Mariana Santos
Mariana Santos (Divulgação/ TV Globo)

A atriz Mariana Santos se prepara para estrear mais uma temporada do Amor & Sexo.  A 10º edição da atração que continua sob o comando de Fernanda Lima também traz em seu elenco também o humorista Eduardo Steblet. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Mariana afirma sobre tabus, aprendizados com o programa, tipos de relacionamentos e ainda revela que nunca se importou com problemas estéticos. Confira: 

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Aprendizados com Amor & Sexo  

 “Eu amadureci muito fazendo o programa, aprendi com cada tema coisas que eu não sabia e que eram corriqueiras. Eu achava que eu era mente aberta e que todo mundo tinha a minha cabeça também, depois eu vi que não é assim. Estamos em constante mudanças.” 

Quebra de tabus

“Eu acho que eu não existe um papel definido ao longo das temporadas. A gente foi meio que definindo sem querer os nossos papeis. Eu sempre fui uma mulher muito livre, sem medo de falar de experiências e de vida pessoal. Sou livre para brincar e eu sempre fui assim, mas eu amadureci no sentido politico da coisa.

O Amor & Sexo ficou muito poderoso, nesse sentido de não só a piada pela piada. O humor é uma ferramenta muito poderosa que a gente tem para chamar as pessoa para um tema e você aprende com àquilo. Você fala uma coisa super séria fazendo uma piada e as pessoas estão ali rindo e aprendendo.”  

Desenvoltura e propriedade com os temas abordados

“A gente tem que ser assim, claro que a gente não pode perder a espontaneidade. Eu sei os temas que serão abordados mas não gosto de saber as perguntas que vão fazer nem ler roteiro. É improviso total. Estamos jogando, eu sou a Mariana mas também sou a personagem brincando com àquilo. É um exercício maravilhoso para se informar.” 

Maturidade e lições para a vida

“Foram temporadas muito politizadas. A gente falou muito de feminismo e feminismo negro. Eu escutava e falava: ‘Que mulheres inteligentes’. São pessoas legais e que fazem a diferença com humor e liberdade. Eu sempre aprendo e fiquei mais senhora de mim mesma. Tem a coisa da vaidade também, acho que a mulher quando fica mais velha fica com menos vergonha.”

Sexo e liberdade

“Nunca tive muita vergonha mas depois dos quarenta a gente fica liberta de tanta bobagem. Essa coisa de sexo tântrico eu fiquei encantada. A Regina Navarro prega isso que a gente tem que abrir a relação. A gente pode fazer muitas coisas como ter uma relação de fachada e ser muito feliz. Existe espaço para todos os tipos de relação. Temos que respeitar cada vez mais as pessoas e as diferenças todas.”  

Autoestima

“Me sinto melhor mais velha. Eu acho que estou mais bonita.  Eu escutei uma antropóloga dizendo que  95% das mulheres não estão satisfeitas consigo mesma e querem mudar algo, e as adolescentes principalmente. Quando eu era adolescente eu tinha a cara cheia de espinhas e me achava o máximo. Eu pegava os caras no tapa, então isso nunca me preocupou. É algo meu, eu não imaginava em não sair para uma festa por causa de espinha. Eu não pensava nisso e hoje com a internet e as pessoas ficam se comparando com outras pessoas. As meninas de 17 olham na internet as amigas bombando, fingindo coisas, as pessoas fingem muito. É uma vida irreal, não existe isso. Todo mundo é muito feliz, não existe isso. Na década de 90 as pessoas não tinham isso e elas se sentiam mais seguras, talvez.

Eu não sou tímida. Eu sou reservada com a minha vida pessoal. Eu não sou de ir muito em festas. Eu nunca olhei pro meu corpo e vi problemas, eu emagreci mas não por desespero de alguma coisa, foi uma reeducação alimentar. Eu tenho 42 anos e tenho que me cuidar para não cair tudo.”

***Entrevista feita pelo jornalista André Romano

 

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