Carol Nakamura sobre Luís Melo: “Pra mim, ele já é oriental”

Carol Nakamura
Carol Nakamura (Divulgação)

Carol Nakamura, que estreia como atriz em Sol Nascente, conversou com nossa reportagem durante um evento de divulgação da novela e falou um pouco da nova experiência como atriz e de ter sido bailarina do Domingão do Faustão. Confira o papo:

Nova oportunidade

“Tive a oportunidade agora e estou amando. Achei que eu fosse chegar e só fossem me tratar com educação, mas não. Me tratam como se eu já fizesse parte disso há muito tempo.”


Personagem

“Minha personagem é Hiromi, ela é sobrinha do Tanaka e veio do Japão com seis anos de idade depois do falecimento do pai, só que ela sente muito essa ausência familiar e acha que se ela voltar pro Japão ela vai ser mais feliz. Ela adora praia, adora surfar, só que ela não entendeu que ela pode ser feliz aqui, então ela quer casar de qualquer jeito com um japonês pra poder voltar pro Japão. Ela vai se envolver com o Ralf, que é o Henri Castelli, que tem uma personalidade completamente ao contrário do que ela quer. As mulheres sempre querem aqueles caras mais comportados, fiéis e o Ralf é mulherengo, não quer nada com nada, mas no fundo no fundo, ele é um cara que também busca as mesmas coisas que ela.”

Ajudando os colegas de cena

“O Luís (Melo) sempre me pede algum auxílio com algumas palavras em japonês. Eu não sei tanta coisa, mas meu pai morou lá, meu tio é um grande estudioso, então já passei o contato do meu tio e a gente vai aprendendo junto porque eu sou brasileira, mas a minha família tem bastante referência. Eu sendo novata e ele me perguntar alguma coisa, eu fico lisonjeada. É incrível, ajudando-o eu acabo aprendendo também. Ele pra mim, ele já é oriental. O foco é nas relações familiares, mas não é uma novela japonesa. Tem uma história que envolve os descendentes japoneses e italianos, mas não é uma novela específica.”

Parecida com a personagem

“Nessa coisa de buscar a pessoa perfeita, neste sonho de casar e buscar o príncipe encantado, eu me pareço com a Hiromi. Ela é mais contida, mais comportadinha.”

Nada de príncipe encantado

“Príncipe encantado eu já entendi que ele não existe, mas a gente busca uma pessoa que a gente consiga conviver com os defeitos, que tenha o mesmo propósito de vida que você. Acho que todas as mulheres, até aquelas que não admitem, estão em busca de uma vida familiar.”

Relacionamento sério

“Estou namorando há dois anos, estou bem feliz e satisfeita, minha vida está bem tranquila.”

Em busca do sonho

“Acho que sempre que a gente passa por uma coisa muito tumultuada, depois que essa maré vai, leva tudo e vem só coisa boa e é isso que está acontecendo neste momento da minha vida. Eu estava querendo me desafiar, me conhecer, fiz alguns cursos. Eu sou muito intensa, sou uma pessoa que vive com muitas emoções, eu queria trabalhar de outra forma e descobrir se isso funciona. Como eu sou oriental, não via tantas orientais trabalhando constantemente e as portas estavam se abrindo para o lado de apresentadora, e eu fui aproveitando as oportunidades. Quando eu soube que estava tendo um teste em que eu estava super dentro do perfil oriental, falei ‘não posso perder’. Liguei pra Frida e falei: ‘olha, eu quero fazer o teste’. Eu fiz, não tinha nem personagem ainda, fiz o teste de improvisação, aí depois de um tempão, eu fiz um monólogo, depois fiz um diálogo e depois fiquei sabendo que passei. Estou realizada, gosto de tudo o que estou fazendo, não me incomodo com absolutamente nada, espero permanecer assim o resto da minha vida, mas gosto de estudar, gosto de ler, gosto de trocar, sou super curiosa. Eu tenho tudo pra dar certo, estou me sentindo bem à vontade.”

