Antônia Fontenelle
Antônia Fontenelle (Divulgação/ SBT)

Antônia Fontenelle comemorou no último dia 01/04,  aniversário de 4 anos de seu programa Na Lata, e provou que é um tremendo sucesso no YouTube. A atriz tem opinião forte, e isso fica nítido em cada episódio de seu programa, e graças à sua verdade, consegue tirar “pérolas” de seus entrevistados. Isso não é para qualquer um. Hoje, Antônia não é mais uma apresentadora, se tornou uma comunicadora de primeira. E a grande prova desse êxito são os números de visualizações de sua plataforma.

Em um papo intimista com nossa reportagem, ela fala um poucos dos desafios de fazer um programa de entrevistas, e revela detalhes de como surgiu a ideia de levar para a telona, a história de Gretchen: “A Gretchen já havia me convidado, há quase 5 anos, não aceitei de cara, porque ela não queria só que eu produzisse, ela queria que eu também dirigisse, e só agora, me sinto pronta para esse desafio”, relatou a loira.  Confira o papo:

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Que você é uma mulher de fibra, todo mundo já sabe, mas quem é realmente a Antônia fora dos holofotes?

“O que difere a Antônia de fora dos holofotes, é o figurino, cabelo e maquiagem (risos). Só isso!”

Você se considera uma mulher à frente de seu tempo?

“Não diria à frente do meu tempo, à frente do seu tempo eram a Hebe Camargo, a Dercy Gonçalves, a Elis Regina, a Leila Diniz, eu sou apenas uma mulher que abomina a hipocrisia, a mentira, o preconceito, e com um senso de justiça bastante aguçado.”

Com um limão, você fez um jarro de limonada. No caso, seu programa na internet que faz um tremendo sucesso. Como surgiu a ideia para criar um programa de entrevistas na rede?

“Eu sempre gostei de me comunicar. Comecei no rádio aos 15 anos de idade. Conversando com amigos de Nova York, um deles, executivo da Warner TV, falou que eu tinha jeito para apresentar um programa de TV, porque eu comentei que existia dificuldade em pegar um bom papel na televisão. Depois disso, eu fui me experimentar no YouTube, e hoje estou muito bem, obrigada, nessa plataforma, até porque não fico só no YouTube, meu canal reverbera no rádio, na TV, nos jornais e portais, e isso me faz imensamente feliz.”

Você imagina se tornar uma apresentadora?

“Já sou uma apresentadora, e das boas, modéstia à parte falando.”

Tem ideia de levar esse formato para a TV aberta?

“Volta e meia sou sondada, mas falta coragem por parte dos executivos da TV aberta. Se a Marluce Dias ou Boni ainda estivessem na TV Globo, pode apostar, que eu estaria lá arregaçando na audiência. Na Record TV, não pode isso, não pode aquilo, no SBT, Patricia Abravanel, Eliana, ou até mesmo a Christina Rocha, não iriam gostar da ideia. Já a RedeTV! nunca foi esperta, eles se nivelam por baixo, nunca foram de apostar em ninguém, resumindo, estou no rádio, no YouTube, no teatro, e agora voltando para o cinema, e tá tudo certo.”

Você imaginava que o programa fosse chegar aos 4 anos, com esse fôlego todo?

“Imaginava sim, tem tanta coisa ruim na TV, que dura anos.”

Você imaginava que seu programa fosse virar pautas em outros veículos (Folha, Veja, etc)? (Um exemplo claro, foi sua entrevista com a polivalente Laura Cardoso)

“Eu sempre imaginei o melhor, relacionado a tudo que eu faço, porque faço com muito amor, e quando eu trago alguém como o Boni, a Laura Cardoso, o Stênio Garcia, o Bolsonaro, o casal Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça, a Luana Piovani, a dupla Simone e Simaria, a Valeria Valença, que assumiu que foi demitida da TV Globo, e ficou com depressão profunda, e tantos outros com revelações nunca feitas antes para ninguém, não tem como não repercutir.”

Você sofreu algum tipo de preconceito no início, ao se lançar como apresentadora? Teve algum artista que não quis ser entrevistado por você?

“Sim, no começo quase ninguém queria, era uma chuva de resposta negativa, camuflados obviamente, mas eu entendo, as pessoas têm o direito de escolher para quem elas vão falar, hoje, o jogo virou, graças a Deus, o tempo é o senhor da razão. Mas devo dizer que ainda tem uma ou outra testa oleosa achando que é mente brilhante. Mas aí, não é problema meu.”

O que a maturidade ensinou a você?

“A maturidade me ensinou a ter mais paciência e compreensão das coisas.”

O que tira a Antônia do sério?

“A burrice, gente preguiçosa, a mentira, e a injustiça me tiram do sério.”

Você já pensou em desistir?

“Desistir jamais, eu não daria esse presente aos inimigos, não sou tão boazinha assim.”

Como surgiu o convite para dirigir a Gretchen nos cinemas?

“A Gretchen já havia me convidado, há quase 5 anos, não aceitei de cara, porque ela não queria só que eu produzisse, ela queria que eu também dirigisse, e só agora, me sinto pronta para esse desafio.”

Ela inspira você?

“Ela me inspira muito, pela sua batalha, coragem, e vontade de viver. Sem falar na grande mãe que essa mulher é. É pura inspiração.”

Antônia, você é uma mulher muito forte. Se pudesse voltar ao passado, o que você diria para aquela Antônia da época da infância?

“Nunca deixe de acreditar, siga em frente, você é valente, foi o que eu sempre disse, e continuo dizendo para a Antônia.”

Você é uma pessoa espiritualizada?

“Sou muito espiritualizada, por isso ainda não pirei com os acontecimentos fortes da minha vida.”

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