Rafael Cardoso define seu personagem em O Outro Lado do Paraíso: “Tem um pouco de anti-herói”

Rafael Cardoso
Rafael Cardoso (Divulgação/ TV Globo)

Rafael Cardoso viverá o médico Renato na próxima novela das 21h, O Outro Lado do Paraíso. O personagem, que saiu do sul para construir uma carreira no Tocantins ficará apaixonado por Clara (Bianca Bin), mas verá sua amada se casar e viver uma péssima relação com Gael (Sérgio Guizé). O ator, em conversa com o Observatório da Televisão revelou alguns detalhes sobre o personagem, e sobre a viagem que fez junto com a equipe da trama para as gravações das primeiras cenas. Confira:

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Seu personagem vai viver um triângulo amoroso. Você já passou por algo parecido?

Quando moleque sim, já passei por muita coisa. Quando eu era mais novo não tinha paradeiro não (risos)


Sua esposa tem ciúme das suas cenas mais quentes?

Não. Ela era atriz, ela sabe como funciona, então entre a gente não tem essas coisas.

O seu personagem sai do Sul para ser médico no Tocantins. Você se assemelha a ele nisso?

Eu vim do Sul para cá também, para ser ator, mas ele totalmente diferente de mim. Ele vive outra realidade.

Você veio de duas novelas das 18h, e como é voltar para o horário das 21h? Você tem um volume de trabalho maior?

Eu saí de uma das 21h, que foi Império, fiz duas das 18h, e agora estou voltando para o horário das 21h. Como fiz um protagonista (Além do Tempo) e um antagonista (Sol Nascente), o volume de gravações era bem puxado. Teve uma época que a dona Laura (Cardoso) ficou doente e todas as falas dela vieram para mim. Ficou bem pesado. Agora como está no início está mais lento, mas sei que o bicho vai pegar.

Você conseguiu descansar entre uma novela e outra?

Descansei… Mais ou menos uma semana (risos).

Você tem três restaurantes. Como você administra esses negócios mesmo gravando novela?

Tenho que delegar funções, e fazer o que dá. Mais vale comer um filé com os amigos que roer um ossinho sozinho. Eu divido tarefas, e não acredito numa administração centralizadora. Prefiro colocar um monte de sócios e cada um ganha um pouquinho e vamos trabalhando juntos.

Você se acha um bom administrador?

Acho que tenho bons administradores trabalhando comigo (risos).

E você manda bem na cozinha?

Eu gosto bastante, mas gosto mais do que sei.

Você prefere interpretar um mocinho ou um vilão?

Depende do que é o personagem. Não existe melhor ou pior. Hoje os mocinhos não são mais tão mocinhos, são mais anti-heróis. Temos que achar motivação para os personagens, porque passando tanto tempo fazendo esse trabalho no formato de folhetim como passamos, se a gente não achar motivação aí ferrou.

Dá um gostinho especial em ser odiado?

Só se for antagonista. Se eu for antagonista é ótimo ser odiado.

O Renato é um mocinho. Ele tem diferença de outros mocinhos que você interpretou?

Tem. Ele tem um pouco dessa coisa do anti-herói. Ele é o que a gente é na vida. O cara pode ser uma pessoa boa, mas se pisar no calo, ele vai sair do sério, e acabar fazendo merda.

Seu personagem, o Renato gosta da Clara, personagem da Bianca Bin, mas não a ama não é?

Ele gosta dela. Ele foi para o Jalapão e eles acabaram se conhecendo, e veio aquela paixão dele. Como estamos no início da novela, ainda não dá para saber para onde vai, mas ele vai lutar por ela.

Ele vai denunciar alguma das agressões que ela sofre?

Não porque não pode. Só quem sofre é que pode denunciar, creio eu.

Na novela você vive um médico. Como foi a preparação?

Sempre gostei da área, e tem uma amigona da minha esposa que é médica. Convivi com ela, a observei passar por alguns procedimentos, e fizemos laboratório aqui na Globo também. A novela tem um núcleo hospitalar.

O que você mais gostou no Jalapão?

Tudo. Aliás, só não gostei muito da secura porque dei uma penada no início, mas de resto é tudo maravilhoso, um paraíso. É um outro Brasil que a gente não conhece.

Já que você entende do assunto, como é a gastronomia lá?

A gastronomia é semelhante à de Goiás. Não tem uma identidade muito forte ainda, lá tem o Chabari, que é um ossobuco. Palmas tem 31 anos se não me engano. É uma cidade nova, então não tem como ter uma história. Eu comi muito bem lá, cara. Não faço dieta não. Minha dieta é comer bem.

E deu para relaxar também durante a viagem para as gravações ou foi só trabalho?

Difícil. A gente otimiza o tempo, mas para relaxar não rola. Usamos o tempo livre mais para conhecer do que para descansar (risos).

Você sentiu falta da sua filha no período da viagem?

Eu fazia 2 ou 3 facetimes por dia como uma maneira de estar junto dela. Senti muita falta, porque geralmente eu acordo com ela, dou café pra ela, e faço tudo ao lado dela.

E ela te reconhece no vídeo?

Sim. As crianças de hoje ensinam a gente porque elas já estão acostumadas a se ver no vídeo, pegam o celular e elas mesmas se gravam.

*Entrevista realizada pela jornalista Núcia Ferreira.