Bianca Bin conta o que espera de sua personagem em O Outro Lado do Paraíso

Bianca Bin
Bianca Bin (Divulgação/ TV Globo)

Bianca Bin estreia no próximo dia 23 de outubro como Clara, protagonista da novela O Outro Lado do Paraíso, escrita por Walcyr Carrasco, e dirigida por Mauro Mendonça Filho. Sua personagem, passará por grandes dificuldades e violências que a tornarão uma mulher com sede de vingança. A atriz conversou com nossa reportagem e contou como está sendo lidar com este novo desafio:

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Sua personagem, a Clara, após sofrer durante 10 anos, volta querendo vingança. O que você emprestou para ela da sua personalidade e como tem sido a experiência?


Eu tenho escorpião no meu ascendente que é um signo vingativo, mas não me considero uma pessoa vingativa. O meu signo é virgem, e eu acho que a gente tem que ser pró-ativo e transmutar. Se a gente recebe desamor, violência e devolve na mesma moeda, isso só vai se multiplicar. Então temos que ver o que podemos oferecer para o mundo. Eu sei que estou de passagem, estou a serviço, e a única certeza que eu tenho é que isso aqui vai acabar e quero passar da melhor forma possível, e levar meu trabalho com leveza, porque a novela fala sobre violência, que é um tema que me toca profundamente, ainda mais violência contra a mulher, que é algo que me machuca muito.

Nas cenas de psiquiatria..

Eu estou tão preocupada com isso. Eu acho que preciso de mais umas 20 aulas de corpo.

Você já está emagrecendo…

Eu preciso malhar quando entro em novela porque é uma rotina de maratona, e a gente vai secando. Tenho que ganhar uma massa para ter o que perder.

O Walcyr acredita que você vai fazer um grande sucesso como Clara. O que você espera?

Eu não espero resultado. Estou focada no caminho e no dia a dia. Penso no hoje. Minha filosofia tem sido essa na vida e no trabalho. Sou uma pessoa muito ansiosa, imperativa, e esse tipo de pensamento me deixa angustiada, e é um caminho sem volta. Se eu me enfiar nesse buraco, não consigo sair, então penso apenas no agora.

Você faz terapia?

Vou começar amanhã. Estou precisando. Eu tinha feito há um tempo atrás e acho que todo mundo deve fazer. Eu tenho certa dificuldade em verbalizar meus sentimentos, e acabo guardando muita coisa. Tanto que estou com um nódulo na tireoide que já estou tratando, que acho ter muito a ver com isso. A gente se cala muito diante de uma sociedade opressora, que vai nos tolhendo. A busca da personagem e minha também é por esse amadurecimento, empoderamento e conexão comigo mesma. Com a descoberta da minha máxima potência feminina, que é muito forte.

Como foi gravar no Jalapão?

Foi incrível. Eu gostei de conhecer os lugares. Eu nunca tinha mergulhado em cachoeira de água quente por exemplo. Eu só tinha entrado nas cachoeiras daqui que são geladíssimas. Isso foi novidade pra mim. A biodiversidade me encantou. O serrado é riquíssimo. Só que é muito quente, a gente precisa se hidratar o tempo todo. Narinas, lábios, olhos, corpo. Recebemos 1 milhão de recomendações da empresa para esses cuidados, mas é um lugar belíssimo.

Você pensa em ser mãe?

Eu quero ser mãe, mas criar meu filho de verdade e estar presente, e agora tenho muito trabalho e não posso estar presente.

*Entrevista feita pela jornalista Núcia Ferreira.