Tarcísio Meira e Glória Menezes
Tarcísio Meira e Glória Menezes (Reprodução)

Não falta quem diga que o Dia dos Namorados seja uma data puramente comercial, mas já está mais do que enraizado na cultura popular. Na telenovela brasileira, a química testada e comprovada de determinados casais fez com que eles se repetissem em diversos trabalhos, para deleite do público, que acabou tomando-os como referenciais de romance na TV. Vamos recordar seis dos casais mais recorrentes das nossas novelas.

Os 30 anos de Tarcísio e Glória, série quinzenal com o “Casal 20” da nossa televisão

Tarcísio Meira e Glória Menezes
O “Casal 20” da nossa teledramaturgia formou par romântico na ficção em quase 20 oportunidades até hoje. A primeira novela diária da TV brasileira, 2-5499 Ocupado (1963), da TV Excelsior, escrita por Dulce Santucci a partir de original de Alberto Migré, marcou o início do ciclo que se seguiu com Uma Sombra em Minha Vida (1964), Pedra Redonda, 39 (1965), A Deusa Vencida (1965), Almas de Pedra (1966), O Grande Segredo (1967), Sangue e Areia (1967/68), Rosa Rebelde (1969), Irmãos Coragem (1970/71), O Homem que Deve Morrer (1971/72), Cavalo de Aço (1973), O Semideus (1973/74), Espelho Mágico (1977), Guerra dos Sexos (1983), Torre de Babel (1998/99), Páginas da Vida (2006/07) e A Favorita (2008/09), além da série Tarcísio e Glória (1988).


Tarcísio Meira relembra primeiro trabalho com Regina Duarte: “Me sentia até meio pedófilo”

Francisco Cuoco e Dina Sfat
Já em seu primeiro ano de Rede Globo, os atores Francisco Cuoco e Dina Sfat formaram par romântico, na novela Assim na Terra Como no Céu (1970/71), de Dias Gomes, às 22h: Vitor e Helô. Na década de 1970 eles ainda seriam casal em duas novelas de Janete Clair: o Cristiano e a Fernanda de Selva de Pedra (1972/73), num triângulo com Simone (Regina Duarte), e O Astro (1977/78), como Herculano e Amanda. Janete ainda lhes daria um quarto casal, Lucas e Darlene, em Eu Prometo (1983/84). Foram também o Chico e a Paloma de Os Gigantes (1979/80), novela de Lauro César Muniz.

Carlos Alberto e Yoná Magalhães
Antes da chegada de Tarcísio Meira e Glória Menezes à Globo, o primeiro-casal da emissora era formado pelos também casados na vida real Carlos Alberto e Yoná Magalhães, que estrelaram as novelas Eu Compro Essa Mulher (1966), A Sombra de Rebeca (1967), Demian, o Justiceiro (ou O Homem Proibido, 1968), todas de Glória Magadan, e ainda A Ponte dos Suspiros (1969), escrita por Dias Gomes a partir da obra de Michel Zevaco. Entre 1970 e 1971 fizeram Simplesmente Maria, de Benjamin Cattan a partir de original de Rosamaria Gonzalez, na Tupi.

Yoná Magalhães e Carlos Alberto
Yoná Magalhães e Carlos Alberto

Carlos Zara e Eva Wilma
Em 1970, os futuros marido e mulher Carlos Zara e Eva Wilma formaram par romântico pela primeira vez em Meu Pé de Laranja-lima, novela de Ivani Ribeiro para a Rede Tupi, baseada no romance de José Mauro de Vasconcelos. Na emissora eles se encontrariam ainda em Mulheres de Areia (1973/74), A Barba Azul (1974/75), ambas também de Ivani, e O Julgamento (1976/77), de Carlos Queiroz Telles e Renata Pallottini a partir da obra de Fiódor Dostoiévski. Além da novela Pátria Minha (1994/95), de Gilberto Braga, e da série Mulher (1998/2000), na Rede Globo.

Kadu Moliterno e Glória Pires
No papel do fotógrafo Bruno, Kadu Moliterno passou boa parte de Água Viva (1980), de Gilberto Braga, correndo atrás de Janete (Lucélia Santos), que amava Marcos (Fábio Jr.). Só no final da história ele conheceu o amor correspondido com Sandra (Glória Pires). Foi o primeiro dos cinco encontros do casal em novelas. Os outros foram em As Três Marias (1980/81), de Wilson Rocha e Walther Negrão com base na obra de Rachel de Queiroz; Partido Alto (1984), de Aguinaldo Silva e Glória Perez; O Dono do Mundo (1991), de Gilberto Braga; e Anjo Mau (1997/98), de Maria Adelaide Amaral com base no original de Cassiano Gabus Mendes.

Hélio Souto e Ana Rosa
Ana Rosa foi a estrela da primeira novela diária da Tupi, em 1964: Alma Cigana, de Ivani Ribeiro a partir de original de Manuel Muñoz Ricco, na qual a atriz viveu uma mulher com dupla personalidade. Na mesma época, só que na concorrente Excelsior, o ator Hélio Souto era um dos maiores galãs da TV como o mocinho de A Moça que Veio de Longe, também assinada por Ivani Ribeiro, mas com base em original de Abel Santa Cruz. No ano seguinte os atores se encontrariam na Tupi em O Mestiço, de Cláudio Petraglia, e em outras quatro ocasiões até o final da década: Olhos que Amei (1965), de Eurico Silva; Um Rosto Perdido (1965/66), de Walter George Durst; Os Irmãos Corsos (1966/67), de Daniel Gonzalez; e Superplá (1969/70), de Bráulio Pedroso. Exceto esta última, todas as demais foram baseadas em originais estrangeiros, marca da época.

Ana Rosa e Hélio Souto
Ana Rosa e Hélio Souto

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