Prestes a estrear em Tempo de Amar, Sabrina Petraglia confessa: “Sempre sonhei fazer uma novela de época”

Sabrina Petraglia
Sabrina Petraglia (Divulgação/ TV Globo)

Sabrina Petraglia está entregue a sua nova personagem, Olímpia, de Tempo de Amar. A jovem, que será irmã de Vicente (Bruno Ferrari), é uma mulher à frente do seu tempo, com ares de revolucionária. Em entrevista durante a coletiva de lançamento da trama, ela contou detalhes sobre a nova novela e falou ainda sobre o sucesso de sua personagem anterior, a Shirley de Haja Coração. Confira:

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O que você achou da mudança de visual?


Estou amando esse cabelo. Nunca imaginei que fosse gostar tanto. Fiquei receosa porque fazia muito tempo que não usava esse cabelo curtinho, mas depois que cortei adorei. Ficou chique, ficou moderno, descolado. Bato um secador e acabou. É bom mudar. A Shriley, de Haja Coração, foi muito forte na minha trajetória, não que eu queira eliminá-la na minha vida porque sou louca por ela, mas é bom mudar e dar uma repaginada.

Como é sua personagem?

É mulher muito corajosa, batalhadora sem perder a doçura, e tem uma função social muito forte, assim como a Shirley que tinha a questão da deficiência física que integrava, a Olímpia vem com uma nova função social, como porta voz da mulher que luta pelo direito das mulheres, e para ficar com o Edgar (Marcello Melo Jr.).

Ela é uma mulher à frente do seu tempo?

Ela é super à frente do seu tempo, super independente, vai para as livrarias e cafeterias sozinha sem a presença de um homem, o que não era comum na época. Edgar e Olímpia passarão juntos poucas e boas.

O preconceito racial já falado naquela época ainda existe hoje…

Talvez até pior que antes, porque hoje em dia existe o preconceito camuflado o que é igualmente cruel.

Como eles se conhecem?

Eles se conhecem no navio a caminho do Brasil, e ela já chega no país apaixonada por esse homem. Junto com ele, e com o Vicente (Bruno Ferrari), irmão dela, vai criar o Grêmio Cultural para discutir assuntos importantes tanto da época quanto de hoje, assuntos ainda atuais.

Como você construiu a personagem?

Para falar sobre a equidade feminina, que naquela época sequer votavam, estudei algumas mulheres muito importantes no Brasil como a Gika Machado, que foi a primeira poetisa erótica do país, a Pagu também. E essas foram minhas grandes referências.

Não tem como não lembrar da Shirley ao conversar contigo…

Foi um papel que me abriu as portas para o grande público. Muita gente não me conhecia, e a personagem era uma Cinderela imperfeita, que mexeu com o imaginário de muita gente.

Como é fazer uma novela de época?

Eu estou realizando um sonho de criança. Sempre sonhei fazer uma novela de época, e de repente me vejo assim vestida nessas roupas. Outro dia um dos câmeras falou que eu estava super feliz e eu disse “Eu não estou me cabendo nesse meu 1 metro e meio”.

*Entrevista realizada pela jornalista Núcia Ferreira