João, Janaína e Jerônimo da novela Verão 90
João, Janaína e Jerônimo da novela Verão 90 (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Com Verão 90 caminhando para sua reta final, a grande curiosidade dos telespectadores está no futuro de Jerônimo (Jesuíta Barbosa), que vem aprontando desde o início da trama para conquistar seus objetivos. Filho da guerreira Janaína (Dira Paes), o rapaz desprezou a própria família e motivou a prisão do seu inocente irmão João (Rafa Vitti), no caso da morte da VJ Nicole (Bárbara França).

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Dira Paes comentou sobre uma possível regeneração do vilão. Para ela, sua personagem tem esperança de que Rojê se torne uma pessoa boa: “Eu acho que ela tentou tirar o filho do coração, só que é impossível”.

Ao longo da conversa, a atriz também falou sobre maternidade, relação com os filhos na vida real, feminismo e trajetória profissional. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Como você enxerga a Janaína?

Eu acho que Janaína construiu um caminho com foco. E até o próprio desajuste que ela encontra com o filho Jerônimo fortaleceu, deu mais garra. Quase uma inversão de valores. Enquanto o Jerônimo luta de maneira escusa para conseguir o que quer, por outro lado, a Janaína dá o exemplo de que, sem passar ninguém para trás, ela conseguiu chegar aonde chegou. Então eu tenho muito orgulho desse lado da personagem”.

Proteção

Apesar de todas as armações que o Jerônimo já aprontou, você acha que a Janaína o protege?

Eu não usaria a palavra protege. Eu acho que ela tentou tirar o filho do coração, só que é impossível. Ela sempre acaba tendo a esperança de conseguir reverter isso. De certa maneira, eu acho que ela se sente na obrigação de tentar, como se a única pessoa, a única esperança de reverter o filho desse olhar que ele tem para o estelionato. Vemos que muita gente tem esse comportamento por prazer. E eu, Dira, começo a desconfiar, olhando a novela, que existe um certo prazer no Jerônimo em enganar, em se dar bem, em passar por cima das pessoas.

Então eu acho que isso é a grande trama da Janaína por trás do personagem. É como encarar a vida com dois filhos tão diferentes. Tendo dado a mesma criação, o mesmo amor e você se encontrar numa situação onde seu coração está absolutamente dilacerado e divertido entre: um filho que é dos sonhos e o filho que é dos pesadelos”.

Carinho

Você acha que o Jerônimo pode ser regenerado?

Essa é a grande pergunta da novela, porque ele engana a Janaína. Ele, de certa maneira, a envolve novamente. Tem até um momento em que ela fala para ele: ‘eu vou descansar a minha cabeça no travesseiro porque eu sei que amanhã vou levantar e vou estar no lado de pessoas que me amam de verdade, não nessa solidão que você se encontra’. Então eu acho que esse caminho que ele escolheu é de muita solidão. E a solidão dói e vai matando aos poucos. Eu acho que mesmo o Jerônimo sendo essa pedra insensível em vários momentos, ele sente falta (de amor). Foi muito bonito ver a família, quase, cedendo de novo ao um amor que vem da raiz, de berço”.

Se o Jerônimo for preso na reta final de Verão 90, a Janaína visita ele na cadeia?

Se o Jerônimo for preso com certeza a Janaína vai levar comida para ele e os agentes penitenciários para tratarem bem o filho dela. Passando pela humilhação de serem examinadas. A gente sabe que essas mulheres são obrigadas a levar celular, drogas dentro de si. Muitas mulheres são indiciadas por serem atravessadoras. Na verdade, elas fazem isso para que seus filhos não sejam espancados dentro da cadeia. A gente sabe como funciona. E é uma ótima reflexão para todos os homens verem grande diferença de comportamento de gênero: vá num domingo na frente de uma prisão feminina vê se tem algum homem lá para falar com suas mulheres; e vá numa frente de prisão masculina e veja a quantidade de mulheres. Esse é um ótimo exemplo”.

Público

O que você mais ouve do público em relação a sua personagem?

As pessoas são muito carinhosas comigo. Falam que gostam muito da Janaína com seu jeito. Adoraram o doce de leite, teve uma repercussão incrível nas ruas. Eu achei muito bacana como o público se divertiu com um olhar tão particular com uma referência de um acontecimento do final da década de 80 para 90. Comentam que adoram os meus looks, meus vestidos e perguntam muito dos meninos. É engraçado porque a trama dos meninos é muito forte. E agora estão querendo saber como vai ser a relação dela com o Raimundo”.

Janaína e Raimundo em Verão 90
Janaína e Raimundo em Verão 90 (Reprodução/TV Globo).

E como será essa relação com o Raimundo (Flávio Tolezani)?