Ciúme do namorado

“Ele não me conheceu atriz, nem eu. A gente conversa muito sobre tudo. Ele sabe das minhas vontades, ele vê, ele bate texto comigo. Como ainda não comecei a gravar, a gente não conversa muito sobre isso. Nem eu sei como vão ser essas novas cenas. Mas ele é muito seguro e eu tento deixá-lo bem seguro também porque eu sei o que quero. Eu tô casada, tô feliz, eu estou bem. Não me iludo com o que está acontecendo e não estou nem com cabeça pra pensar qualquer outra coisa diferente do que dar certo.”

Oportunidades para orientais na TV

“Fico preocupada mas acho que está melhorando, acho que a tendência é cada vez as portas se abrirem mais e essa novela está aí pra provar isso. Independente se você é oriental, negro, o que vale mesmo é o trabalho.”

Cobrança

“Eu me cobro sempre, independente do que estou fazendo. Quando estava no Faustão, sempre foi muito crítica comigo, algumas coisas eu gostava, outras eu sabia que tinha que melhorar. Agora eu me cobro, mas eu também sei que estou começando. Não posso exigir de mim uma atuação da Giovanna, que é craque, fera e já está aí há um tempão. Não posso me maltratar, tem que ser prazeroso pra mim. Eu me cobro, mas eu sei dos meus limites. Sei o que consigo fazer agora, tem coisas que vou descobrindo, câmeras, detalhes, onde elas estão. Tem coisas que só vou aprender fazendo. Achei que eu fosse ter sérios problemas de dor de barriga na primeira gravação, mas estou muito tranquila, porque as leituras que fizemos antes, me deixaram muito tranquila. Eu não fiquei nervosa, eu fico ansiosa. Quando tenho a oportunidade de ver algumas coisas, tento me corrigir. Mas o feedback dos diretores também é super importante.”

Influência da mídia…

“Se eu falar que a mídia e as opiniões das pessoas não influenciam minha vida, estarei mentindo. Influencia sim, eu vivo disso, vivo das opiniões das pessoas. Mas também se você levar 100% a sério, não está certo. Então eu filtro, aceito muito as críticas, desde que elas sejam construtivas. Mas se a pessoa fala porque é limão, amarga, eu não tenho o que fazer. Sei que não vou agradar todo mundo. Estou me desafiando demais, estou com lugar cheio de pessoas experientes, fiz três testes para estar aqui. Então já me sinto vitoriosa por isso. quero muito que dê certo, eu vivo isso, respiro isso. Minha vida praticamente parou, quando não estou gravando, estou estudando. O tempo que vai dizer se isso vai dar certo, se terei outras oportunidades e estou vivendo o agora.”

Dança

“Amo dançar, é libertador, nunca vou esquecer o Faustão, nunca vou esquecer a dança, nenhum lugar que passei. Foi através da dança que tive todas as minhas conquistas. A dança me ajudou tanto no meu comportamento, no gestual, é uma arte. Trabalhar com dança, acho que já trabalhei bastante, agora estou numa outra fase. Mas se eu tiver que voltar, não vejo problema nenhum.”

Despedida do Faustão

“Eu pedi autorização pro Faustão pra fazer o teste, assim que eu passei, os diretores contaram pra ele. Eu ficava apreensiva, porque as pessoas me ligavam, mas eu não sabia de nada. Quando soube, acho que nem trabalhei direito. Estava eufórica, estranha. Fiz um merchan, quando eu fiz, ele me chamou de volta, eu estava trêmula, não consegui nem chorar. Fiquei chocada, foi quando ele se despediu. Fiquei com cara de boba. Foi um momento surpresa. Perto do meu aniversário, sonhei com um vestido vermelho, que dizem que é se dar bem profissionalmente. Tudo indica que tudo vai dar certo, pra mim já está dando.”

André RomanoENTREVISTA REALIZADA PELO JORNALISTA ANDRÉ ROMANO