Atriz Andreia Horta (Reprodução).
Atriz Andreia Horta (Reprodução)

Após ter vivido Elis Regina nas telas do cinema em 2015, Andreia Horta retorna à TV na pele da cantora em Elis – Viver é Melhor que Sonhar. A minissérie estreia na Globo no dia 08 de janeiro e será exibida em quatro capítulos.

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A produção mesclará cenas da cinebiografia Elis com material documental e inéditas imagens de ficção. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Andreia Horta conversou sobre a minissérie.

Segundo a artista, a ideia de interpretar Elis após três anos não lhe agradou de imediato. “Eu achei que a missão já tinha sido concluída”, explicou. A atriz também destacou como a história da cantora enriqueceu sua vida: “Foi um divisor na minha carreira”.

Elis – Viver é Melhor que Sonhar é dirigida por Hugo Prata. O roteiro é assinado por George Moura, Luiz Bolognesi, Vera Egito e Hugo Para.

Ao longo do bate-papo, Andreia ainda falou sobre novos projetos. Em 2019, ela estará no comando de um programa, em uma novela e em um filme. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

A minissérie

Por que você ficou com dúvida se deveria aceitar o convite para a série?

Porque eu achei que a missão já tinha sido concluída. Afinal de contas, já faziam três anos. Nós filmamos em 2015. E voltar não é simplesmente voltar. É sala de ensaio de novo, todo um trabalho. Mas depois eu entendi que não, que tinha mesmo (material para produzir) e mudei de ideia rapidinho.

Como foi a caracterização? Você precisar mudar o cabelo?

Não. A gente usou peruca. Aliás, no filme o único cabelo que eu uso é o curto. Eu estava com aquele cabelo. A fase jovem, mais velha era tudo com peruca.

Qual a importância de a série estrear logo no início de 2019?

A Elis chega no Brasil em 64 e morre em 82. Toda a trajetória artística dela se deu no período da Ditadura Militar. Logo, era preciso naquele momento muito pensar sobre o que responder. Voltamos a isso.

Acho que é da mais alta importância. Primeiro porque é o mês em que a Elis faleceu. Ela faleceu em 17 de janeiro de 82. É um mês em que o Brasil começa a ter um novo capítulo e ter a Elis dizendo as coisas que ela está dizendo, eu acho da mais alta importância.

O que você acrescentou na sua vida do universo de Elis Regina?

A coragem de ser quem eu sou. O entendimento de que se a gente não for quem a gente é, a gente vai ser quem? Acho que a Elis recusou desde sempre se encaixar em qualquer coisa que não fosse fiel e honesta com ela mesma. Acho que isso foi um dos maiores aprendizados que ficaram para mim.

O filme

O que vem de lembrança quando você rever as cenas do filme?

Eu me arrepio inteira. Vem muita coisa, não conseguiria resumir em poucas palavras. Vem uma admiração infinita, uma gratidão muito grande pelo o universo ter me permito realizar uma coisa que era, realmente, um dos maiores sonhos da minha vida.

Qual foi a cena mais difícil de gravar?

A morte, certamente.

Interpretar Elis Regina foi um divisor de águas na sua carreira?

Com certeza! Foi um divisor na minha carreira, claro. Principalmente, foi um divisor em mim como atriz, independente do que resulta a carreira. A carreira é para quem vê, e quem vê sempre tem os próprios julgamentos.

Isso é uma coisa que a gente nunca pode controlar e dar ponta. Logo, não é uma coisa da qual eu me ocupo muito. Agora, eu me ocupo muito do que vou fazer. Antes de dizer ‘sim’: o que eu vou fazer? O que o personagem pode me trazer? Eu quero experimentar isso em mim. É uma questão muito pessoal.

Projetos para 2019

Além da série, você tem outros projetos para 2019?

Tem a segunda temporada do meu programa no canal Brasil, País do Cinema, um filme e tem uma novela. Está ótimo!

Pode dar detalhes sobre a novela e o filme?

A novela é Nos Tempos do Imperador, da Teresa Falcão. O filme eu não posso falar ainda.

Andreia Horta como apresentadora

Como está sendo a experiência de apresentar um programa no canal Brasil?

Maravilhoso. Foi muito rico ter que assistir os filmes, que eu já tinha visto, com um olhar para conversar com os realizadores. Alarga muito a visão. Você está olhando direção de arte, fotografia, roteiro, direção.

Conversei com os realizadores, com a galera que está fazendo o primeiro filme, com a galera da nossa geração e de uma geração posterior. Conversei com diretores como Julio Bressane, Sergio Rezende e diretores que estão fazendo o primeiro filme. Então foi uma experiência muito maravilhosa.

Você sentiu vontade de dirigir um projeto futuro?

Dirigir ator é uma coisa que eu tenho vontade. Agora, dirigir um todo eu acho que ainda não.

Você e Fabíula Nascimento conversaram sobre o programa?

Sim! A Fabíula é muita minha amiga. Eu fui a última entrevistada da segunda temporada, eu e o Hugo. Foi o último programa da temporada que ele apresentou. Por conta de Segundo Sol, ela não pôde continuar e teve essa passada de bastão.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano 

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