É bonito o momento em que Janaína consegue olhar o Raimundo não como amigo, mas como homem. Vai ter um momento sim em que ela olha para o Raimundo e fala: ‘estou achando você diferente’ (riso). E ele não está diferente, é que ela abre uma brecha para que ele tenha uma chance com ela de fato”.

A ascensão de Janaína

A Mercedes (Totia Meireles) não aceita a ascensão social e o sucesso da Janaína, que vem de uma origem simples. Como estão sendo esses embates?

Ela tinha uma vida simples em Armação, mas uma vida equilibrada. Ela elegeu a praia como quintal. Ela tinha um cotidiano simples por opção. Eu tenho várias amigas que estão mudando para o interior, fazendo o contrário da Janaína. E a Janaína veio para o Rio por causa dos filhos. Eu conheço muitas amigas que estão voltando para o interior para essa vida mais simples, mais econômica, mais controlada, de certa maneira menos violenta. Então a Janaína tem muito a ver com a mulher brasileira que dá um jeito em tudo. Consegue, através das suas habilidades, sempre dar um jeitinho. Eu vejo isso com as manicures. Você tem um salário de manicure, mas você tem que ter sua clientela por fora. Esse é um jogo de cintura da mulher brasileira de se equilibrar.

Quando ela enfrenta a Mercedes. Aliás, minha grande parceira de enfrentamento. A gente tem esse encontro maravilhoso de novo aqui na novela. Eu sinto que, na verdade, as mulheres se identificam porque é vencer contra o preconceito, vencer contra uma hierarquia de classes. Por que uma pessoa que tenha mais dinheiro pode olhar de cima para baixo outra só pelo fato de não ter a mesma conta bancária? Isso acabou! E cafona até, alguém que se sinta melhor do que o outro porque tem uma condição financeira melhor”.

Independência financeira

Você considera a Janaína precursora dessa mulher contemporânea que luta pela sua independência financeira?

“Acho que ela ensina também para o público uma precursora um pouco dessa mulher. Nós estamos falando dos anos 90 e 30 anos depois, essa mulher contemporânea está estabelecendo esses valores. Eu brinco que é a mãe, mulher e amiga: a mãe, pessoa dentro de casa; a mulher, como mulher e seus amores; e essa pessoa que tem um trabalho e dá conta dessas três vertentes fundamentais na vida de uma mulher. Como equilibrar isso? Como sair para trabalhar e não se sentir culpada de deixar seu filho de três anos com outra pessoas para que você venha fazer cenas? Como se livrar da culpa de não dar conta de tudo? E afirmar para sim mesma: ‘dessa vez eu não tentei, mas vou tentar’.

É um desafio muito grande e que não tem a ver só com o Brasil. A nova condição feminina é uma pauta mundial, é uma pauta dos países de primeiro mundo aos países de terceiro mundo. É uma condição que nós mesmas estamos entendendo cada vez mais. E por estarmos entendendo, estamos conseguindo agir da melhor forma, que é criando políticas para que a diferença entre gêneros seja cada vez menor”.

Janaína vendendo quentinha na novela Verão 90
Janaína vendendo quentinha na novela Verão 90 (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

A Janaína é feminista?

“A Janaína é uma feminista. Quando ela é pedida em casamento pelo Herculano, ela fala: ‘mas agora que eu estou com a minha vida estabelecida, meus filhos grandes e eu sou livre. A gente não pode namorar?’. É essa nova mulher que fala: ‘nunca precisei de um homem para cuidar de mim, sempre me cuidei sozinha’. Esse novo conceito de falar de amor entre homem e mulher é que está trazendo essa mulher contemporânea na Janaína”.

Mãe na vida real e desafios da maternidade

Na vida real você é mãe de crianças bem pequenas ainda. Já na trama, você lida com dois rapazes já adultos. Como é viver com esses dois universos de fases tão diferentes?

Eu sou aquela atrasadinha (risos), comecei tarde (a ter filhos). É uma experiência toda vez que eu vejo meus filhos brigando, eu falo: ‘pelo amor de Deus, isso é na novela. Aqui eu não quero isso’ (risos). O de três anos se acha na mesma idade do de 11. Como tenho dois filhos homens, eu sempre reflito muito sobre essa dor que é você ter dois filhos brigados. Eu conheço algumas mães que vivem essa situação e é uma coisa que adoece a família inteira um pouco.

O Martin tem três anos e não tem noção disso, mas eu sempre tento ponderar com o Inácio a importância da família, da união, da referência e de você saber reconhecer quando está feliz e quando não está. É importante a gente estimular os filhos a verbalizarem os seus sentimentos. O menino, de certa maneira, tem tendência a não verbalizar – não é que seja uma regra. Mas na minha casa eu puxo tudo. Eu fico tentando, de alguma maneira, sempre entender o que está passando pela cabeça deles”.

Mãe

Você se considera uma mãezona?

