Deborah Evelyn no lançamento de A Dona do Pedaço (Divulgação/TV Globo).

De volta à TV, a atriz Deborah Evelyn está no elenco de A Dona do Pedaço, próxima novela das nove da TV Globo, que irá substituir O Sétimo Guardião. Na trama escrita por Walcyr Carrasco, ela será Lyris a mulher ninfomaníaca de Agno (Malvino Salvador). Ela é apaixonada pelo seu marido, mas depois de vinte anos de casados, os dois passam por uma crise.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Deborah falou sobre seu personagem e ainda revelou detalhes de como está sendo viver Lyris. Confira:

Nos conte um pouco sobre sua personagem?

“A Lyris é um personagem maravilhoso. Ela é muito rica, casada com o personagem do Malvino Salvador. Na primeira fase que a gente participa que é a segunda da novela, eles são mais ou menos recém-casados. E na terceira fase eles já estão há vinte anos casados. É a história deles, mas o que para mim está sendo muito interessante é que está tendo uma veia humorística. Para mim que sempre fiz personagens densos, ou vilãs, é bastante diferente. É uma delícia trabalhar com o Malvino, é uma delícia trabalhar com a Amora que eu admiro e com o Walcyr que tem um texto incrível.”

Ninfomaníaca

O Malvino contou que ela é um pouco ninfomaníaca, é verdade?

“Ela é um pouco ninfomaníaca, está sendo divertidíssimo. Imagina ser ninfomaníaca com o Malvino? Não é difícil não, gente. É legal fazer coisas bem distantes da gente, universos distantes, porque fazer nós mesmos para que? Eu descanso de mim, a Deborah tem um descanso porque às vezes a Deborah me cansa. Mas pensa, é maravilhoso, vou ficar oito meses agarrando o Malvino.”

Em que momento você se sente a dona do pedaço?

“Para mim quando eu estou na minha casa, rodeada da minha família e a gente está tendo um almoço que dure seis horas, que a gente fica lá rindo e conversando… Eu me sinto a dona do pedaço.”

Como é fazer essa personagem um pouco mais leve, diferente das suas últimas?

“Tudo que a gente já gravou, a gente realmente ri muito. Outro dia ficamos gravando até duas da manhã, eu e o Malvino, uma cena que ela tenta agarrar ele no carro e é hilário. É muito bom, muito bem escrito. Uma das coisas boas da nossa profissão é variar.”

Carreira

Qual foi o maior ensinamento que você tirou desse tempo de carreira?

“Olha, eu acho que é que cada trabalho, é um novo trabalho e a gente tem que fazer com a maior humildade. O meu melhor, não quero dizer que vai ser o melhor, mas sim o meu melhor. Eu gosto de fazer isso em todos os meus trabalhos e tentar ser o mais delicada e interessante com todos com quem eu trabalho. Porque ajuda o trabalho ficar melhor. É muito tempo, então se não for um ambiente bom, imagina?”

Como foi educar uma filha em uma sociedade tão machista?

“Pois é, eu acho que uma das coisas tão boas dessa novela, primeiro é ter essa protagonista que é a Maria da Paz (Juliana Paes). Além de ser a protagonista, tem o fato de ser uma protagonista linda. Eu já vi e é linda mesmo, com o empenho, uma delicadeza e uma profundidade linda mesmo.

É bom estar fazendo isso, porque a gente está vivendo um momento em que no mundo, por um lado está tendo um empoderamento da mulher, que está conseguindo se colocar mais e falar mais. Não só as mulheres, mas os negros, os gays e as minorias. Mas tem o outro lado de um encaretamento, de uma direitização no mundo, que temos que lutar contra isso. E eu adoro ser mulher, nunca tive nenhum problema.

Filha

A capacidade mesmo de engravidar, nenhum homem nunca vai entender isso no mundo. Mesmo que tenha mulheres que não queiram, não importa, é indescritível. Dessas coisas que você só sabe quando você passa. Então quando eu tive uma filha mulher, eu achei a coisa mais linda. Nunca me passou pela cabeça a vontade de ao invés dela ter tido um filho homem, apesar de ter que batalhar, mas que bom que eu coloquei uma filha mulher no mundo para batalhar.”

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