Tiago Iorc afirma “Parceria com Sandy foi um encontro de almas”

Tiago Iorc no Z Festival
Tiago Iorc (Raphael Castello/AgNews)

Tiago Iorc é um jovem talentoso e um músico que está na estrada há mais de 10 anos. O estrelato só aconteceu depois de muito esforço, e ele conseguiu reconhecimento merecido com o álbum Troco Likes, lançado em 2015. Tiago conversou com nossa reportagem e contou um pouco do sucesso em torno de sua carreira musical. Confira o papo:

Qual o balanço você faz da sua carreira no ano de 2016?

“Esse ano (2016) foi uma série de felicidade que nasceu no inicio de 2015. Isso era muito claro, a vontade que eu tinha de fazer um disco para celebrar a música. Acho que o primeiro passo foi fazer um disco todo em português, coisa que eu não tinha feito ainda. E aí foram muitas coisas, umas que eu quis outras que foram acontecendo espontaneamente. Uma música que eu escrevi que eu senti que poderia ter força, foi a ‘Amei Te Ver’, que foi uma das primeiras faíscas do que está acontecendo. E a felicidade de ter feito parcerias lindas como foi com a Sandy, um encontro muito inusitado.”


Como foi o encontro com Sandy?

“Foi encontro de almas. Um encontro assim que estava para acontecer em algum momento e foi muito bonito. A Sandy e o Lucas (Lima) trouxeram o embrião de uma música (Me Espera) e a gente compôs junto e ficou linda. Nos tocou como está tocando as pessoas. Estou rodando o Brasil inteiro e estou muito feliz.”

Qual sua maior inspiração para compor?

“Eu acho que eu tenho amor pela vida. Tudo pode ser motivo de inspiração. Uma relação mais íntima com alguém ou uma relação de intimidade com uma vontade ou com uma observação sobre coisas da vida.”

O que é o sucesso pra você?

“Para mim, o que me instiga mesmo é trabalhar. Eu amo trabalhar, criar, pensar em soluções para as coisas se realizarem mesmo. O reconhecimento é excelente porque possibilita a continuidade do trabalho.”

Você se surpreendeu com o sucesso de “Amei Te Ver”?

“Eu acho isso fantástico. Isso é parte de uma coisa tão íntima, tão particular. Eu quero demonstrar alguma coisa, eu quero cantar sobre alguma coisa. Depois desse momento em que a música vai para o disco eu não tenho mais controle nenhum sobre o que as pessoas vão gostar ou não. Então é muito bom que as pessoas tenham se conectado.”

Você se inspira em outros artistas?

“Eu acho assim de uma forma geral o violão e talvez seja da onde eu tenha ouvido mais algumas coisas para me desenvolver como músico, seja James Taylor ou instrumentistas que tinha o violão como escudo, Dave Matthews. Pra mim, essa relação do violão com a voz é meu escudo.”

Como lida com os memes nas redes sociais?

“Eu amo levar as coisas numa boa, tirar sarro. Nos bastidores (do Domingão do Faustão) eu estava tirando sarro com o Luan (Santana) também. Estávamos celebrando essa piada né? Eu me divirto com tudo.”

Se acha parecido com Luan Santana?

“A gente está parecido sim (risos).”

Você começou a carreira cantando em inglês, você acha que houve diferença de público ao passar a cantar em português?

“Depende. Existem mais pessoas que se aproximaram, mas o fato de eu cantar em português ou inglês não mudou a distância, só mudou o número de pessoas. Eu até me surpreendi muito com meu trabalho, mesmo cantando em inglês me facilitava fazer uma turnê no país. Acho que tem uma forma da música especial que nos conecta independente do idioma.”

Se sente confortável ao encontrar com fãs?

“Pra mim tá tudo certo. Qualquer encontro que exista assim (com fãs), amo encontrar famílias que elogiam as minhas músicas. Vou aprendendo junto com a caminhada. Estou trabalhando e feliz.

Algum fã já fez alguma tatuagem em sua homenagem?

“Já, tatuaram letras de canções e o que eu acho mais bizarro ainda é que já tatuaram autógrafo. Pediram pra eu autografar na pele e depois transformaram em tatuagem.”

Isso te assusta?

“É muito curioso o quanto a gente pode significar pras pessoas, né? Mas eu acho bonito. Eu tenho tatuado o nome de um disco de um artista que eu gosto.”

Como é a sua amizade com Tatá Werneck?

“É um encontro muito especial. Eu acompanhava já a Tatá e quando eu vim para o Rio de Janeiro, a gente ensaiou uma tentativa de se encontrar, mas estávamos sempre trabalhando. E felizmente a vida nos encontrou e é um tipo de coisa que é muito bonita. O trabalho possibilita encontros com pessoas que eu admiro e eu a acho fantástica.”

Já foi convidado para atuar?

“Já (fui convidado sim). Eu já fui convidado outras vezes para atuar de fato, mas não vinha ao caso no momento e recentemente eu participei de ‘Rock Story’ fazendo papel de mim mesmo. Foi engraçadinho (risos).”

Ficou feliz com o resultado final?

“Eu fiquei porque ali era pra ser uma coisa despretensiosa. Eu adoraria fazer alguma coisa, ter que estudar um personagem. Não sei se isso vai acontecer, mas eu não conseguiria, música já toma muito o meu tempo. Enfim.”

Quais os seus projetos para 2017?

“Dormir. Só isso por enquanto.”

André RomanoENTREVISTA REALIZADA PELO JORNALISTA ANDRÉ ROMANO