [sonora], eu falei que ela mostrou certinha a dimensão e profundidade que ia tomar [o enredo]. Dificilmente, eu pego uma cena e não assisto como telespectador normal. Na maioria das novelas, eu acabo tendo um olhar um pouco mais técnico para ver o que está rolando e poder melhorar, se for preciso. Nessa, a última coisa que eu estou vendo é técnica, a novela como ela é na realidade aqui para a gente. Eu estou assistindo como telespectador, às vezes me pego chorando com as cenas da Juliana [Paes – Maria da Paz]. Está genial, um novelão. Estou chocado! Cada cena, cada dia é uma surpresa. Eu estou muito feliz mesmo.

Reação do público

Você já está tendo respostas do público sobre o seu personagem?

Eu acho que a história em si começou agora. Ela começou a mostrar, mais ou menos, porque o Rock está jogando no relacionamento fake com a Josiane [Agatha Moreira]. Começou a ter uma repercussãozinha engraçada na internet, mas ainda falta muita coisa. A relação, as coisas que ele passa. O público está esperando também porque, desde o começo da novela, estão falando muito da relação do Rock com o Agnes [Malvino Salvador]. Eu comecei a fazer [gravar] alguma coisa nesse sentido de o Agnes começar a dar em cima, a dar indiretas para o Rock. Já fiz essas cenas com o Malvino. Então eu acho que agora que vai começar a dar uma movimentada e repercutir mais. Porque é o que foi falado, é o que o público está esperando. O povo gosta de assunto [risos].”

Como foram as gravações dessas cenas?

Eu assinei um contrato de confidencialidade [risos]. É assunto confidencial. É como eu falei, começou a ter alguma coisa de indiretas, as coisas começaram suaves. Ele [Agnes] foi dando indiretinhas, jogando uma palavrinha. É engraçado porque o Rock não sabe o que está rolando e fica sem graça e sem jeito, porque ele está pedindo patrocínio. Ele também não quer ser grosso com o cara. É isso que eu posso falar.”

A personalidade de Rock

Como você definiria o seu personagem? Ele tem um caráter duvidoso?

Eu acho que ele é um moleque muito bonzinho. Ele passa certas necessidades. Ele tem uma vontade de ser um lutador de boxe profissional, ele tem vontade de ser um Mike Tyson da vida, um Floyd Mayweather. Ele quer chegar no topo do esporte, só que não tem recurso para isso. A gente sabe que na vida real é mais ou menos assim que funciona. É muito difícil chegar em algum lugar sem recurso. Mas ele tem uma parada, que eu acho que é a mais interessante e serve para a maioria dos campeões, que é o combustível que as pessoas com condições não têm. Ele transforma todo o desprezo que recebe, toda a vontade, raiva e olhar de superior das outras pessoas, em combustível, queima e tem uma força descomunal. É mais ou menos assim: o campeão não quer ser campeão porque é campeão, ele é campeão porque precisa. O caso do Rock é mais ou menos assim, ele precisa ser campeão…”

“Ele quer chegar no topo do esporte”

“… Ele precisa tirar a família dele dessa situação, ele quer sair dessa situação. E para ter um patrocínio ele quase se humilha, ele fala na humildade. Fica uma coisa meio até que redundante no primeiro momento porque ele, realmente, precisa daquilo. Ele precisa de um dinheiro para se sustentar. Ele não está querendo dinheiro para comprar um relógio ou uma roupa. Ele só está querendo comprar um suplemento, treinar numa academia, contratar alguém para treinar ele melhor. Ele está querendo só um investimento. Então a ocasião faz o ladrão. Ele vê com a Josi a possibilidade da mãe dela [Maria da Paz], que tem umas condições boas, de dar um patrocínio. Então ele meio que acaba aceitando as maluquices dela, mas não é porque ele acha legal o que ela está fazendo. É porque ele não está tendo muita opção. Ele está precisando da grana e crescer. Ele gosta muito da Maria da Paz. É uma relação que a gente vê uma química da hora.”

Você acredita que as pessoas usam esse sonho do Rock para manipula-lo?

Eu consigo enxergar 60% ele sendo manipulado, mas ele não é totalmente trouxa. Ele é um cara que sabe qual é a da Josiane, ele joga com ela. Ele também tem uma malandragem, ele não quer nada sério com ele. Ele fala que vai fazer [o namoro falso], mas ele só quer o patrocínio. Ele não está pedindo mais nada [risos]. Eu chego e falo: ‘vamos ver como vou pedir patrocínio essa semana’. [risos]. Ele só pede o patrocínio, só quer o dinheirinho. Ele sabe jogar direitinho, mas tem pouca arma porque tem uma necessidade muito grande. Mas ele é um menino meio bobo e cai numa cilada.”

