Osmar Silveira
Osmar Silveira (Luca Ayres/ Divulgação)

A partir do dia 14 de maio, Osmar Silveira viverá o playboy Narciso em Segundo Sol, nova trama das 21h da Globo, escrita por João Emanuel Carneiro e com direção artística de Dennis Carvalho. Em um bate-papo exclusivo com o Observatório da Televisão, o ator detalhou um pouco o seu personagem.

Osmar confessou que Narciso é um típico trambiqueiro que adora uma mordomia e usará o romance com Rochelle (Giovanna Lancellotti), uma moça de família rica e tradicional, para viver cercado de luxo. Fazendo um certo mistério, ele ainda garantiu: “Ele vai dar uma complicadinha na vida de uma galera”.

Apesar de apontar os defeitos do seu personagem cheio de vilania, Osmar não deixou de defendê-lo. “Ninguém é 100% bom e nem 100% mau”, afirmou. Ao longo da conversa, o ator também expressou o quanto está feliz por viver o sonho de participar de uma novela global. Confira:

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O que é Segundo Sol para você?

É um sonho! Para mim, Osmar, pessoa física, é um sonho. Sempre sonhei em estar na casa, enquanto ator sonhei em trabalhar aqui dentro, fazendo parte desse produto, e hoje estar vendo esse resultado na tela é a realização de um sonho. Eu lembro do momento que pedi a Deus por essas coisas que estou tendo hoje, por esse momento que estou vivendo hoje. Então, é um momento de graça da minha vida.

A novela diz muito sobre ter uma segunda chance. Essa é a sua segunda chance?

Eu não sei se é a segunda, mas com certeza é a primeira e eu pretendo agarrar com unhas e dentes. Com toda certeza eu vou dar todo o meu coração para fazer um lindo trabalho.

Como você foi parar no elenco da novela do João Emanuel?

Eu estava fazendo uma outra novela (O Rico e Lázaro), em uma outra emissora (Record), aí eles vendo o meu trabalho me chamaram para fazer um teste. Eu estava saindo de lá (da emissora), terminando a novela, acabei fazendo o teste e passei. Eu fiquei muito feliz!

Agora conta um pouco sobre o seu personagem?

Eu vou fazer o Narciso. O Narciso é um playboy, um cara que gosta de se dar bem às custas dos outros. Ele vai dar uma complicadinha na vida de uma galera, mas isso é um pouco mais para frente. Ele namora a Rochelle (Giovanna Lancellotti), que é de uma família super rica e tradicional, ele gosta também desse luxo, então se aproxima dessa família e da Rochelle, também para ter um pouco dessa ascensão social.

O Narciso é um playboy que vai enlouquecer a mulherada que acompanhará a novela?

Eu espero que sim. Eu não acredito que ninguém seja 100% bom ou mau e ele tem muito disso, talvez uma pitada a mais de mau. Eu acho que isso tem um charme e espero que isso agrade às pessoas.

O personagem pode abandonar essas características ao longo da trama?

Eu acho que tudo é possível, ainda mais se tratando de uma obra aberta, porque a gente não sabe o que vai acontecer com ele (o personagem). A gente recebe um pré-aviso, mas não recebe os capítulos com tanta antecedência, então não sabemos exatamente o que vai acontecer. Tudo é possível justamente por ser uma obra aberta.

Em quem você se inspirou para dar vida ao playboy Narciso?

Eu acabei assistindo a muitos filmes, escutando histórias. Procurando exemplos, não próximos a mim, mas de coisas que eu pudesse incorporar o personagem, que eu acho que não é tão difícil. A maldade está em todo lugar, basta você olhar.

Então você quer dizer que o seu personagem é um pouco vilão?

Ele é, ele tem pitadas de vilão. Ele tem coisas que vão gerar um certo burburinho.

E como está sendo a convivência com o elenco?

