Carlos Araújo
Carlos Araújo (Divulgação/ TV Globo)

Com longa trajetória na Globo, iniciada em 1990 em Barriga de Aluguel, Carlos Araujo é um dos diretores da nova temporada de Malhação. O profissional assinou mais recentemente a direção de novelas como I Love Paraisópolis (2015) e Meu Pedacinho de Chão (2014), e da minissérie Queridos Amigos (2008).

Seu mais recente trabalho na Globo foi a supersérie Os Dias Eram Assim (2017), que marcou sua estreia como diretor artístico, e, anteriormente, a novela Velho Chico (2016). Leia abaixo um bate papo com ele, que contou sobre sua experiência em Malhação.

É a sua primeira vez em Malhação. Como está sendo essa experiência?

Malhação tem um olhar diferente na dramaturgia da TV pela linguagem jovem, contemporânea. É instigante escalar um elenco em que boa parte dos protagonistas não tem uma referência anterior na TV. Para mim, isso foi o mais desafiador nesse trabalho até agora. Está sendo uma experiência muito rica, estou adorando e sinto vontade de repetir mais vezes.

Em sua opinião, qual o diferencial dessa temporada?

São muitos os diferenciais. Em Toda Forma de Amar temos um elenco adulto forte, a relação familiar é mais presente. Além da tradicional escola, temos também a faculdade. Eu costumo dizer que é uma Malhação com menos uniforme. A intenção é mostrar a vida dos jovens não somente dentro da escola, mas na vida de uma forma geral, tratando de temas bem atuais.

Conceito da direção

Essa temporada conta histórias movidas pelo amor. Como é o conceito da direção na abordagem desse tema?

Existe algo muito generoso que é você poder olhar, ouvir, se doar e receber isso de volta do outro. Esse entendimento fez com que a gente montasse o próprio critério de escalação, de olhar fundo para os atores que iriam contar essa história,personificando as figuras que foram desenvolvidas pelo Emanuel Jacobina. É o amor que vai mover toda a ação na trama. As atitudes, as consequências, tudo será em nome desse sentimento maior da vida que é o amor. É uma dramaturgia que busca muito o humano. Os lados vulneráveis, heroicos, os sonhos, o amor da forma mais simples. Um amor à vida, ao nascimento, ao respeito. É uma história de convívio humano. É complexo, mas poderoso e de muito valor.

Quais são os cuidados mais importantes ao escalar novos talentos?

Precisa ter muito feeling. Eu procurei me perceber muito e olhar de uma forma distanciada para os atores que estavam ali no processo de testes. Foi um período longo de percepção de quem preencheria o universo que criamos para contar essa história. O que decidiu a escalação foram as diferenças, os detalhes. Até o lado frágil. Muitas vezes, você pode olhar e ver que aquele ator não está tão bem no momento, mas tem um potencial enorme para contar a história do personagem. E foi esse o caminho que a gente trilhou com muita paciência e dedicação durante todo o processo. Criamos um grupo muito potente, mágico e bonito.

Trilha Sonora

Essa temporada tem bastante música. O que você pode adiantar da trilha sonora?

A trilha sonora é um dos elementos principais no universo da Malhação. Para falar sobre toda forma de amar, pensamos em uma amplitude em relação à trilha. Vamos mostrar os movimentos jovens do funk e do rap, mas também temos a própria dramaturgia a ser narrada e pontuada pela trilha. Selecionamos um repertório amplo, que deve agradar a diversos gostos. Abrimos o leque, escutamos e pesquisamos todo tipo de música. Teremos muitas surpresas, canções tradicionais, outras contemporâneas e lançamentos. A música de abertura, uma releitura de Paula e Bebeto, de Milton Nascimento, na voz dele e da cantora Iza, é uma síntese do que vai ser a nossa trilha.

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