Cuidado com o corpo

Como você preparou o seu corpo para viver um personagem boxeador?  

Conversando um pouquinho antes [de iniciar as gravações] e me questionaram em relação a eu ser um lutador de boxe e fazer algo para ficar forte. Eu lembro até que respondi que a minha prioridade era outra. Mas, eu consegui pegar uma linha condutora até que relativamente rápida. Não dizendo que eu estava pronto desde o começo, mas eu estava pronto para iniciar. Eu tinha tempo para me preocupar com alguma coisa a mais e eu estava sentido falta de um corpo de boxeador. Eu tinha na época 80kg, eu estou com quase 90kg já. Isso ajuda porque eu me olho no espelho e vejo que estou mais forte, é um corpo diferente, é uma carcaça diferente. A roupa veste diferente, eu me sinto diferente. Então isso, para fazer um personagem diferente, está me ajudando bastante.”

A sua alimentação mudou?

Eu não consigo comer o que tenho que comer, é muita coisa. Dobrar a dieta, tem que começar quase 400g de proteína por refeição. É diferente. Eu comia na hora que tinha fome, agora eu sigo um horário para ter realmente esse ganho de massa.”

Novo estilo do Rock

O Rock vai aparecer com um novo visual nos próximos capítulos de A Dona do Pedaço. Como foi essa mudança?

Eu uso a touca em praticamente todas as cenas. O cabelo que eu estava antes das tranças, eu já usei em várias situações. Já usei todos os tipos de cabelo, o único que não usei foi a trança ou raspado. Então eu queria saber uma coisa diferente para me sentir diferente. Eu sou muito fã de Fórmula 1, de velocidade, e o Lewis Hamilton de vez em quando faz as tranças. Já tinha visto e achado legal. Então eu fale: ‘se entra no capacete, dá para fazer’. Porque eu corro no profissional de Kart, então todo mês eu estou com o capacete na cabeça durante uma hora.

Rock com novo visual ao lado de Vivi Guedes (Paolla Oliveira)
Rock com novo visual ao lado de Vivi Guedes (Paolla Oliveira), de A Dona do Pedaço (Foto: Reprodução/ Instagram)

Sotaque do Rock

Você é natural de São Paulo, mas o seu sotaque agora está mais forte. Essa característica foi reforçada por conta do personagem?

O meu sotaque é mais neutro. Isso torna ele um pouco mais neutro e muito próximo do que eu falo. Então eu pensei que dentro de São Paulo existem vários sotaques. Por mais que o meu personagem seja do Bixiga [bairro], e eu não sei exatamente como o pessoal do Bixiga fala, eu fui mais para o lado do ABC porque é uma família humilde. Quem disse que eles não estavam com uma casa invadida, sei lá, na década de 90 em Santo André, São Caetano ou em São Bernardo. Então eu trouxe um sotaque mais do ABC, que é um lugar que eu frequentava bastante e lá o sotaque é assim [mais carregado]. Eu fico um minuto ou dois minutos com o pessoal de cada lugar e pego o sotaque. O Dom Pedro foi assim. Eu fiquei 10 dias em Portugal e voltei fluente. Eu vou para a Bahia no Carnaval e meu pai fala: ‘você é baiano? Tá falando igual a baiano’. Eu fico muito vulnerável, absorvo muito rápido o sotaque. E foi uma opção mesmo falar um pouquinho [carregado] para sair um pouco do que é o Caio.”

A louca família do Rock

Como está sendo as gravações no núcleo da família do Rock?

É tudo doido. O tempo é doido, os diálogos são doidos. Parece que ninguém é família de ninguém, ninguém bate com as ideias. Todo mundo quer dinheiro, acho que a família vai por aí. Todo mundo está atrás de dinheiro. Toda fala o Rock pede um patrocínio, toda hora ele quer dinheiro. É muito gozado e uma lição, porque são metodologias diferentes. É uma aula! A minha mãe [Rosi Campos] é a Morgana do Castelo Rá-Tim-Bum, não dá para negar isso. Ela é parte da minha infância.”

A família de Rock recebendo Britney (Glamour Garcia) na rodoviária
A família de Rock recebendo Britney (Glamour Garcia) na rodoviária (Foto: Reprodução/ Globo)

Relação com a Britney

De todos os membros da família, o Rock é o que demonstra mais implicância com a Britney (Glamour Garcia), que passou por uma transição de gênero. Só que ele vai ter um relacionamento com o Agnes. Como você analisa essa situação?