Está incrível! Desde o primeiro dia de preparação, dentre as três semanas que tivemos. Foi genial, extremamente importante a gente se unir para começar a criar essa família de Segundo Sol.

O Osmar é como Narciso em algum momento?

Não, não. É o que eu falei, ninguém é 100% bom e nem 100% mau, mas eu acho que estou mais para o caminho do bem do que do mal.

Participar de uma novela das 21h, pertencente ao horário nobre da Globo, vai mudar a sua carreira?

Com certeza! É um grande momento, acho que para todo mundo. É o que todo mundo deseja, quem está nessa profissão, participar de um momento como esse, poder celebrar um momento lindo como esse.

Segundo Sol vai falar também sobre recomeços. Em algum momento da sua vida, você já precisou recomeçar?

Já! A minha vinda para o Rio de Janeiro foi um recomeço, foi um novo norte. Eu acho que no Mato Grosso as minhas possibilidades, enquanto artista e ator, estavam um pouco restritas. E a minha decisão de vir para o Rio, sem condições financeiras na época e sem ninguém, sem o apoio emocional, porque a minha família toda ficou lá, foi muito difícil, foi realmente um recomeço. Eu acho que foi a grande virada da minha vida, porque tudo, de alguma forma, começou a caminhar de uma forma positiva a partir daí.

Você foi stand-in (ator substituto) do Emilio Dantas (Beto Falcão) durante o musical ‘Pro Dia Nascer Feliz’, que narrava a história do cantor Cazuza. Como é para você reencontrá-lo em mais um projeto?

Eu acho que é um presente divino poder estar fazendo mais um trabalho com ele, e poder estar conhecendo ele melhor. O Emilio é uma grande pessoa, acho que ele está ainda melhor agora, não sei se é porque a nossa convivência está maior. Eu estou admirando ainda mais o trabalho dele, eu já era ‘fanzaço’ dele fazendo o Cazuza e eu, enquanto stand-in, ele era o meu espelho. É um grande presente poder reencontrar ele nessa nova fase de carreira minha e dele, mais maduros e tudo mais.

E como é participar de uma novela do João Emanuel Carneiro? A emoção está grande?

O coração está pulsando forte. A gente tem até que dar uma segurada na onda, às vezes, para não deixar a emoção transparecer e falar mais que a razão, do que o texto, do que todo esse emocional. Realmente é um grande sonho, todo mundo sonha com isso. Ele é um grande gênio da literatura, com uma grande direção, com uma grande casa, então, quem não quer? Quem não quer fazer parte disso?

Como você cuida para que as características negativas como as do Narciso não afetem a sua vida pessoal?

Eu tenho uma tatuagem nas costas que diz: o essencial é invisível aos olhos. Eu acho que é meio por aí. Quem vê cara não vê coração também. Essa coisa de cuidados, eu, na minha vida pessoal, sou um cara muito rigoroso. Tenho muita disciplina com tudo, com alimentação, com o meu corpo em si, eu acho que é uma profissão que requer um pouco disso. É uma profissão que, de alguma forma, te obriga a ter determinados cuidados. Eu faço porque quero, sempre digo isso, não faço porque sou obrigado. Eu acho que ninguém tem que se sentir obrigado a nada porque isso não é legal. A partir do momento que você se sente obrigado, eu acho que aí você se vira refém de alguma coisa, e isso não é bacana. Mas, se você gosta, eu acho legal fazer.

Fala um pouco sobre você. Como é o seu dia a dia?

Eu nem sou carioca, primeiro. Eu sou mato-grossense, morando no Rio e fazendo um baiano, olha só que loucura. Estou no Rio há seis anos, comecei a fazer teatro desde os oito anos de idade, inclusive esse ano vai fazer 20 anos que iniciei essa carreira. E eu estou muito feliz de poder celebrar meus 30 anos de idade com os meus 20 anos de carreira.

O que o público pode esperar de Segundo Sol?

Eu acho que é um grande sucesso. Com certeza é um grande sucesso.

* Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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