Faustão faz um balanço do seu Domingão

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Faustão (Divulgação)

Fausto Silva conversou com o Observatório da Televisão e contou um pouco das novidades do Domingão do Faustão em 2016, e, relatou o que pensa a respeito do futuro da tevê. “A tevê irá ficar muito mais segmentada. Sem dúvida nenhuma. Esse tipo de televisão para todo mundo é mais difícil de fazer. E, vai sofrer mais problema”, relatou o querido Faustão.

Confira o papo:

O Domingão do Faustão foi um dos programas que em 2015 continuou liderando a audiência. Qual o segredo do sucesso?


“O programa é parecido com jornal e revista. É ter insatisfação permanente e renovação constante. O tempo todo temos que renovar. Às vezes a gente acerta. Outras não. Tem um pouco de sorte também. Não temos que desanimar. Quanto maior o seu sucesso. Mais você é cobrado. E, maior é a exigência. Com todo mundo é assim, né?”

Ultimamente o senhor e seus convidados tem se manifestado bastante em relação à politica no programa. Isso é algo novo, né?

“No ao vivo sempre teve essa discursão. Depende da fase do país. E, também não podemos ficar todo domingo falando desse assunto. Domingo é o dia que as pessoas saem da transmissão do futebol direto para o Domingão. Se você não dosar isso fica chato. O tempo todo só falando disso. Tem gente que não aguenta mais. Esse momento o país está vivendo em um dilema. E, você precisa se posicionar. Você pode concordar ou não. Mas, tem que se posicionar. Esse país todo mundo fica encima do muro. Uma hora o muro cai.”

Hoje em dia tem muita gente nova no mercado. Como você faz para renovar o Domingão, que está no ar há mais de 26 anos?

“Tem muita gente boa no mercado. Ao mesmo tempo em que você tem que fazer atração para criança, para jovem, adulto e para pessoa de mais idade. Você precisa ficar focado no programa. Eu acho que o apresentador tem que estar envolvido com a equipe. Se não, não adianta. Às vezes ele fica focando em outros assuntos e outras coisas; e acaba esquecendo do próprio produto. Esse é um segredo.”

Quais as novidades do Domingão do Faustão em 2016?

“A gente não guarda novidade de um ano para o outro. A gente vai fazendo o tempo todo. O quadro Os Iluminados do Domingão vem diferente em 2016. Tem um novo quadro chamado A Escolha da Galera, tem um monte de novidade. A gente não sabe se vai acontecer já em janeiro ou em fevereiro. Por isso não está dando para anunciar. O segredo é sempre você estar procurando novidade. As vezes você acerta, as vezes não.”

Você gosta bastante da edição dos melhores do ano, né?

“Eu acho legal porque é a maneira de você mostrar a fidelidade do público, o carinho do público para com os artistas da musica, do jornalismo, da televisão. E, ao mesmo tempo mostrar o carinho que os artistas que tem consciência e retribui para esse público. Como aconteceu na ultima edição. E, também a história de mostrar a confraternização deles. E, acaba saindo histórias interessantes. Embora seja um grupo de ‘concorrentes’, especificamente no caso do troféu. Existe respeito, lealdade e até amizade entre eles. Isso que é legal. Outra coisa que eles falaram muito. E, serve de exemplo para outras atividades. Não tem um vencedor sozinho. É tudo trabalho de equipe. Eles falaram bastante disso.”

O que você trouxe do rádio para a tevê?

“Eu acho que eu e o Silvio Santos somos os últimos da geração do rádio. O rádio você precisa trabalhar com a imaginação das pessoas. Ele é muito difícil. Ele é mais difícil que a televisão. Na tevê temos imagem. Do outro lado, o radio dá para você um jogo de cintura, de não precisar de TP (telepronter). Aquele negocio que o cara coloca na frente para ler. Você não depende do texto. E, no caso de alguns apresentadores têm texto próprio. Ou seja, eu não uso ponto eletrônico. Isso ajuda. Quando o programa é ao vivo não dar para você controlar o horário. No caso dos melhores do ano, eu estava oito minutos adiantado. Para preencher o horário, eu perguntei o desejo de cada um artista para 2016. E, muita gente nem percebeu isso.”

Com o surgimento de novas plataformas (Netflix, On Demand, etc), você acha que a tevê aberta irá perder público?

“Cada um tem um jeito. Há trezentos anos, falavam que o rádio iria desaparecer. Depois apareceu o cinema, e disseram que a televisão iria desaparecer. Mesma coisa que quando começaram baixar musica pela internet, que as gravadoras iriam desaparecer. Não é bem assim. Tudo vai se ajeitando. A tevê irá ficar muito mais segmentada. Sem dúvida nenhuma. Esse tipo de televisão para todo mundo é mais difícil de fazer. E, vai sofrer mais problema. Enfim.”

Como o senhor avalia a mudança para São Paulo?

“Está tudo bem! Eu como paulista, eu sempre brinco dizendo que praia de paulistano é programa de auditório. O local onde é gravado o programa não afeta nem o conteúdo, nem a formula. Não muda a essência. A gente vai se adequando.”