Pode crer [risos]! Eu não tenho irmão trans, irmã trans. Eles foram criados até um tempo assim. Então eu acho que não é nem um preconceito, mas é tipo: ‘caramba! Foi menino e voltou menina!’. Deu só uma estranheza nesse sentido. Eu acho que ele não é preconceituoso. Eu poderia ter construído dessa maneira. Na família, ninguém foi preconceituoso com ela. Então, realmente, poderia ter um preconceituoso, que era tipo o Rock. Ele falar que é durão e tudo mais, metido a machinho. Ele poderia ser assim, mas eu deixei ver o que iria rolar na hora da cena, não estabeleci nada. Eu acho também que é uma característica que estou trazendo para essa novela. Na obra como um todo, eu estou deixando a coisa acontecer na hora. Antes, eu me apegava muito no meu estudo anterior. Eu chegava de casa muito pronto. Eu tinha uma cena na cabeça, já imaginando como a outra pessoa …”

“Eu acho que ele não é preconceituoso”

“… Eu gastava muito tempo estudando, vendo todas as possibilidades, um trabalho meio que de vidente. Eu tinha na cabeça umas três opções [de interpretação], e já fazia a minha em cima disso. Dificilmente mudava, eu me preparava para isso. Agora não. Agora eu estou sentindo na naturalidade, estou deixando a coisa acontecer, para eu me surpreender também nas falas. Então eu procuro ler muito batido os textos dos outros, sem interpretar, e já passo para o meu e venho com uma coisa decorada. Deixo o tom fluir na hora. Eu acho que com a Britney foi mais ou menos isso. Até quando a minha mãe [Dorotéia] pergunta: ‘e aí, cortou?’ Ele sai correndo, acha graça. O preconceituoso não foi isso, ele tomaria uma atitude totalmente diferente ou nem estaria ali no mesmo ressinto, na mesma sala. Eu acho que ele foi mais uma questão de: ‘caramba, meu irmão foi viajar e voltou irmã. Ele sentiu mais a mudança.”

Carreira

Você passou muito tempo vivendo personagens galãs e mulherengos. Agora você interpretando uma figura mais complexa Como você analisa sua carreira?

Eu trabalho aqui [na Globo] desde 2007. Nos cinco primeiros anos, eu não tinha muita opção, eu não sou de família rica. Eu tinha que tirar a minha família todo lugar em que estava, eu tinha que sair de lá. Adoro de onde vim, acho minha história ‘da hora para caramba’, mas eu não queria aqui para sempre. Eu precisava dar um jeito e o jeito era com o meu trampo. Então, nos primeiros anos, eu precisava ter uma base financeira melhor do que tinha. Eu fazia o que podia e, às vezes, fazia o que não podia. Depois de cinco anos, comecei a falar que não conseguia abraçar o mundo, que eu não sou robô e que eu precisava dar uma descansada. Descansei, entendi o que estava acontecendo com a minha carreira. Eu entendi que tinha uma carreira, não um trabalho apenas. Fiquei um ano fora [da TV] e pude avaliar o que gostava e o que eu não gostava. Quando voltei desse um ano, isso foi em 2013, eu fiz a minha segunda novela das oito [Amor à Vida].

Novo rumo na carreira

A sua carreira mudou após esse trabalho?

E a partir dali, consegui com muita clareza e saúde mental, perceber que mais do que eu ter uma carreira e um trabalho que me desse um retorno financeiro bom, eu tinha uma paixão que estava ascendendo, que era fazer bons personagens. Aquele último personagem [Michel] que eu fiz, era mais uma vez um estereótipo no qual me colocaram, que era de ser o galã que tinha mais de uma namorada. Eu queria fazer outras coisas, não queria ficar preso ali. É um lugar muito bacana, encarei ele da melhor forma possível, se tiver de fazê-lo de novo em outra hora, faço amarradão. Mas eu precisava de desafios e passar de fases. Eu estava jogando na mesma fase há algum tempo. Aí teve essa coisa de eu querer ficar um pouco fora. Poder respirar, poder tatear outras possibilidades dentro da minha carreira: fazer filme, série, apresentar outros programas, passear por outros canais e tudo mais. No caso da apresentação, foi na MTV. Porque se eu for fazer novela, eu vou fazer na melhor, né? [riso]…”

“Eu precisava de desafios e passar de fases”

“…Quando eu decidi ser dessa maneira, a empresa também entendeu qual era a minha vontade profissional e começaram a pensar com pouco mais de carinho e atenção nesse sentido: ‘pow, o cara está procurando isso. Vamos oferecer coisas legais e ver o que ele acha’. Começamos a conversar, houve um diálogo. Quanto mais desafio tinha, quanto mais diferente era, isso vinha me estimulando e motivando a aceitar esse tipo de personagem. Esse passo foi dado, exatamente, em I Love Paraisópolis [Grego, 2015], depois em Novo Mundo [Dom Pedro, 2017] e agora.”

