“O ‘Domingo Legal’ não está preocupado com a concorrência”, diz Marcio Esquilo


Marcio Esquilo, este é o nome do diretor do Domingo Legal, junto com o ‘big boss’, Roberto Manzoni, o Magrão, ele comanda outros 50 profissionais, entre editores, roteiristas e produtores, que levam semanalmente ao público diversão e entretenimento, nas tardes de domingo, no SBT.

Em entrevista exclusiva ao portal oCanal, Marcio fala do desafio de dirigir um programa ao vivo, da missão do Domingo Legal na TV brasileira e do entrosamento de todos que trabalham para colocar a atração no ar.

Segundo Esquilo, o Domingo Legal tem uma equipe muito unida e Celso Portiolli é muito presente também na produção do programa. Ele não chega apenas para apresentar, como fazem alguns apresentadores.


Questionado sobre a concorrência, o diretor afirma que não trabalham pensando nisso, muito menos na audiência, que nada mais é do que consequência. O que o SBT busca com o Domingo Legal é entreter e informar a família. “O lema é fazer um Domingo legal”, afirma Marcio Esquilo.

Antes de dirigir o Domingo Legal, Marcio trabalhou nos programas de Roberto Justus, no SBT. Mas ele também tem passagens pela Rede Globo, Rede Record e Band.

Confira a entrevista na íntegra:

NF: Esquilo, quando e como surgiu a oportunidade para você dirigir o Domingo Legal?
ME: Em junho de 2011 fui convidado a integrar a equipe do Domingo Legal. Eu estava contratado da emissora e eles me colocaram no programa.

NF: Como é sua rotina de trabalho como diretor do Domingo Legal?
ME: Um programa de 4 horas é muito grande, muito trabalhoso, então a rotina semanal é grande para que no Domingo nada saia do nosso controle, mas a equipe do DL é competente e eles facilitam o meu trabalho.

NF: Qual a diferença entre a sua função e a do Magrão?
ME: O Magrão é o “big boss”. Ele comanda a nave. Eu estou ao seu lado, para juntos fazer um grande programa. Digo que sou o seu co-piloto.

NF: O Celso Portiolli participa ativamente da produção do programa ou so chega para apresentar?
ME: O Celso é muito presente, ele participa de tudo. Como ele começou como produtor, ele ajuda muito a equipe e tem muitas ideias boas.

NF: Como é o clima na equipe do Domingo Legal?
ME: Eu fico mais com o pessoal da equipe do que com a minha família. Então eles são a minha família. O espirito de união e equipe é o que faz o Domingo Legal ser um programa especial.

NF: Vocês são em quantos?
ME: Juntando todos os profissionais da produção, assistentes, estagiários, diretores e edição, são por volta de 50 pessoas.

NF: Qual é a missão do Domingo Legal para os diretores do SBT?
ME: Por ser o primeiro programa ao vivo no domingo de todas as emissoras, o Domingo Legal tem a missão de entreter, informar e principalmente divertir a família brasileira.

NF: Vocês são muito pressionados por audiência? O Domingo Legal tem uma meta?
ME: Não temos meta, mas a equipe é focada em fazer um bom programa, sem apelação ou sensacionalismo, pura diversão. A audiência é consequência desse bom trabalho.

NF: Qual é o quadro de maior audiência do programa?
ME: Hoje em dia audiência na televisão brasileira é muito complicado de dizer se realmente é o que o público gosta e quer ver. Na minha opinião os quadros “Construindo um Sonho” no qual fazemos a parte assistencialista, o “Passa ou Repassa” onde é um game para família e o “Afunda ou não Afunda” são muito bem vistos. As viagens internacionais também se destacam nas pautas. Além dos musicais ao vivo, porque hoje é muito dificil os programas darem essa oportunidade.

NF: Vocês ficaram preocupados com a estreia do Domingo da Gente na Record?
ME: A preocupação da equipe é de fazer um bom programa.

NF: Qual é a estratégia do Domingo Legal para enfrentar o concorrente?
ME: Quando fazemos as reuniões, nós não pensamos na concorrência, porque se você ficar preocupado com isso, não faz um bom programa. É o lema é fazer um Domingo legal.

NF: Existe uma similaridade muito grande entre os quadros dos programas dominicais. Você realmente gosta do Afunda ou Boia?
ME: Sim, eu realmente gosto do Afunda ou não Afunda. Por onde eu passo e pessoal sabe que trabalho no Domingo legal, sempre escuto: “Ervilha bóia ou afunda”. O mais interessante foi que outro dia recebemos uma ligação de um grande ídolo brasileiro dizendo que queria participar do quadro e ficava em casa tentando acertar o que boiava e o que afundava. O importante é fazer um bom programa.

NF: Como a notícia do possível retorno de Gugu ao SBT chegou a equipe do Domingo Legal?
ME: Até agora não estamos sabendo de nada.

NF: Como vocês reagem as alterações que o Silvio faz na grade, como aconteceu há algum tempo quando ele reduziu em 2 horas o Domingo Legal e depois voltou atrás?
ME: Sílvio Santos é um gênio. Ele pode fazer o que quiser, continuarei-o admirando como apresentador, pessoa e empresário.

NF: O que o Domingo Legal tem de melhor e o que poderia melhorar?
ME: O Domingo Legal é uma caixinha de surpresas, a cada domingo ele se transforma e muda o que tem que mudar. No meu ponto de vista assim é a televisão um aprendizado constante e apaixonante.