Eu sou uma mãezona. E tento, de certa maneira, ter um domínio, porque eu tenho que ausentar para trabalhar fora de casa, do que está acontecendo quando não estou em casa. Quando não estou em casa, eu sei o que eles comeram, eu sei os horários. Então eu vou fazendo aquela checagem de longe. E sempre tentando doar o melhor de mim e não uma mãe com o que o público conhece da Dira. A Dira é normal em casa, faz a comida e que quando está relaxando no sofá, o filho pede uma omelete e vai para a cozinha bater uma omelete com o maior amor, mesmo cansada. Então tem a vida cotidiana que faz com que eles tenham uma referência de amor mesmo”.

Relação com a mãe

Como é relação com sua mãe? Vocês passaram juntas o Dia das Mães

Minha mãe querida teve aqui durante o mês do aniversário dela, agora ela está lá em Belém. Eu não vou pude ir para Belém porque estava trabalhando. A gente tem uma conexão e gosto muito dessas datas. Eu falei isso até no Altas Horas, para mim essa é uma data para a gente reafirmar o amor, não fazer como se fosse uma novidade, uma lembrança. Não, é mais um dia que você reafirma o amor. Mas eu gosto de celebrar sempre, não me atenho às datas comemorativas. Agora, o Dia das Mães realmente é especial, porque a nossa sociedade é matriarcal. Por mais que a mulher ainda não tenha alcançado um nível de igualdade e oportunidade, nós somos o alicerce da família brasileira em todos os níveis.

Para dar um exemplo disso, na última campanha de Natal que eu fiz para o Complexo do Alemão, tinha reunido na quadra da Imperatriz Leopoldinense (escolha de samba) 600 crianças, praticamente, acompanhadas por mulheres, por avós ou por mães. Eu estou falando isso porque o meu marido fez uma foto da fila e nessa foto você consegue olhar 600 crianças. Era maciçamente as mulheres dando as mãos às crianças para receberem seus presentes.

Isso me impressionou e esse é o retrato da família brasileira. Agora desdizendo um pouco o que eu disse, eu acho que o Dia da Mães é um dia da mulher. Reafirmando todo os valores que a gente quer conquistar, é um dia a ser celebrado pela força mesmo, da coragem, da guerreira, da disposta. Nós temos que estar dispostas e isso não é pouca coisa, é muita coisa”.

Dira Paes passeando com sua família
Dira Paes passeando com sua família (Foto: Daniel Delmiro/ AGNews)

Criação dos filhos

Como é criar dois meninos em uma sociedade machista? Uma sociedade que diz que menino não chora…

Isso está ficando realmente no passado. Eu posso falar mais sobre o Inácio. Nessa construção de dois filhos homens, eu tenho aprendido tanto com ele. Uma criança de 11 anos que tem um pouquinho mais de acesso a olhar esclarecedor sobre a diferença de gêneros ou sobre a igualdade de oportunidade de gêneros, isso já está impregnado no Inácio. O Inácio não é um garoto machista porque no âmbito da convivência dele, desde dentro de casa e entre as pessoas, o machismo já é uma situação retrógrada. Mas ele convive com o cotidiano machista. Por exemplo, ele está usando um cabelo mais comprido e falou: ‘mãe, eu tenho observado que muitas vezes as pessoas olham para mim como se eu fosse diferente’.

Às vezes alguém fala que é um menino de cabelo comprido e ele fala: ‘isso é uma bobagem, né mãe?’, porque qualquer pessoa pode ter cabelo comprido. Eu percebi que isso é uma coisa pequena, mas um exemplo para o resto da vida. Então ele está experimentando sair da normatividade, como usar um cabelo comprido afeta as pessoas, muda o olhar e como você se comporta diante de um olhar diferenciado. Eu estou gostando porque ele está mantendo uma coisa que ele gosta, que é ter um cabelo comprido. Mas para ele está sendo um exemplo de valor do que todo mundo pode ter. É o valor da igualdade de gênero”.

Arquivo Confidencial

Como foi ver o depoimento do Inácio no Arquivo Confidencial, do programa Domingão do Faustão?

O Inácio é muito comunicativo quando se sente à vontade, às vezes ele fica tímido. Ele me impressionou no Faustão pelo jeito tão coerente como ele me explicou para o público e como falou da nossa relação. É tão bom também quando você vê seu filho longe do seu contexto porque você tem um olhar mais profundo e inusitado sobre o seu filho. Você está ali como observadora”.

Nos últimos tempos, as mulheres estão tendo mais coragem para falar sobre situações mais dura da maternidade. O que você pode dizer sobre isso?