Além de ator, você também é empresário. Você soube expandir as oportunidades que apareceram na sua vida. Como lidar com comentários que desmerecem a sua trajetória profissional?

Hoje eu tenho a vida que tenho, não é porque ne deram. Eu tive uma oportunidade muito boa, como também conheci muitas pessoas que tiveram oportunidades boas como as minhas. Mas eu vejo hoje, não poder ser melhor ou pior, que tive um pouco mais de paciência de saber aproveitar as oportunidades e, de repente, um pouco mais de pique. Enfim, não sei quais foram os reais motivos. Mas eu vi muita gente que teve as oportunidades que eu tive, mas não está aonde eu estou hoje. Cada caso é um caso, mas são oportunidades. Estava pronto para quando elas aparecerem.”

Reprise de Malhação no Viva

O canal Viva irá reprisar a temporada de Malhação que te lançou na teledramaturgia. Você vai querer rever esse trabalho?

Eu tenho uns DVDs até hoje, porque na época a tecnologia era totalmente outra não tinha nem WhatsApp. Tinha um menino que fazia uns DVDs para a gente, então a gente assistia do DVD. Se não assistisse na hora, tinha que esperar o DVD ficar pronto depois de um mês par assistir. Era tipo um esquema de locadora, muita doideira”.

Nathalia Dill, Caio Castro e Agatha Moreira na época de Malhação
Nathalia Dill, Caio Castro e Agatha Moreira na época de Malhação (Foto: Globo/ João Miguel Júnior)

Você costuma analisar seus trabalhos anteriores?

Eu fiz três anos de Malhação, mas no primeiro ano era muito complicado porque não sabia o que estava fazendo. Era muita informação ao mesmo tempo. Eu tinha que decorar o texto, tinha que saber o que era contracenar com alguém, tinha que me posicionar em uma luz e para a câmera. Já no segundo ano foi mais fácil, porque eu já tinha passado um ano inteiro tendo Mário Marcio [Bandarra, diretor-geral] que é tipo um professorzão. Me deram a oportunidade de fazer a história principal com a Sophie Charlotte. Era muita cena, de uma hora para a outra. Quando chegou na segunda temporada, eu já não era o protagonista, já tinha um papel mais solto, já era o veterano na galera do colégio. Eu lembro que assistia e achava muito legal porque eu já consegui brincar com os atores. Antes eu não conseguia brincar. A partir do segundo ano, as coisas foram ficando mais interessantes. Comecei a dominar mais as técnicas de TV e a poder focar mais no desenvolvimento artístico.”

Balanço da carreira

Qual o balanço que você faz da sua carreira?

O balanço é 100% de aproveitamento, apesar de não ser 100% de glória e momentos bons. Tiveram momentos difíceis, de desgaste mental, de frustração em investimentos que, de repente, não tiveram o retorno que eu imaginei. Isso não financeiramente em um empreendimento, mas no todo, investimento de tempo mesmo. De repente, eu investir em alguma coisa e aquilo não voltar da maneira que eu esperava. Investir algumas coisas também no meu tempo e voltar muito melhor.”

Sucesso nas redes sociais

O seu perfil no Instagram é um sucesso absoluto e muitos trabalhos aparecerem por lá também? O retorno dos patrocinadores na plataforma é positivo?

Isso é maravilhoso, muito bom. A minha família fica muito contente e agradecida. Existem duas linhas: a minha linha espiritual e a linha mental. A minha linha espiritual não condiz com nada do que eu tenho, com nada do que eu trabalho. A questão é outra, eu não vejo. Não é para tatear a minha linha espiritual. Em contrapartida, para eu poder ter essa paz. Eu preciso de um equilíbrio, eu sou pessoa, estou dentro de um corpo, eu preciso ter a minha paz mental. É o ambiente aonde eu vivo, são as pessoas que eu me relaciono, é o meu conforto, o conforto que eu posso proporcionar para a minha família. Então a minha linha mental e espiritual tem que andar em equilíbrio. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas uma coisa não fica sem a outra.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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