Quando eu estava em Belém, minhas sobrinhas grávidas, e falei justamente sobre amamentação. Porque a amamentação é tão fundamental na criação de uma criança que não falamos da dificuldade que é fazer a pega do peito, o ressecamento do bico do peito, que muitas vezes acontece. E é um momento em que a mulher vai com muita expectativa porque é o grande encontro entre mãe e filho. Mas é mais um momento de você fazer um órgão do seu corpo funcionar. Então ele também vai entrando num processo de formação e que você ajuda. Esse é um exemplo só. Eu amamentei mais do que devia, não sou um exemplo porque fiz essa raspinha de tacho e queria aproveitar até o último momento (riso)”.

Amamentação

Quando você parou de amamentar?

“Eu consegui parar, coloquei um band-aid. No aniversário de três anos, eu tirei o peito, chupeta, foi tudo de uma vez e deu super certo. Com gravidez cada uma tem a sua história, o seu histórico durante a gestação inteira. Não é uma coisa ruim. Eu diria, por exemplo, para as pessoas que ficam com medo do corpo que todas essas questões são secundárias a saúde. A saúde é muito importante para a mulher durante a gravidez. Então as mães que se preocupam com o peso, pode se preocupar com o peso de tiver com as taxas alteradas. A saúde na gravidez está na felicidade, no prazer, é um momento em que você pode se atracar com um bolo de chocolate sem culpa. Outro dia, eu vi uma foto da Tatá (Werneck) com uma roupa do Rafa (Vitti) e eu pensei assim: ‘gente, a melhor roupa que tem é a do marido durante a gravidez’. Então nessas pequenas lembranças e atos que não seriam (saudáveis), tem que ter cuidado até o momento da saúde. A mulher merece um prazer durante a gravidez porque ela vai ter que se preparar para o momento da dor, o momento da recuperação, e recupera (o corpo). A natureza tem essa perfeição, a gente tem que respeitar. Agora não é um mar de flores, tem o seu momento físico da transformação”.

Carreira

Você sofreu durante sua trajetória profissional para conseguir chegar aonde está?

Eu preciso falar isso. Os meus personagens são muito batalhadores, são geralmente, em sua maioria, pessoas que sofreram para vencer e alcançar. São os meus personagens. Eu, Dira, tive uma sorte imensa. Eu fiz o meu primeiro filme (A Floresta das Esmeraldas, 1985) internacional que me deu uma independência financeira. Um filme em que qualquer lugar que eu vá, vai ter uma referência porque ele é uma superprodução da Embassy Pictures. Isso me deu aos 15 anos uma autonomia que eu podia optar em vir para o Rio de Janeiro.

Eu tive sorte e sempre batalhei por isso, nunca fui acomodada. Não parei de estudar, não parei de me formar. Mas eu não posso deixar falar que eu sofri, porque eu conheço gente que sofreu. Me comparando a várias pessoas, eu sofri pouco. Por exemplo, eu fiz 20 anos de cinema sem fazer televisão porque eu não vinha aqui. Eu tinha o meu nicho de trabalho. E eu não estava sofrendo porque não fazia televisão. Ao contrário, eu tinha achado o meu lugar. E foi um lugar que realmente deu alicerce para minha carreira inteira, que é o cinema”.

Dira Paes como a personagem Norminha, de Caminho das Índias
Dira Paes como a personagem Norminha, de Caminho das Índias (Foto: Divulgação/TV Globo)

Jornada profissional

O que você aprendeu e leva para vida dessa sua jornada profissional?

É uma boa pergunta, mas para ainda quem está no processo. Por quê? Parece assim, que passados 30 anos você tem uma carreira estabelecida. Sim! Eu tenho vários filmes, uma carreira potente na televisão, no teatro eu tive menos oportunidade, disponibilidade de tempo e de projetos. Mas sempre que tive foram muitos prazerosos. Mas a máscara da gente vai transformando. E a máscara da mulher é muito mais transformadora, então eu também estou me adequando para o que vai vir para mim nos próximos 20 anos.

Eu também estou me programando para novas fases, novas demandas, novos personagens. Como agora, por exemplo, essa leva de personagens onde sempre tem uma relação de matriarcado. O que eu posso dizer é que é preciso ter serenidade quando recebe os nãos. Você precisa manter sua autoestima independente do que as pessoas falem ou achem de você. As pessoas falam que a Dira sempre faz a mãe. Depois eu falei que é gente que não conhece a minha carreira, tudo bem. Gente que não viu, por exemplo, a Norminha (Caminho das índias, 2009) que não tinha nada de mãe.

São pessoas que viram Salve Jorge (Lucimar, 2012) e essa novela (Verão 90). E isso não me incomoda porque eu tenho uma noção. Tem um olhar que eu acho que diria as pessoas ao longo dessa caminhada: o que deixa forte uma pessoa é a autoestima bem resolvida. Autoestima não é uma qualidade é uma necessidade para acordar todo os dias de manhã e encarar a vida”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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